06/05/2018 as 17:20

Visibilidade Trans: de Gabriela Loran, em Malhação, à NY que reconhece 31 tipos de gêneroes

LGBTI

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Por Ricardo Montalvão.
Foto: Hypeness<?php echo $paginatitulo ?>

A novela teen "Malhação - Vidas Brasileiras", pela primeira vez, apresenta-nos a primeira atriz trans na telinha brasileira. Ela é Gabriela Loran, atriz que interpreta a personagem Priscila, professora de dança que ajuda a personagem Leandro (Dhonata Augusto) a lutar contra os preconceitos existentes, contra homens que dançam, e viver sua paixão pela chamada "Mãe das Artes".

Na novela, Leandro decide aceitar o convite de Priscila e passa a integrar um grupo de dançarinas que realizam despedidas de solteira. Leandro, conhecido como Lêlê Flexível, passa a trabalhar no grupo para arrecadar dinheiro e poder participar de um festival de dança em São Paulo. A novela, então, traz à discussão o movimento artístico de Drag Queens, mostrando que Drag Queen é uma arte e pode ser praticada e exercida por qualquer pessoa, independente de sua identidade de gênero e sexualidade, haja vista é um movimento artístico universal. O trabalho de Leandro é descoberto por dois de seus colegas de escola que gravam um vídeo do garoto produzido de Lêlê Flexível e o divulgam nas redes sociais, causando um grande transtorno para o jovem, pois passa a sofrer discriminação no ambiente escolar e familiar, já que aderiu ao movimento Drag Queen para trabalhar e ganhar a vida.

Loran afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que é a primeira a ocupar esse espaço em Malhação, mas que deseja não ser a única, pois para ela “É muito importante que nós tenhamos chances. O filme (Uma Mulher Fantástica) da Daniela Vega ganhou (o Oscar de melhor filme estrangeiro) porque teve representatividade, ela estava presente. E, quando a pessoa está presente, a gente vê que ela existe”. A atriz comemora o espaço conquistado por ela e por todas as artistas trans, no entanto, faz questão de frisar que ainda há muito chão pela frente e que a comunidade Trans não deve se acomodar, “Senão perdemos o pouco que alcançamos. Hoje, há diversas mulheres trans buscando espaço, mas a gente precisa de mais e mais."

“Acho muito interessante que seja no horário em que os adolescentes estão assistindo. Eu, quando jovem, não tive essa referência. Quando a pessoa vê uma mulher trans e empoderada ocupando um espaço de respeito, ela acredita que existe, sim, uma oportunidade. Muitas meninas trans me escrevem, comemorando. Isso, para mim, como Gabriela e militante, não tem preço. Servir de referência para alguém como você é incrível”, menciona Gabriela.

E pensando nessa grande conquista da Gabriela Loran e da comunidade Trans e em sua visibilidade em TV aberta, sem restrições, que podemos tomar consciência melhor do quanto o mundo vem, realmente, mudando e se propondo a aceitar a diversidade étnica, sexual, de gênero, e de todo e qualquer tipo que preenche e completa a humanidade, que devo comemorar que a cidade de Nova Iorque nos Estados Unidos, através da Comissão de Direitos Humanos, acaba de reconhecer a existência de 31 tipos diferentes de identidades de gêneros, afinal a insistência de muitos em dividir e segregar as pessoas em gênero masculino e feminino, atualmente, pode ser percebida como fraca e diluída.

O reconhecimento das 31 diferentes identidades de gênero mostra que estamos em direção a um futuro em que toda e qualquer pessoa pode se sentir devidamente identificado, caso a necessidade de identificação seja necessária para quem a sentir importante. As 31 nomenclaturas diferenciadas, para a Comissão, devem ser usadas em âmbitos profissionais e pessoais naquela cidade. Caso alguém se negue a atender esse direito, os processos podem chegar à casa dos seis digitos. Para a Comissão de Direitos Humanos de Nova Iorque, a regra é bastante explícita e de fácil compreensão, pois a “recusa intencional ou repetida em usar um nome, pronome ou título preferencial ao indivíduo. Por exemplo, insistir em chamar um transgênero mulher de ‘ele’ ou ‘senhor’, mesmo que ela tenha deixado claro o pronome e título que prefere”. Recentemente, em nossa cidade, Aracaju, a nossa Linda Brasil, mulher e ativista transfeminista, publicou em suas redes sociais o terrível e abominável constragimento que sofreu ao solicitar a inclusão do seu nome no seu título de eleitor, em que a funcionária que a atendeu insistiu em chamá-la pelo gênero masculino. Esse tipo de situação e comportamento é inaceitável! E este colunista e o Portal Alô News apoiam e se solidarizam com Linda Brasil e a parabeniza por sua luta e por estar à frente da CasAmor, que vem acolhencendo cidadãos LGBT de Sergipe que sofrem com a LGBTfobia no seio familiar, escolar, profissional e social.

O documento oficial aprovado em Nova Iorque está em processo de construção, pois está aberto à inclusão de novas denominações de identidades de gênero. Abaixo, segue a lista com os nomes dos 31 tipos de identidade, em que foram traduzidos, na medida do possível. De qualquer forma, vale uma pesquisa no Google para o esclarecimento sobre cada termo.

  1. Bi-Gendered (Bi-gênero)
  2. Cross-Dresser
  3. Drag-King
  4. Drag-Queen
  5. Femme Queen
  6. Female-to-Male (Fêmea-para-macho)
  7. FTM
  8. Gender Bender (Gênero fronteiriço)
  9. Genderqueer
  10. Male-To-Female (Macho-para-fêmea)
  11. MTF
  12. Non-Op
  13. Hijra
  14. Pangender (Pangênero)
  15. Transexual/Transsexual
  16. Trans Person (Pessoa trans)
  17. Woman (Mulher)
  18. Man (Homem)
  19. Butch
  20. Two-Spirit (espirito duplo)
  21. Trans
  22. Agender (sem gênero)
  23. Third Sex (Terceiro sexo)
  24. Gender Fluid (Gênero fluido)
  25. Non-Binary Transgender (transgênero não binário)
  26. Androgyne (andrógena)
  27. Gender-Gifted
  28. Gender Bender
  29. Femme
  30. Person of Transgender Experience (Pessoa em experiência transgênera)
  31. Androgynous (Andrógeno)



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