BAHIA

16/07/2018 as 15:29

Homem pega 30 anos por matar grávida que se recusou a fazer aborto

Não há detalhes de quando ele foi preso

Foto: (Reprodução Jornal Ibiá).<?php echo $paginatitulo ?>

Um homem foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado por ter matado uma mulher grávida em maio de 2012 em Alagoinhas, cidade a cerca de 120 km de Salvador e ter escondido o corpo no quintal da casa dele. A decisão, do Tribunal do Júri, ocorreu na última quinta-feira (12), também em Alagoinhas.

Conforme descrito no processo, Vinícius dos Reis Pereira asfixiou Gisele Cordeiro Reis, em 23 de maio de 2012, em uma das suítes de um motel localizado às margens da BR-101, em Alagoinhas. O corpo da vítima, que estava grávida, foi ocultado por ele, no dia seguinte em uma cova rasa nos fundos da casa do acusado.

Informações do processo apontam que o homem queria que a mulher interrompesse a gravidez e a vítima não aceitou a proposta do acusado. Não há detalhes de quando ele foi preso.

Ainda de acordo com a decisão, Vinícius teria tentado coagir a vítima para que ela fizesse um aborto. Não há detalhes da relação dos dois, mas conforme argumentos do Ministério Público Estadual (MP-BA), o homicídio foi considerado triplamente qualificado porque Vinícius Pereira matou Gisele Santos por motivo torpe, ao não querer a gravidez. Além disso, teria seduzido a vítima até o local do crime.

Na decisão estava descrito que a defesa alegou que réu possuía problemas mentais e que, portanto, não tinha entendimento da natureza e consequências dos fatos praticados por ele. Argumentos que foram rebatidos pelo MP e a denúncia oferecida pelo órgão estadual foi sustentada no Júri pelo promotor de Justiça Gilber Santos de Oliveira.

O MP argumentou ainda que o crime foi premeditado. Vinícius Pereira teria tentado promover o aborto durante três meses. Na sentença, o juiz afirmou que não há qualquer comprovação de que estaria diminuída a consciência de Vinícius pelos atos praticados e que o condenado mostrou "inclinação pela dissimulação e premeditação".


 

 

 

Com informações de G1.




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