BAHIA

16/01/2020 as 16:45

Homens fazem arrastão na Prainha do Museu de Arte Moderna

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Banhistas que foram a Prainha do Museu de Arte Moderna (MAM), localizado na Avenida Contorno, em Salvador, na tarde da última quarta-feira (15), não imaginavam que a tranquilidade do local daria lugar a momentos de pânico após o grupo ser abordado por assaltantes. O BNews conversou por telefone com a advogada Fernanda, uma das vítimas do arrastão. 

Segundo Fernanda, ela resolveu conhecer a praia após uma série de recomendações e comentários positivos sobre o lugar. "Nunca tínhamos ido e o pessoal dizia que a praia era linda. Eu fui com minha família, meu namorado, meu pai, a esposa do meu pai e minha irmã. Chegamos lá, descemos a comunidade e pegamos um barquinho, pagamos R$ 10 por pessoa e atravessamos o MAM para chegar do outro lado da praia, que hoje está com o acesso fechado pelo museu", disse.

Ao chegar na Prainha, a advogada encontrou cerca de 20 pessoas entre moradores da região e turistas. De acordo com Fernanda, pouco tempo depois os moradores deixaram o local a bordo de um barco, só restando os turistas. 

"Um dos caras que estava lá subiu a escada e quando desceu já veio com outros dois caras. Os três estavam sem camisa e com as mãos no bolso. Anunciaram o assalto, um com revólver e os outros dois com facas. O da arma era o que estava na praia quando a gente chegou. Pegaram minha bolsa com celular, cartões, carteira da OAB, levaram mochilas, fizeram um verdadeiro arrastão e simplesmente depois subiram pelo mesmo lugar. Nós só conseguimos sair de lá depois uns 15 minutos quando nosso barquinho retornou para nos buscar", contou. 

A vítima alega que os seguranças que prestam serviço pro MAM podem ter sidos coniventes com a situação, e promete processar a instituição. "Eles foram super grossos com a gente. Pedimos para ver se os documentos estavam lá jogados e não deixaram".

Boletim de ocorrência

Após o assalto, Fernanda foi até o complexo de delegacias dos Barris. Lá foi informada que o boletim de ocorrência deveria ser registrado na delegacia dos Dendezeiros, na Cidade Baixa. "Não tinha delegado, só dois agentes. O boletim de ocorrência foi registrado depois de muita insistência e deixei lá para que fosse assinado quando a delegada chegasse e enviassem para meu e-mail, mas até agora não chegou".

Depois de todo esse transtorno, ficou a indignação de Fernanda e a certeza de não voltar mais ao local. "Eu não piso lá mais de jeito nenhum. A sensação de insegurança que tive lá foi impressionante".
 




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