BRASIL

13/03/2018 as 13:15

Sou um inocente condenado e perseguido, afirma Lula

Lula pode ser preso após o julgamento de seu último recurso na segunda instância

Foto: (Ricardo Stuckert).<?php echo $paginatitulo ?>

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer nesta terça-feira (13) que é inocente no caso envolvendo o tríplex do Guarujá (SP) e que quer resgatar a sua honra. O petista afirmou ainda que aceitar a sua condenação seria ir contra seus sonhos de liberdade. “

"Me considero um inocente condenado e perseguido. Aliás, é um julgamento eminentemente político. Não tem nada [contra mim]”, afirmou o ex-presidente em entrevista à “Rádio Cultura de Foz do Iguaçu”, no Paraná.  

Ao se defender, Lula citou o fato de o juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da Lava Jato na primeira instância, ter dito que os recursos repassados ao petista não tinham relação com contratos entre a empreiteira OAS e a Petrobras.

 “O juiz Moro, depois que nós entramos com um recurso depois do processo dele, disse que nunca tinha dito que que o apartamento era meu, nunca disse que teria dinheiro da Petrobras, mas me condenou”, declarou Lula. 

Condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a 12 anos de 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex, Lula pode ser preso após o julgamento de seu último recurso na segunda instância. 

O petista, que lidera as últimas pesquisas de intenção de voto, ainda deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficar de fora da disputa eleitoral à Presidência da República deste ano. 

“Não poderia respeitar a decisão [que me condenou] porque, se respeitasse essa decisão, estarei depondo contra todos os sonhos de liberdade e toda crença que eu tenho na Justiça”, declarou Lula nesta quarta.

Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", a defesa de Lula pediu ao relator do seu caso no TRF-4 que informe com cinco dias de antecedência a data do julgamento dos recursos do petista pendentes na corte.A cúpula do PT já admite que Lula pode ser preso antes da Páscoa, em 1º de abril.

"A única coisa que eu quero, que para mim é sagrado, é resgatar a minha honra e a minha inocência. Não vou passar para a história com base na mentira contada pelo inquérito policial, pela acusação do Ministério Público e pala sentença do Moro e do TRF-4", declarou o ex-presidente.

 

 

 

 

 

Fonte: UOL.




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