BRASIL

05/11/2018 as 11:10

Três anos após tragédia de Mariana, dois distritos seguem sem obras

Cronograma de reconstrução de Paracatu e Gesteira estão atrasados, enquanto, em Bento Rodrigues, entrega está prevista para agosto de 2020

Foto: (Tânia Rêgo/Agência Brasil).<?php echo $paginatitulo ?>

 

Três após o rompimento de uma barragem em Mariana (MG), considerada a maior tragédia ambiental do Brasil, as obras de reconstrução seguem sem previsão nos distritos de Paracatu, vinculado a Mariana (MG), e de Gesteira, vinculado a Barra Longa (MG). Apenas em Bento Rodrigues, também vinculado a Mariana (MG), há algum andamento no cronograma. A previsão incial era que os distritos ficariam prontos em 2019. Agora, Bento Rodrigues, o mais adiantado, está previsto para agosto de 2020, enquanto os demais não têm qualquer previsão.

A reconstrução é uma obrigação da Fundação Renova, que foi criada conforme previsto em acordo firmado no início de 2016 entre a União, os governos de Minas Gerais e Espírito Santo e as mineradoras responsáveis pela tragédia: a Samarco, dona da barragem que se rompeu; e suas acionistas Vale e BHP Billiton. Cabe à Fundação Renova, com recursos das empresas, reassentar as famílias e reparar todos os danos ambientais e socieconômicos decorrentes do episódio.

Em Bento Rodrigues, o canteiro de obras foi implantado em maio deste ano, as licenças foram obtidas em julho, e o trabalho de supressão de vegetação e abertura das vias está em curso. A próxima etapa deve ser a instalação de rede de esgoto e, em seguida, a pavimentação. As obras devem ser concluídas em aproximadamente 22 meses.

No novo Bento Rodrigues serão reassentadas cerca de 240 famílias e a reconstrução segue o projeto urbanístico aprovado pelos próprios atingidos em fevereiro, que levou em conta as atingas relações de vizinhança. Elas também escolheram o terreno, que antes pertencia à siderúrgica Arcelor Mittal e foi comprado pela Fundação Renova. No local, havia uma produção de eucalipto. A pedido dos atingidos, a madeira suprimida está sendo armazenada. Segundo o presidente da associação comunitária, a ideia é guardá-la para abastecer os fogões a lenha das futuras casas.

De acordo com a Fundação Renova, os atrasos ocorreram pelo tempo levado para compreender a legislação e para atender os anseios da comunidade, através de um processo de escuta.


 

 

 

 

Com informações de Destak Jornal e Agência Brasil.




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