BRASIL

29/01/2019 as 15:17

Lula tenta na Justiça autorização para acompanhar enterro do irmão

Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, faleceu nesta terça-feira (29)

Foto: (Ricardo Stuckert).<?php echo $paginatitulo ?>

 

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um pedido à Justiça para acompanhar o enterro do irmão. Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, faleceu aos 79 anos, nesta terça-feira (29). Ele vinha fazendo tratamento contra um câncer de pulmão, mas não resistiu.

Nas redes sociais, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, defende o direito do político de estar perto da família. "Mais uma tristeza para Lula. Morre seu irmão mais velho, Vavá, vítima de um câncer. Lula tinha em Vavá uma figura paterna. Nossos sentimentos à família. Abraço afetuoso e de força a Lula. Esperamos que ele possa ver Vavá pela última vez", escreveu no Twitter.

A ex-presidente Dilma Rousseff também prestou solidariedade aos familiares de Lula e afirmou que torce para que a decisão da Justiça seja favorável ao petista. "Lamento pela família e amigos, que enfrentam este momento de dor. Espero que o presidente Lula possa ao menos se despedir do seu irmão querido", publicou.

O pedido será julgado pela juíza substituta Carolina Lebbos, que atua na 12ª Vara Federal em Curitiba. Lula está preso desde abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal na capital.

Negativa
Em dezembro, a defesa de Lula havia pedido autorização para que o ex-presidente comparecesse ao funeral do ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, que morreu no dia (25). O pedido, que foi negado, tinha como justificativa as três décadas de amizade entre os políticos.
"A amizade entre o requerente e o falecido era notória, sendo que ambos foram deputados na Assembleia Constituinte, mantendo, na sequência, estreito relacionamento pessoal. Ademais, Sigmaringa atuou como advogado do requerente nos presentes autos", citava a defesa.

Ao negar, o juiz plantonista Vicente de Paula Ataíde Júnior afirmou que, pela lei, a amizade não é suficiente para permitir a saída. O magistrado ainda citou o artigo 120 da Lei de Execução Penal, segundo o qual condenados que cumprem pena em regime fechado, como Lula, podem receber permissão para sair da prisão em caso de "falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".


 

 

 

 

Com informações de Destak Jornal.




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