CIÊNCIA E TECNOLOGIA

29/01/2019 as 10:43

Mitos e verdades da Uber: veja nove perguntas e respostas sobre o app

Cobranças extras, corridas canceladas e consequências das avaliações são dúvidas comuns entre usuários do app

Foto: (Divulgação /UBER).<?php echo $paginatitulo ?>

 

O popular aplicativo de viagens urbanas Uber já opera em mais de 100 cidades em todo o Brasil e está disponível para celulares Android e iPhone (iOS). O serviço está no topo de downloads nas lojas oficiais dos sistemas Google e Apple, Google Play e App Store, e deixa para trás os rivais 99 e Cabify. Desde a chegada em 2014, a ferramenta passou por diversas atualizações com o intuito de aprimorar a experiência dos clientes. Por isso, algumas questões podem ser alvo de dúvidas, como as regras de cancelamento de corridas, expulsão por nota baixa, solicitações em aeroportos e até o lançamento de viagens aéreas.

Uma das renovações veio no fim do ano passado, com a mudança de uma das modalidades de viagens que passou a oferecer o Uber Juntos, dedicado ao compartilhamento de viagens por um menor preço, em vez do uberPOOL. Além dessa opção, também há o UberX, Select e Black. Apesar de estar em exercício há cinco anos, o funcionamento do sistema para corridas ainda pode causar dúvidas entre os passageiros. Confira agora, uma lista feita pelo site especializado TechTudo com nove perguntas e respostas sobre a Uber.

1. Passageiros atrasados são cobrados?
Verdade. Quem chega ao local de encontro combinado com dois minutos ou mais de atraso paga um tipo de multa. Quando a taxa de tempo de espera entra em vigor, a cobrança aumenta até o usuário entrar no carro. O valor, adicionado ao total da viagem, pode ser visualizado ao tocar no ponto de interrogação na tela durante o trajeto. A tarifa varia de acordo com a cidade e o tipo de veículo. No entanto, essa penalidade não vale para aeroportos, locais de eventos e corridas compartilhadas.

2. Corridas canceladas são cobradas?
Verdade. A medida se aplica se o usuário cancelar sua viagem enquanto o motorista estiver a caminho, ele pode ter que arcar com uma taxa de cancelamento. O valor é cobrado se a desistência ocorrer após cinco minutos após o pedido. A mesma tarifa também vale quando o motorista cancela depois de aguardar o passageiro por mais de cinco minutos no ponto de partida. O usuário que se sentir injustiçado com a cobrança pode pedir um reembolso à Uber, que será avaliado. Nos casos aprovados, a viagem aparecerá zerada no aplicativo.

3. Usuários com notas baixas podem ser expulsos?
Verdade. Assim como os passageiros fazem uma avaliação dos condutores a cada corrida, o inverso também ocorre. Sua pontuação pode ser vista facilmente no menu lateral do app, abaixo do nome. O que a maioria não sabe é que notas baixas podem levar a punições e até ao banimento do usuário. De acordo com a apuração do próprio TechTudo, quem tem nota inferior a 4 receberia um aviso para que pudesse melhorar seu comportamento, mas a empresa não confirma a informação. Após receber a mensagem, a pessoa teria um tempo para se adequar. Nos países da Oceania, Austrália e Nova Zelândia, a medida está em vigor e no Brasil teria sido iniciada em 2018.

4. Não há como pegar Uber em aeroportos?
Mito. Historicamente dominados pelos táxis, os aeroportos podem, às vezes, não ter o acesso fácil para carros da Uber e serviços semelhantes, mas isso não é regra. Ao redor do mundo, vários aeroportos já disponibilizam uma estrutura especial para embarque e desembarque de usuários do aplicativo. Caso tenha que encontrar o motorista em uma dessas áreas específicas, o programa irá confirmar o local. Quando a viagem for aceita, o app pode também pedir que você selecione o terminal e a porta onde o condutor deve buscá-lo. No site da companhia, é possível conferir uma lista de aeroportos onde a Uber está oficialmente presente.

5. Motoristas com baixa avaliação podem ser expulsos?
Verdade. Motoristas que possuem uma média de avaliação por parte dos usuários da plataforma abaixo da média de avaliação da cidade podem ser desligados. Esse, porém, é apenas um dos motivos que podem levar à desativação da conta de um condutor. Outros citados pela Uber incluem recusar corridas demais, receber muitos cancelamentos, criar perfil duplicado, usar softwares para manipular ou criar viagens falsas, fazer corridas combinadas previamente, recusar animais de serviço (como cães-guia), pegar passageiros com outras pessoas no carro (exceto na modalidade Juntos), além de discriminar ou assediar usuários.

6. É possível solicitar uma viagem com um motorista específico?
Mito. Caso o usuário queira fazer uma viagem com um condutor da Uber em particular, vai ter que contar com a sorte. Para situações em que, por exemplo, o motorista está bem a sua frente, pode até ser que o sistema do serviço o escolha, mas solicitar uma pessoa específica não é possível. Quando uma corrida é solicitada, o app envia o pedido para os motoristas mais próximos do local de partida, até que um deles aceite fazer a viagem. Pelo 99, rival da Uber, a função já está disponível de maneira nativa.

7. Passageiros pagam pedágios?
Verdade. Quando o veículo passa por um pedágio durante o trajeto, a tarifa é automaticamente adicionada ao preço final da viagem. Em alguns casos, quando o motorista precisa sair da cidade, o passageiro pode ser cobrado pelo pedágio de retorno também. Mas atenção: o valor é embutido no custo total da corrida e não deve ser pago à parte pelo usuário.

8. É possível criar vários perfis na mesma conta?
Verdade. A Uber permite a criação de dois perfis diferentes dentro da mesma conta – um pessoal e outro profissional. Assim, se o usuário costuma usar o app também a trabalho, pode gerenciar com mais facilidade as viagens. Cada perfil tem separado uma forma de pagamento e um e-mail, para o qual são enviados os recibos. Por padrão, o perfil pessoal é utilizado. Para configurar o profissional, acesse o item "Pagamento" no menu lateral do aplicativo e selecione "Locomoção a trabalho", na seção "Perfis de usuários".

9. A Uber já tem viagens aéreas?
Ainda não. O uberAIR é um projeto da empresa para transporte pelo ar com uma espécie de carro voador. Essas aeronaves planejadas para o serviço são chamadas de eVTOL – veículo elétrico de pouso e decolagem verticais. A ideia tem sido analisada há algum tempo e deve se tornar realidade em escala comercial em 2023. No entanto, os testes para as operações começam em 2020, de acordo com o aplicativo de transporte. Além disso, o Brasil está na lista dos países com mais chances de receber a nova empreitada ainda nessa fase inicial – as capitais Rio de Janeiro e São Paulo são as mais cotadas. Um protótipo do veículo aéreo foi demonstrado na CES 2019, feira de eletrônicos que ocorreu entre 8 e 11 de janeiro, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Vale lembrar que o Cabify disponibiliza o serviço CabiFly no país, para viagens de helicóptero. Os interessados precisam agendar a viagem e escolher os helipontos de partida e chegada – cadastrados no aplicativo. Por enquanto, as atividades se restringem à cidade de São Paulo e região metropolitana.


 

 

 

 

Com informações de Uber, e Isabela Cabral, Tech Tudo.




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