15/10/2018 as 11:13

Nasce uma Estrela

Ponto de Vista, por Ivan Valença

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Reprodução).<?php echo $paginatitulo ?>

Está em cartaz numa das salas do complexo de exibição do Cinemark no Shopping Jardins, um filme que não deve passar desapercebido. Trata-se da mais nova versão de “Nasce uma Estrela” (A Star is Born) – a quarta desde 1937. Todas elas se transformaram em filme inesquecível e o mesmo destino espera este trabalho mais recente, primeira obra como diretor do ator Bradley Cooper, e obra de estreia na telona como atriz da cantora e compositora  Lady Gaga.

É uma pena que não haja mais locadora de vídeo na cidade para que o leitor possa conferir a qualidade das versões anteriores. Todas as versões anteriores até esta que está em cartaz tem suas qualidades, principalmente por causa dos seus atores. A primeira versão, de 1937, foi produzida por David O. Selznick e estrelada por Fredric March, Janet Gaynor o já, aquela época, veterano Adolphe Menjou. A  história é a mesma em todas as versões, o que muda é o tratamento humanístico dos personagens. Eis um resumo dela:

Esther é uma garota canadense que sonha com Hollyiwood. Sua família subestima a sua vocação  de atriz e só espera vê-la casada co um homem bom, mas sua avó acredita fimmente  que deve tentar  lutar para realizar  seu sonho  e a ajuda. Com o dinheiro que lhe dá, Esther  foge de casa durante a noite. Em Los Anmgeles ganha a vida  como pode  esperando que chegue a sua oportunidade.  Uma noite é contratada  para trabalhar como  garçonete numa festa cujos convidados são pessoas  do cinema. Ali conhece Norman Maine, seu ídolo, um ator famoso  cuja carreira está em perigo pelo seu problema com a vebida. Impressioinado com Esther, consegue-lhe  uma prova cinematográfica. Norman pressiona pos estúdios  para contratá0-la como protagonista  do seu próximo filme. Num piscar de  olhos,  com o nome de Vicky Lester, Esther se torna uma grande atriz. O romance com Norman termina em casamento e a carreiera de Esther  começa a ascender enquanto a de Norman  declina.  O antigo grande ator é eclipsadoi  pelo sucesso de sua mulher e volta à bebida. Os Maine se mudam de Hollywood e Norman faz um tratamento de desintoxicação. Após o tratamento, Esther intercede  para que Norman volte a trabalhar, mas seu orgulho o impede de aceitar um papel como coadjuvante. Depois de uma nova recaída de Norman, Esther  está disposta a renunciar a sua carreira para salvar seu casamento. Norman compreende que será um estorvo  no caminho de sua mulher, um fardo em sua vida, e com a desculpa de tomar um banho noturno , mergulha no mar para não voltar mais. Após o funeral, Esther decide  abandonar o cinema por achar que o preço que deve pagar para realizar seus sonhos é muito alto. .Porém sua avó lhe demonstra que se desistir, todo o sacrifício de Norman terá sido inútil.

Nas versões posteriores, há poucas variações nessa história. Em 1954, o célebre George Cukor põe  nas telas a segunda versão de “Nasce uma Estrela”, explorando a tela Cinemascope e o talento de Judy Garland e o veterano James Mason. Foi uma mordaz crítica aos bastidores de Hollywood.

A terceira versão, de 1976, foi apenas um veiculo estelar para Barbra Streisand, cuja interpretação da música “Evergreen” foi consagrada com um Oscar.  O canastrão Kris Kristofferson fez o empresário Norman. A direção foi de Frank Pierson.

Na versão de agora,  que iria  ser dirigida por Clint Eastwood (a sua empresa, a Malpaso figura na listagem das coprodutoras) a bola da vez é a cantora Lady Gaga. O ator Bradley Cooper assumiu a direção, com a desistência de Clint Eastwood. Na trilha sonora, as canções foram feitas por Lady Gaga. Não se surpreendam se ela estiver entre as concorrentes do Oscar...




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