POLÍTICA

15/06/2018 as 19:27

Ataques de Jackson a André e Valadares têm explicação: desespero!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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Quem ouviu a entrevista do ex-governador Jackson Barreto (MDB) ao radialista Gilmar Carvalho, na MIX FM, nessa sexta-feira (15), esperava qualquer coisa, inclusive um pedido de desculpas ou o reconhecimento para a população sergipana de que deixou muito a desejar durante sua gestão no Executivo Estadual. O que ninguém contava era com a postura ofensiva de JB, relembrando os velhos tempos, quando “soltou a metralhadora” no presidente e ex-amigo Michel Temer (MDB); no presidente do Congresso Nacional, deputado federal André Moura (PSC); e no senador Valadares (PSB).

 

Pré-candidato a uma das duas vagas ao Senado, Jackson “despertou o marketing do mal” e partiu para a ofensiva contra seus principais adversários, além de manter o projeto de Rogério Carvalho (PT) em “fogo brando”, onde ele vai “queimando” aos poucos para não assustar o “aliado” e não prejudicar a pré-candidatura de Belivaldo Chagas (PSD) à reeleição. Agora JB se diz “vítima” da Petrobras e do Governo Temer, com quem ele sempre manteve uma relação excelente, inclusive dentro do MDB (antigo PMDB).

 

Para quem não lembra, quando existia o risco de perder o comando do partido, rapidamente Jackson entrava em contato com Temer para se proteger. Agora ele acusa o deputado federal André Moura de “cruzar os braços” para não viabilizar os recursos do Finisa (empréstimo requerido pelo governo para a recuperação das rodovias estaduais abandonadas nos últimos anos). Logo André que tem sido criticado por alguns adversários pelo excesso de recursos que têm viabilizado para prefeitos sergipanos e, inclusive, para o próprio governo do Estado, como foi feito agora no Arraiá do Povo, na Orla de Atalaia.

 

Quem mais pode avaliar o comportamento de André Moura é o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), adversário do deputado, mas que vem sendo bastante prestigiado pelo governo federal com recursos para obras e outras ações como o Forró Caju e o Forró nos bairros. E o que dizer do senador Valadares? Acusar o líder do PSB porque votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT)? Quem lembra de alguma manifestação de JB a favor da petista lá atrás? O governador viajou para BSB supostamente para conversar com a bancada federal, mas nem o voto do “pupilo” Fábio Reis (MDB) ele conseguiu mudar...

 

Para este colunista que já conhece o estilo de Jackson Barreto de fazer política há alguns anos, seus ataques a André Moura e ao senador Valadares têm uma única explicação: desespero! O deputado federal conta hoje com o apoio de algo em torno de 60 prefeitos sergipanos e é opção de voto tanto da situação quanto da oposição; já Valadares, por mais que esconda seu futuro político, sempre aparece bem e liderando todos os levantamentos para o Senado. Talvez o “velho JB” tenha “acordado” do “mundo da fantasia” e tenha percebido que não é mais governador e que o cenário não é nada favorável para ele...

 

Veja essa!

Não chamem a deputada Ana Lúcia (PT) para conversar sobre “chapão” na base governista. “Eu participo de todas as reuniões do partido e todas as correntes defendem a chapinha para deputado estadual e federal. A questão da política de alianças é algo que está sendo discutido internamente”.

 

E essa!

Ana Lúcia reforçou que sua tendência (Articulação de Esquerda) defende que o PT saia com candidatura própria ao governo do Estado e não faça composição com o MDB. “Nossas últimas experiências, para deputado estadual e vereador de Aracaju, provaram que o PT cedeu para o chapão e perdeu parlamentares”.

 

Projeção

Ana Lúcia falou entende que o PT é o partido mais bem avaliado pela população, que historicamente tem a maior legenda e precisa manter e até ampliar sua representação nos parlamentos.

 

Exclusiva!

A deputada Ana Lúcia também não descarta uma aliança com o PSB em Sergipe. “Essa possibilidade existe também. Tudo é possível e está sendo conversado no âmbito nacional. Há também a discussão com o PCdoB, mas eu não sou a pessoa mais indicada para falar sobre os entendimentos lá em cima”.

 

Francisco Gualberto

Ao seu estilo, o deputado Francisco Gualberto (PT) também mandou seu recado. “Eu discuto a política com mais amplitude e não dá para ouvir certas entrevistas onde quem faz a entrevista acha que o outro será refém. Eu defendo que a gente seja um grupo que dispute todos os cargos. Não defendo nenhuma política onde um aniquile o outro”.

 

Capela I

Indignado com o descaso da atual administração municipal, o ex-prefeito de Capela, Ezequiel Leite (PR), chama a atenção dos órgãos fiscalizadores para o “caos” instalado na cidade. Segundo ele, nem os serviços básicos estão sendo prestados a contento e a população continua sendo prejudicada, ficando a mercê de uma “grande farsa”, sem a menor assistência do poder público. “O desemprego é grande, a violência é assustadora e o povo de Capela está passando fome!”

 

Capela II

Segundo Ezequiel, a prefeita Silvany Sukita “vende” Capela apenas com os festejos de São Pedro, mas disse que falta a ela capacidade administrativa para trazer benefícios para a população. “Tudo nessa gestão é uma farsa! É apenas marketing e nada mais! Há meses que na prefeitura só se fala nos festejos de São Pedro, mas os fornecedores e prestadores de serviços do município estão sem receber”.

 

Ezequiel Leite

“O povo de Capela era feliz e não sabia! A cidade perdeu a paz, a regularidade nas finanças, a ética com o erário público e voltou a ser um caso de polícia! Tudo o que as pessoas ouvem sobre a administração tenham certeza que é uma farsa! Capela se casou com o caos! E quem achar que eu estou criticando por criticar, que visite o município e converse com as pessoas. O povo vai se manifestar!”, completou o ex-prefeito.

 

Frota de veículos

Ezequiel explicou que deixou a frota de veículos totalmente regularizada no final de sua gestão em 2016, mas que agora só circulam pela cidade os veículos locados pela prefeitura. “Temos exemplos gravados de carcaças esquecidas pela gestão, abandonadas pelo poder público. Uma patrol, ambulâncias, ônibus e outros veículos que foram abandonados pela prefeita que não paga pelos serviços de manutenção e eles ficam jogados, sem reparos. É dinheiro sendo jogado no lixo”.

 

Dívidas acumuladas

O ex-prefeito também denuncia que na cidade só fala das dívidas acumuladas pela prefeita com fornecedores e que muitos pais de família, nomeados no início da atual gestão tiveram que ser exonerados e hoje passam necessidade. “Os maiores salários de Capela são de pessoas de outras cidades! O povo está passando necessidade! Os índices da Educação são os piores do Estado, a prefeitura continua cobrando pelo transporte dos universitários”.

 

Alô MPE!

“As crianças especiais seguem sem atendimentos e nos postos de saúde faltam remédios e agora já faltam médicos. É triste, mas estamos vivendo verdadeiros dias de caos em Capela, mas os festejos do São Pedro estão confirmados e garantidos, mesmo sem a gestão ter pago todos os compromissos das festas de 2017. Fico impressionado como os órgãos fiscalizadores parecem não ver o que acontece no município”, finalizou Ezequiel Leite.

 

Laércio Oliveira I

O deputado federal Laércio Oliveira participou da reunião de assembleia ordinária do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Sergipe (Sincadise), no Del Mar Hotel, em Aracaju. Laércio proferiu palestra para os mais de 100 representantes de empresas do setor, presentes à reunião. O deputado conversou com os empresários sobre as experiências vividas no Congresso Nacional e sua atuação na defesa do setor empresarial por meio de sua atuação parlamentar.

 

Laércio Oliveira II

Laércio Oliveira destacou o trabalho desenvolvido pela frente parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo, idealizada por ele, em 2011, quando iniciou sua atividade legislativa. Ele disse que sua atuação tem sido pautada na luta pela desburocratização do setor empresarial, para trabalhar em favor do crescimento das empresas. Para o deputado, investir no empreendedorismo e atuação eficiente dos governos no quesito arrecadação são ações fundamentais para que o mercado seja mais competitivo e possa aumentar o crescimento das empresas, consequentemente a ampliação na oferta de emprego e renda para a população.

 

Maria do Carmo I

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) defendeu mais investimentos em ferrovias e integração entre modais de transporte. A preocupação foi revelada, após perceber durante a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida há cerca de três semanas, a dependência que o país tem em relação ao transporte rodoviário. “A malha ferroviária é extremamente importante num país de dimensões continentais como o Brasil, mas além de insuficiente, não é integrada às rodovias, o que torna mais custoso o escoamento da produção”, argumentou a senadora.

 

Maria do Carmo II

De acordo com a senadora por Sergipe, na paralisação ficou evidenciada a gravidade do problema de logística instituído no Brasil, gerado, “por um lado, a partir da concentração do escoamento de cargas por rodovias e, por outro, pela falta de investimentos em ferrovias e outros sistemas”. No seu entender, com um território de dimensões continentais e distâncias imensas a serem percorridas, as ferrovias são imprescindíveis para tornar mais rápido e barato os deslocamentos.

 

Sefaz I

O secretário de Estado da Fazenda, Ademario Alves de Jesus, fez sua exposição dos dados financeiros referentes ao 1º quadrimestre do exercício de 2018, até o início da tarde dessa quinta-feira (14), para os membros da Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e Tributação, presidida excepcionalmente pelo líder do governo na Casa, deputado estadual Francisco Gualberto (PT). A prestação de contas atende a um dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

Receitas

Durante sua exposição, o secretário destacou que as receitas do Estado estão estáveis, com uma pequena variação em relação ao primeiro quadrimestre de 2017. “Na receita total houve uma evolução de 6,8% e de 5,5% na receita corrente. Pelo indicativo está sendo sinalizado que o exercício de 2018 já apresenta um quadro melhor do que foi em 2017”, disse, registrando que o FPE e o ICMS estão muito atrelados ao crescimento econômico.

 

Despesas

Em seguida, o secretário apresentou os números das despesas do Estado. Na despesa total houve uma evolução de 5,7% e de 3,7% na despesa corrente em relação ao exercício de 2017. “É importante destacar a redução das despesas com pessoal, no comparativo com o mesmo período de 2017, gerando uma economia de R$ 70 milhões. Podemos dizer que as despesas estão comportadas. 63% continuam sendo despesas com pessoal e 26% são para o custeio. 6% são para a amortização da dívida e 4% para a taxa de investimentos”.

 

Gastos com pessoal

Ademario Alves avalia como “uma vitória” o fato de o Estado equilibrar as despesas com pessoal. “É importante registrar que não houve variação. O fato de não aumentar o percentual das despesas com pessoal do Executivo já uma vitória, até porque nós sabemos que existe uma demanda social por reajuste salarial, o que viria comprometer e pressionar esse indicativo e nós estamos acima do limite prudencial”.

 

LRF

Na análise das despesas com pessoal, de acordo com os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Poder Executivo fechou Abril (47,60%) acima do limite prudencial (46,55%); o Poder Legislativo (Alese e TCE) também encerrou (2,93%) da mesma forma, acima do limite (2,85%); como também o Ministério Público (1,91% – 1,90% respectivamente); O Poder Judiciário (5,46%) ficou abaixo do prudencial (5,70%);

 

Evolução da dívida

O secretário da Fazenda enfatizou ainda que as despesas do Estado também apresentaram um quadro estável, mas de redução, baseado no fato de o Estado não ter contraído novas dívidas. “A tendência é que a dívida consolidada continue em queda até o próximo mês de dezembro, mesmo com eventuais novos desembolsos, mantendo um quadro estável entre R$ 40 e R$ 50 milhões”.

Saúde e Educação

O secretário apresentou números que revelam que o Estado finalizou o 1º quadrimestre de 2018 sem aplicar o mínimo exigido em Educação (25%) e Saúde (12%), respectivamente. No primeiro caso o investimento foi de 24,58% e no segundo foi de 10,24%. “Os números de 2018 já são superiores aos de 2017 e nossa projeção é que até o final do primeiro semestre a gente já fique em um patamar acima do mínimo previsto pela LRF”

 

Foco na Saúde

“A determinação do governador Belivaldo Chagas (PSD) é que entre Maio e Junho, na Saúde, a gente possa chegar em 15%. Para isso ele nos orientou a reduzir o orçamento de outras áreas para contemplar a Saúde. Nossa projeção é que a gente possa cumprir aquilo que determina a legislação”, completou Ademario Alves.

 

Belivaldo Chagas I

O governador Belivaldo Chagas, informou que o Estado de Sergipe acionará a Justiça para liberação dos recursos do Finisa, operação de crédito no valor de R$ 560 milhões para execução de obras de infraestrutura, a exemplo da recuperação de rodovias estaduais. Segundo ele, a medida será tomada uma vez que, após buscar várias formas de resoluções por meio do diálogo, não há mais justificativas para o bloqueio dos recursos.

 

Belivaldo Chagas II

“Nós já esperamos demais, já tivemos muita paciência, acreditando que tecnicamente as coisas seriam resolvidas em Brasília e que a Caixa Econômica Federal liberaria o contrato para assinatura do governo do Estado. Considerando que até agora nada aconteceu, e não sei se por questão de ordem política ou não, o que não importa porque o que queremos é o recurso, vamos acionar a Caixa Econômica Federal, o governo federal. Vamos entrar na justiça para que a gente tenha a garantia da liberação dos recursos, assim como fizeram os Estados de Pernambuco e Piauí”, disse.

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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