12/08/2018 as 16:24

Orientação sobre identidade de gênero: aprendendo alguns termos

Por Stephany Elza

Conversa Íntima

Psicologia, Sexualidade e Relacionamento
Por Stephany Elza
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A população que não convive com a comunidade LGBTI costuma ter dificuldades para entender a diferença entre uma Drag Queen (Termo utilizado para homens que se vestem de mulheres de uma forma bem exagerada), transexuais e homossexuais. E como tudo que é desconhecido causa estranhamento e medo, conceitos prévios são criados sobre aquilo que não se tem conhecimento, dessa forma o preconceito se instala nos corações desses cidadãos desinformados.

Houve tempos em que se acreditava que Homossexualidade fosse uma doença, mas isso foi revogado pela OMS em 1990, e nesse ano de 2018 tivemos mais um avanço, em que a Transexualidade deixa de fazer parte da lista do Código Internacional de Doenças (CID – 10), essa atualização será encontrada na nova versão (CID-11), prevista para lançamento em 2020.

Mas o que muitas pessoas ainda não entendem é a diferença entre homossexualidade, transsexualidade e outros termos.

Para começar esclarecendo, não existe "opção sexual": ninguém escolhe seu gosto sexual como se escolhe um prato no menu de um restaurante. O termo correto é orientação sexual. Isso se refere ao tipo de desejo sexual e afetivo da pessoa, podendo ser classificado como: Heterossexual, Homossexual e Bissexual.

O sexo biológico é identificado logo ao nascer, enquanto que a identidade de gênero, será reconhecida(ou descoberta) durante o desenvolvimento do indivíduo. É exatamente o gênero que a pessoa se identifica, seja masculino ou feminino.

Em situações em que a identificação se dá com o gênero oposto ao do nascimento, a “correção” (ou “retificação”, como se costuma dizer entre a comunidade LGBTI) pode ser feita através de aplicações de hormônios e procedimentos cirúrgicos. No entanto, para que tudo isso aconteça, é necessário um acompanhamento médico - e psicológico principalmente - durante um período médio de 1 à 2 anos. No Brasil, a cirurgia de redesignação sexual só pode ser feita após a maioridade.

Ainda temos a sigla que nomeia essa comunidade: LGBT.

L de Lésbicas, para mulheres que se relacionam com outras mulheres;

G de Gays, para homens que sentem desejo por outros homens;

B de Bissexual para pessoas que manifestam interesse tanto por homens, quanto por mulheres;

T é usado para se referir à pessoas que se identificam com o gênero oposto ao do seu nascimento, podendo ser Travestis e/ou Transexuais, importante ressaltar que essas duas classificações não são iguais, apesar de muito parecidas. Em geral, Travestis não estão a todo momento vestidos ou “montados” (como se diz na linguagem LGBTI);

Transexuais são diferentes de travestis, pois, além de se vestir com trajes considerados femininos, ele(a) também sente a necessidade de modificar seu corpo para a forma com a qual realmente se identifica. Enquanto as mudanças físicas não acontecem, a pessoa se sente deslocada no corpo em que habita. Homem trans é aquele que reestrutura seu corpo como homem (Como, por exemplo a Thammy Miranda); mulher trans é aquela que reestrutura seu corpo como mulher;

Ser gay, lésbica ou bissexual não quer dizer que a pessoa também seja travesti ou transexual: Tanto as lésbicas quanto gays podem se vestir de forma “feminina” ou “masculina”. Toda forma de amor e de amar é válida e deve ser respeitada.




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