POLÍTICA

10/10/2018 as 10:42

Procura-se! Edvaldo “agradece” André Moura e JB com omissão em Aracaju!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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Terminado o primeiro turno da eleição estadual em Sergipe é hora de olhar para o resultado das urnas e fazer as devidas avaliações. Um dos aspectos que mais chamou a atenção deste colunista – e que aparentemente passou batido para muita gente – foi a nítida ausência do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB) da campanha eleitoral. O gestor da PMA simplesmente ficou ausente do processo e, simplesmente, “abandonou” quem mais lhe ajudou, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista administrativo.

 

Politicamente falando, ninguém mais foi decisivo para a vitória de Edvaldo Nogueira no 2º turno da eleição municipal em 2016 do que o ex-governador Jackson Barreto (MDB). Por mais rejeição que JB tivesse acumulado, por mais que ele tivesse gravado um vídeo na televisão pedindo que a população não lhe contemplasse o voto de confiança no caso de uma nova candidatura, Edvaldo tinha sim, por gratidão, que se empenhar pelo sucesso do projeto político do então candidato ao Senado Federal. Mas na apuração ficou claro que esse “esforço” não ocorreu.

 

Jackson Barreto obteve apenas 30.009 votos em toda capital, um resultado pífio para quem já foi prefeito da cidade, para quem estava a frente do governo do Estado até abril passado e por quem já foi avaliado como a maior liderança popular de Aracaju. Mas se Jackson foi “esquecido” por Edvaldo Nogueira, o pior aconteceu com o líder do Congresso Nacional, o deputado federal André Moura (PSC), também candidato a senador da República e que, assim como JB, obteve apenas 30.204 votos em toda capital.

 

Apesar de ser adversário do prefeito, do ponto de vista político, André Moura foi decisivo para o gestor da capital no aspecto administrativo, viabilizando só para Aracaju mais de R$ 320 milhões junto ao governo federal para obras e investimentos, volume de recursos que nenhum outro deputado federal, inclusive os aliados de Nogueira, conseguiu assegurar. O próprio Edvaldo manifestou sua “gratidão” a André pela parceria administrativa e pela importância que o deputado teve para o desenvolvimento da capital.

 

Em síntese, os números provam que ou Edvaldo Nogueira não se empenhou do ponto de vista político e se omitiu diante dos projetos para o Senado Federal de Jackson Barreto e André Moura, ou prefeito de Aracaju “ajudou” a derrota-los por suposta rejeição da população à sua administração que, diga-se de passagem, está muito aquém de transformar a cidade na “capital da qualidade de vida”, como fora propagado na campanha eleitoral de 2016. Por enquanto, ganha um “picolé de graviola” quem achar Edvaldo pedindo votos para os seus candidatos na campanha de 2018...

 

Veja essa!

O líder do prefeito de Aracaju na CMA, vereador Professor Bittencourt (PCdoB), por exemplo, teve na capital apenas 3.148 votos em sua campanha para deputado estadual. Não se elegeu e certamente “acendeu a luz amarela” de olho na campanha rumo à reeleição em 2020.

 

E essa!

A ex-vereadora Lucimara Passos (PCdoB), que fez dura oposição à gestão de João Alves (DEM) na CMA e que se envolveu na polêmica do “caso da calcinha”, obteve na capital 2.808 votos em sua campanha para deputada federal. É sinal de alerta dentro do PCdoB...

 

Emília forte

Por ironia do destino, bastante criticada por seus adversários, a vereadora Emília Corrêa (Patriota), combativa oposicionista da gestão da PMA, foi a mais votada na capital entre os candidatos a deputado federal com 34.805 votos apenas em Aracaju.

 

Chamou atenção!

Na disputa para deputado estadual os três primeiros colocados em Aracaju foram em ordem decrescente Gilmar Carvalho (PSC), Iran Barbosa (PT) e Kitty Lima (REDE), que coincidentemente “não rezam na cartilha” de Edvaldo Nogueira.

 

Novos tempos

Campeões de votos nas eleições passadas, candidatos populares como Adelson Barreto (PR) e Sukita (PTC), foram rejeitados nas urnas em 2018, quando disputaram uma cadeira de deputado federal. O primeiro, que buscava a reeleição, teve apenas 23.369 votos; o segundo, que se encontra preso, teve 16.316 votos. Dois vexames...

 

Heleno ataca

Em entrevista à radialista Magna Santa, na FAN FM, Heleno Silva disse que Eduardo Amorim (PSDB) foi prejudicado pelo candidato a senador André Moura por não ter conseguido chegar ao segundo turno. Heleno disse que foi “boicotado” pelo agrupamento de André Moura. “Ele não acreditava que o delegado pudesse ganhar e por isso tentou tirar votos de mim”.

 

André responde

Para André Moura, faltou a Pastor Heleno o espírito do competidor. “Quem entra numa disputa eleitoral sabe das suas chances. Pode ganhar ou perder, e isso depende de alguns fatores: condições dos adversários, condições do ‘terreno’ e capacidade própria. Nada disso ele levou em conta”. O deputado federal ainda lembrou que Heleno Silva era aliado do governo e aos 45 minutos do segundo tempo mudou de lado.

 

Segue em frente

André Moura ainda admitiu não ter alcançado a vitória desta vez, mas salientou que “a vida segue em frente”, pois “o trabalho não pode parar!” Não se esqueceu de reconhecer o papel dos vencedores: “aos vitoriosos, meu desejo de que possam contribuir para melhorar a vida do nosso povo”.

 

Falando em Heleno

Ainda sobre Heleno Silva, o poder de influência da Igreja Universal na política está sendo bastante questionado após o resultado da eleição: Heleno não se elegeu senador, Jony Marcos não se reelegeu deputado federal e Jairo de Glória (PRB), candidato a estadual do grupo, também não obteve a reeleição. É preciso reavaliar as coisas...

 

Assembleia de Deus

Outro segmento evangélico que também não teve bons resultados foi a Assembleia de Deus. O deputado Antônio dos Santos (PSC), que para muitos tinha uma reeleição garantida na Alese, não se elegeu deputado federal. O mesmo vale para o Pastor Joanã (Avante), candidato a deputado estadual.

Samuel no governo

Em entrevista à FAN FM, nessa quarta-feira (10), o deputado estadual reeleito Capitão Samuel anunciou que sairá do PSC, contrariado com a falta de recursos para sua campanha, e que no 2º turno estará no palanque de Belivaldo Chagas (PSD). Ainda no 1º turno o “pulo” de Samuel já se propagava nas redes sociais.

 

Gustinho Ribeiro I

Eleito deputado federal com 64.132 votos, Gustinho Ribeiro (SD) agradeceu aos amigos de todo o Estado que entenderam sua mensagem e apostaram na renovação para a Câmara dos Deputados em Brasília (DF). Gustinho foi o mais votado de sua coligação e é o deputado federal mais jovem de Sergipe.

 

Gustinho Ribeiro II

 “Quero fazer um agradecimento especial a todos os sergipanos que foram às urnas para votar e apostar no nosso mandato, nas nossas propostas. Quero fazer um registro especial para a região Centro-Sul e para a região Sul que agora terão uma nova voz, um novo deputado federal. Tenho agora um compromisso ainda maior com Sergipe como um todo e quero fazer a diferença na capital federal”, agradeceu.

 

Mudança

O deputado disse que sentiu o sentimento de mudança nas ruas e que chegou ao Congresso Nacional para trabalhar. “Fui o deputado federal mais votado da história de Salgado. Mais da metade do eleitorado daquele município apostou em Gustinho. Foi de Lagarto que surgiu esse movimento apontando o nosso nome, como também em Tobias Barreto. A região se uniu em torno do nosso projeto e saímos fortalecidos com a eleição de Gustinho para federal, e de Ibrain Monteiro (PSC) para estadual. Também fiquei muito feliz com a vitória de Dilson de Agripino (PPS) para um mandato na Assembleia Legislativa”.  

 

Experiências

Em seguida, Gustinho falou da experiência adquirida como vereador de Lagarto e deputado estadual com dois mandatos. “Tudo começou em Lagarto e nós pudemos ampliar nossa atividade parlamentar com uma cadeira na Assembleia Legislativa. Certamente que isso fará a diferença na nossa atuação no Congresso Nacional e o nosso objetivo é que os municípios sejam ouvidos e atendidos, que a população como um todo seja contemplada”.

 

Viabilizar recursos

Gustinho disse ainda que uma de suas missões está em viabilizar recursos federais, garantindo investimentos para Sergipe. “Enfrentei diretamente um candidato a deputado federal de Lagarto que já tinha mandato, que tinha a máquina do governo nas mãos e que despencou em mais de 20 mil votos. O povo acreditou e apostou na renovação. Agora é procurar fazer um bom trabalho e retribuir bem essa manifestação de confiança em Gustinho Ribeiro”.                                                                                       

 

Alexandre Figueiredo

Candidato a deputado federal pela primeira vez, Alexandre Figueiredo (MDB) faz uma avaliação positiva pelos 16.167 votos conquistados. “Disputei com ajuda de meus pais, Creuza e Benedito Figueiredo, e de uma legião de amigos aos quais agradeço do fundo do meu coração. Fiquei em segundo suplente da coligação. Obrigado a todos”, agradeceu.

  

Músicos abandonados

O músico Sérgio Lucas desabafa nas redes sociais. “O Ministério da Cultura enviou parte da verba do FORROCAJU. O que fez a administração municipal? Pegou a sua contrapartida e a verba recebida e pagou, integralmente, às atrações de fora. Agora, em razão de entraves burocráticos, a segunda parcela da verba do Ministério da Cultura não foi liberada”. 

 

Sérgio Lucas

Ele seguiu criticando a PMA dizendo que “quem canta a nossa realidade, quem defende a nossa cultura, quem produz e gera riquezas aqui, quem tem os menores cachês, ou seja, o músico sergipano, não recebeu um centavo sequer, passados mais de cem dias da festa. A falta de isonomia demonstra o desrespeito com que os músicos locais são tratados. Infelizmente, essa prática ocorre na maioria dos municípios sergipanos”.

 

Desafio

Sergio Lucas propôs abrir mão da “miséria do seu cachê” se o prefeito Edvaldo Nogueira assinar um compromisso público e enviar projeto de Lei em que o Município, para fins de pagamento, respeitará a ordem das apresentações e não pagará aos artistas de fora antes de pagar os artistas locais. “Para que não pensem que abro mão de direitos alheios, informo que já paguei a todos os músicos da minha banda assim que acabou o show”. 

 

Samuel Carvalho

O deputado estadual eleito Samuel Carvalho (PPS) agradeceu a Deus e aos 14.216 eleitores que lhe conduziram a Assembleia Legislativa para seu primeiro mandato. “Foram 52 dias de campanha e no domingo tivemos o nosso grande resultado com a nossa eleição por 14.216 votos de pessoas amigas, que acreditaram na verdadeira mudança”, afirmou.

 

Renovação

Samuel Carvalho é advogado e ex-auditor fiscal. Ele defendeu durante sua campanha a renovação para Sergipe. “Eu vou honrar o seu voto e na Assembleia Legislativa vou ser a sua voz. Eu fiquei muito feliz em vê pelas ruas das cidades as pessoas fazendo o gesto da mudança”, ressaltou o parlamentar.  O deputado estadual afirma que fará um mandato transparente com a participação do cidadão.

 

Bosco Costa

Desacreditado por muita gente, o deputado federal reeleito Bosco Costa (PR) ressurge no cenário político após ser eleito para a Câmara dos Deputados. Teve como um dos coordenadores de sua campanha Vagner Teixeira, que já coordenou eleições vitoriosas em Ribeirópolis (2012) e em São Miguel do Aleixo (2016).

 

Alô Empreendedores

O amigo e leitor Rafael Galvão será um dos palestrantes do seminário “Empretec”, do Sebrae, de 15 a 20 de outubro, com uma carga horária de 60 horas/aula, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas, na Faculdade Ages, em Lagarto. O seminário tem a Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que visa o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor, bem como a identificação de novas oportunidades de negócios.

 

Joanna em Aracaju

A cantora Joanna faz show em Aracaju nesta quinta-feira em prol do Externato São Francisco de Assis, mas antes, nesta quarta-feira (10), a partir das 15h30, vai receber a imprensa (na sede do Externato) para conceder entrevistas sobre o show e em seguida será um momento de confraternização. É uma oportunidade também par conhecer as instalações e trabalho do Externato, dirigido pela Irmã Mabel. O Externato tem 54 anos e está acolhendo cerca de 90 crianças entre 3 e 8 anos.

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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