03/12/2018 as 16:30

Para se livrar do cheque especial

Ponto de Vista, por Ivan Valença

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Pixabay).<?php echo $paginatitulo ?>

O endividamento no cheque especial leva muitas pessoas à chamada “bola de neve” financeira. Pra sair dessa situação, é preciso rever os hábitos e comportamentos, segundo o Presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefim), Reinaldo Domingos. “O endividamento no cheque especial demonstra a fragilidade da educação financeira da população que gasta mais do que pode, sem planejamento, e acaba não conseguindo honrar com seus compromissos financeiros. O mais preocupante é que muitas pessoas já contam com o valor do limite como parte de sua renda”, avalia Reinaldo Domingos.

Eis aqui sete passos para sair do cheque especial de forma definitiva:

1 – Saiba o quanto você deve – Parece básico, mas muitas pessoas não sabem o tamanho de sua dívida, especialmente se além do cheque especial deve também no cartão de crédito , financiamentos, empréstimos etc. É apenas conhecendo a situação como um todo que poderá agir de forma assertiva.

2 – Saiba o quanto você gasta – Faça um diagnóstico financeiro por 30 dias se tiver renda fixa ou por 90 dias se tiver renda variável, anotando todos os gastos, incluindo os menores, como gorjetas, cafezinhos e doces. Somente assim  saberá de que forma vem gastando seu dinheiro e o que pode reduzir ou cortar para sair do cheque especial.

3 – Negocie a(s) dívida (s) – Se não está conseguindo pagar, após o diagnóstico financeiro você poderá tentar renegociar a dívida sabendo  o quanto pode dispor por mês. Afinal de nada adianta fazer o acordo e não conseguir pagar as parcelas.

4 – Procure Juros Menores – Se preciso, é válido buscar outra forma de crédito, com juros menores, sabendo que trocar uma dívida pela outra nem sempre é a  melhor alternativa. É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros mais baixos que o cheque especial, á que o pagamento é retiro diretamente do salário.  Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem está com dificuldade em administrar as finanças ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores virando uma bola de neve.

(Continua na próxima quinta-feira).




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