29/01/2018 as 15:23

O risco da radicalização do populismo

Sem Aspas Por Alex Nascimento

Sem Aspas

Politica
Por Alex Nascimento
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“Fazer jornalismo é não praticar nunca, jamais, sob hipótese alguma, a patrulhagem ideológica”. Geneton Moraes Neto, jornalista e escritor.

 

O risco da radicalização do populismo

 

Para onde o Brasil politicamente vai é obviamente uma incógnita. Se caminha em direção a uma “nova ética” na política só o futuro dirá. Ou seja, por mais especulação que se faça, no fundo é impossível saber quais os desdobramentos para a nação que o histórico 24 de Janeiro 2018 introduz à história. Os mais catastrofistas (ou esperançosos?!) falam da “morte” do PT e de Lula. Já os mais otimistas acreditam que logo-logo também a turma de Michel Temer e Aécio Neves haverá de “pagar” por seus crimes.  

Se não é possível saber quanto ao real impacto para o Brasil do agitado momento político que atravessa, é possível vislumbrar algumas certezas. A primeira delas é a de que o PT precisa, de qualquer forma, sair fortalecido do processo eleitoral deste ano.

Seja qual for a posição em que Lula venha a estar, o líder petista e seu partido precisam eleger uma forte bancada federal capaz de assegurar a ambos uma linha de frente que os ajude a negociar saídas e a encurtar a ressaca que a sigla há de viver - tanto maior quanto menor for o número de parlamentares e também governadores que venha a eleger ou ajudar a eleger nas eleições deste ano.

O partido precisa ser capaz de recompor uma estrutura de poder e conseguir atravessar a “prisão moral” na qual se encontra. Sem quadros políticos de volume nacional como os tinha antes de Lula tronar-se presidente, época em que um certa “democracia” interna permitia vozes destoantes do “comandante companheiro”, o partido necessita se reinventar, precisará ser capaz de, após as eleições de 2018, construir um novo discurso, forjar novas lideranças, rever sua trajetória.  

É claro que não se abate um líder político de uma hora para outra, não se “mata” um caudilho e “vida que segue”. Este tipo de líder ou é derrotado nas urnas ou continua a fazer um bocado de “estrago”, independentemente de qualquer processo judicial que responda. E Lula pode vir a causar um estrago muito maior no país que o causado desde que caiu de joelhos, desde que sucumbiu diante da mosca azul da corrupção: o estrago da radicalização do populismo.

Sua cúpula partidária já “traçou” uma estratégia de sobrevivência e sua narrativa ganha mais um capítulo. A lógica é fortalecer o incremento do discurso da “farsa da justiça”. E esta narrativa emociona, mobiliza paixões: “Lula, o injustiçado”, “Lula, o líder do povo que as elites querem ver condenado”, “Lula, o pai dos pobres” vai colocar novamente o Brasil ladeira abaixo no populista, sempre perigoso a qualquer nação. 

O Brasil corre o risco de se deslocar em direção a uma América Latina cujas “veias abertas” já provaram inúmeras vezes ser susceptível a este nível de apelo.

 

O avanço do centro

Enquanto o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores vivem a justa e a mais aguda incerteza de sua história, o presidente Michel Temer opera uma eficiente compra de votos com o objetivo de promover não apenas a reforma da Previdência. Ao compra-los, assegura aos parlamentares que se dispõem a vende-los as condições necessárias para que que eles também façam o mesmo. Ou seja, Temer tem viabilizado as condições para que também eles possam comprar os votos de que precisam para as suas reeleições, no atacado, e assim fazer “girar uma estrutura de poder que os permita continuem parte do cenário da política nacional ou local. Alargam os passos...

 

Compra de voto no atacado

Em nações de moralidade comprometida ou estragada como no Brasil, a maioria dos políticos escandalosamente mercantilizou consciências individuais e, por vezes também coletivas, e assim viabilizam o que desejam. No Brasil, voto se compra no varejo e no atacado. Quando se compra no atacado, o dinheiro vem em forma de liberação de “verba para o prefeito, graças ao deputado”. Tal prática é uma das regras de Temer. Neste quesito, o deputado federal André Moura não tem perdido uma só oportunidade. Tanto é verdade que é André quem, de certa forma, dita o tempo das decisões da oposição.

 

“Tem que ter as manhas”

Mas a compra do voto não acontece da mesma maneira que outro bem qualquer. Para os que o tem como mercadoria, não basta ir a um balcão e ouvir do vendedor um preço e, toma lá dar cá, “negócio fechado”, à vista ou no cartão. Para que a transação se concretiza na urna o comprador precisa de boa noção de tempo, de sagacidade, e de confiança no intermediário: o sujeito tem que saber como colocar a mão na cumbuca e de lá arrastar a mercadoria redentora.  Comprar votos “tem que ter “as manhas”, mas isto se a mercadoria estiver na mão do povo. Já se ela estiver na mão de um vereador, prefeito ou deputado federal a parada é mais aberta, chega a ser mesmo escancarada, que pudor não rima com poder!

 

O sangue no olho de Rogério Carvalho

Rogério Carvalho quer ser senador da república. João Daniel quer continuar como federal, e Márcio que voltar a sê-lo. A parada, que já era difícil para o PT, é verdade ficou ainda mais dura. Com relação à vaga ao senado, especialmente, os nomes de outros partidos que disputam com o presidente estadual do PT para que venha a ser urgido por Jackson Barreto, apressaram-se em falar de um Rogério já rifado após a “queima” de Lula. Esquecem estes que o PT, agora mais do que nunca, precisa assegurar os espaços e que em Sergipe, como de resto em todo o Brasil, Lula vai continuar a ser o maior cabo eleitoral de 2018. Ou seja, os argumentos à favor de Rogério continuam os mesmos.

 

Déda falava em renovação

O saudoso ex-governador Marcelo Déda dizia da importância de se buscar formar quadros, renovar nomes, abrir-se ao forjar de novas lideranças. Este sempre foi um dos maiores desafios e uma das maiores dificuldades do Partido dos Trabalhadores. Com a “prisão moral” de seu líder maior, este tema deve voltar a ocupar uma parte, mesmo que mínima, da agenda da sigla. A questão é saber se a turma mais da antiga terá grandeza para permitir que isto aconteça.

 

Jeferson Lima e a síntese da possiblidade

O atual presidente do PT em Aracaju, o jovem Jeferson Lima, ao falar de seu partido diz dele com o olhar crítico e brilho nos olhos cada vez mais raros dentro e fora da sigla. O jovem Jeferson, a continuar construído a trajetória que tem sido capaz de construir, especialmente neste momento em que a sigla enfrenta o maior desafio de sua história, tende a vir a ser uma opção para o partido já em 2018. O partido precisa apresentar novos nomes à sociedade.  Ligado ao pré-candidato Márcio Macedo, Jeferson foi Secretário Nacional de Juventude durante quatro anos e já acumula uma experiência política curiosa.

 

O amor e ódio continuam

A esquerda brasileira está órfã. Enquanto isto, o centro avança, e é provável que venha a ter um candidato único à presidência da República. Talvez o julgamento de Lula represente algo muito substancial para o futuro do Brasil. Talvez não venha a significar lá muita coisa. O que se tem de certeza é que quem “considera” Lula inocente e que entende faltem provas indispensáveis para sua condenação vai continuar defendendo-o. O mesmo vale para “pensa” o contrário.

 

O PC do B tende a crescer

Não são os chamados partidos de esquerda que estão ladeira abaixo no Brasil. O estrago causado por Lula, é bem verdade, vai além fronteiras do PT. Mas siglas como PSOL e mesmo o PC do B, este último um aliado de primeira hora de Lula, devem sair fortalecidos do processo eleitoral de 2018. Os eleitores mais esclarecidos sabem que os erros cometidos por um partido não representam a negação de uma visão política de mundo importante para o fortalecimento da democracia.

 

A máscara da Rede não suporta um carnaval I

Não é por acaso que todos os fundadores da Rede Sustentabilidade caíram fora após a chegada do ex-vereador e “stalinista” dr. Emerson Costa. Apenas a assistente social e bacharela em direito Natália Dalto continua no partido. Natália é a pessoa de confiança de Marina Silva no estado e já sofreu o diabos nas mãos da turma de Emerson. O partido dominado por ele é um caldeirão de contradições. O papo do consenso progressivo, de um partido sem donos e fazedor de uma nova política cola da porta pra fora, porque da porta pra dentro a parada é na base do atropelo ao estatuto e negação do “mimimi” dito junto à imprensa.

 

 

A máscara da Rede não suporta um carnaval II

Neste último mês este colunista recebeu alguns telefonemas de membros da Rede para narrar o que consideram “absurdos de incoerências internas”. O último diz respeito a determinado advogado que teve sua filiação indeferida pelo partido sem maiores explicações e mesmo frente a discordância de alguns militantes do partido. A tendência da Rede é tornar clara cada vez mais suas contradições. Quem a conhece de perto sabe que o discurso é um e a prática interna outra. Neste ritmo, a máscara da Rede pode não durar mais que um carnaval.

 

Nova empresa de energia solar em Sergipe será inaugurada I

Empresários e o cidadão comum já podem contar com nova empresa especializada em energia solar. Trata-se da Invent, empresa que nasce com a missão de facilitar o acesso à energia solar e que busca, de maneira quase didática, mostrar as vantagens para o cliente consumidor do uso de tal energia.  Especializada no desenvolvimento de projetos e prestação de serviços neste segmento, a empresa já está atuando no mercado de sergipano e sua inauguração formal acontece no próximo dia 03 de Setembro. É uma boa notícia especialmente para quem deseja economizar dinheiro e, ao mesmo tempo, contribuir com a preservação ambiental.

 

Nova empresa de energia solar em Sergipe será inaugurada II

Segundo os sócios da Invent, a empresa almeja ainda ser conhecida como uma empresa jovem e moderna, que fala a língua da nova geração. Para o Diretor Comercial da Invent, o engenheito eletricista Mateus Ventura, “não basta você dizer que seu produto ou serviço é o melhor do mundo. Isso todas as empresas já fazem! Para convencer o cliente a ouvir o que você tem a argumentar e, então, realizar uma venda, é preciso demonstrar que a sua empresa possui a solução ideal para resolver o problema dele”.

 

Nova empresa de energia solar em Sergipe será inaugurada III

Já segundo Felipe Emanuel, engenheiro eletricista e Diretor Executivo da Invent, “a empresa busca acabar com a complexidade e mostrar que todos podem ter uma energia limpa e econômica, como sempre deveria ter sido.” Apesar de ter sido fundada em setembro, a Invent só será inaugurada oficialmente no dia 3 de fevereiro, no Centro Empresarial Horizontes Jardins Office & Hotel, no bairro Jardins, em Aracajú – SE. Um coquetel de apresentação da empresa será realizado a partir das 19h, contando com a presença de jornalistas, empresários, arquitetos e influence social media.

 

Banco Santander “acachapa trabalhador” I

Quando o cidadão comum, um trabalhador, decide recorrer a um financiamento para aquisição de um bem qualquer e procura uma instituição financeira como o Santander tem quase sempre todas as facilidades possível para contraí-lo. No entanto, caso este trabalhador viva algum contratempo, a exemplo de uma sempre possível demissão, especialmente em uma época de crise como a que o Brasil vive, “ai meu cumpade”, a parada é outra. No caso específico do Santander, não adianta procurar o banco para fazer algum tipo de renegociação. A vida do trabalhador vira um inferno.

 

Banco Santander “acachapa trabalhador” II

Quando o cidadão fica desempregado, honrar seus compromissos financeiros vira obviamente um desafio. Mas um desafio muitas vezes maior que se reposicionar no mercado é conseguir negociar com o banco aquilo que deve. Ou o cidadão paga “na tora” o que o banco determina ou nada feito. Pelo menos se for junto ao Santander que, pelo visto, adota uma política de “acachapar” o cidadão honesto e trabalhador. Seus representantes humilham, perseguem, desestabilizam emocionalmente o quanto podem o cliente, ao invés de se abrirem para uma negociação dentro do real de possibilidades. Há instituições financeiras mais, digamos, abertas. A Sem Aspas, em breve, fará o relato do drama vivido por um cliente desta instituição. Caso o leitor tenha vivido experiência como a que aqui se descreve, pode entrar em contato conosco.

 

*Nos últimos quinze dias este colunista esteve, por questões pessoais, impossibilitado de manter a regularização da publicação da Sem Aspas, o que volta a acontecer à partir da presente edição. 

 

Contato com a coluna

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Telefone - 79) 988494713




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