02/03/2018 as 16:02

Violência sexual infantil

Conversa Íntima Por Stephany Elza

Conversa Íntima

sexualidade, psicologia
Por Stephany Elza
Foto: (udf.org)<?php echo $paginatitulo ?>

A violência sexual sempre será um grande problema na sociedade, entendida pela ato ou jogo de sedução em que a vítima é coagida, ameaçada ou simplesmente forçada a prática sexual ou insinuação sexual. A lei nº12.015 enquadra como crime o abuso sexual, podendo ser classificado no ato com ou sem penetração, como também no ato sem contato sexual, voyeurismo (quando a pessoa sente prazer em ver o outro se tocando intimamente), exibicionismo (prazer em mostrar e tocar seus órgão genitais para pessoas desavisadas).

No ano de 2016 o disque denúncia 100 (Disque Direitos Humanos) recebeu mais de 17 mil denúncias de abuso sexual, em sua grande maioria menores de 18 anos. No Brasil, também temos o aplicativo Proteja Brasil para denúncias de violência contra crianças e adolescentes.

Não se deve ignorar a gravidade dos casos de violência sexual entre adultos, porém quem mais sofre consequências com esse ato são as crianças, em sua maioria, meninas. Todo cidadão adulto tem por obrigação zelar pela proteção de qualquer criança, independente do grau de parentesco, porém nem sempre é o que acontece. Tragicamente, grande parte dos agressores ou violentadores dos casos que acontecem com menores são pessoas próximas e até mesmo da família.

A violência sexual em menores de idade causa grandes consequências no desenvolvimento psicossocial do individuo, podendo gerar algum transtorno como: transtorno do stress pós-traumático, transtorno boderlaine e antissocial de personalidade, depressão, uso de drogas, delinquência, prostituição e distúrbios ligados à personalidade do individuo. Outras consequências apresentadas no convívio da vida adulta é o medo da intimidade, caracterizado pela dificuldade de se estabelecer um relacionamento de atenção recíproca no âmbito sexual, além da enorme possibilidade de desenvolver transtornos sexuais.

Mas existem sintomas de que os pais ou responsáveis legais devem se manter atentos de que algo pode esta errado com a criança.

· Pesadelos e problemas com o sono, dificuldade de dormi ou insônia 

· Alteração no apetite para mais ou menos

· Perda do controle de esfíncteres 

· Condutas suicidas ou de automutilação

· Hiperatividade

· Diminuição do rendimento acadêmico 

· Medo generalizado 

· Agressividade 

· Culpa e vergonha 

· Isolamento

· Ansiedade 

· Depressão

· Baixa auto-estima

· Rejeição ao próprio corpo (sente-se sujo)

· Conhecimento sexual precoce e impróprio para a sua idade

· Masturbação compulsiva

· Déficit em habilidades sociais, retração social.

· Dores em regiões intimas 

 

É de suma importância que a família sempre esteja atenta a suas crianças e até mesmo adolescentes, pois o perigo não bate apenas a porta do vizinho, e perante um caso de abuso sexual, realizar a denúncia no disque 100. É importante que a vítima se sinta acolhida, amparada e amada, evitando o sentimento de culpa.

 

Psicóloga Stephany Elza – CRP: 3224
79-998269301
stephanyelza@hotmail.com




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