11/05/2018 as 12:15

BDSM: conheça a prática sexual que une a dor ao prazer

Conversa Íntima Por Stephany Elza

Conversa Íntima

Psicologia, Sexualidade e Relacionamento
Por Stephany Elza
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No universo do sexo tudo é válido, desde que aceito por ambas as partes envolvidas, e é com base nessa ideia que o BDSM funciona. Essa sigla pode ter vários significados de acordo com o interesse de cada pessoa.

O B se refere à Bondage, já o D, por exemplo,pode ter o duplo sentido de sentido de Disciplina ou Dominação, mesmo caso do S, referente à Sadismo ou Submissão, e por fim tem o M, ligado ao Masoquismo.

Primeiro, vamos esclarecer cada uma das expressões referentes a esta prática sexual. A bondade está relacionada à fantasia de vendar, amarrar e/ou algemar seu parceiro (a); a disciplina sugere a ideia de uma conduta de obediência ao outro. As situações de dominação e submissão implicam em uma dinâmica sexual baseada no controle, onde apenas uma pessoa domina a relação e impõe seus desejos na cama.

Há também quem seja adepto (a) do sadismo, ou seja, sentir prazer em provocar dor em outra pessoa, ou do masoquismo, que é justamente o oposto, quando a pessoa acaba sentindo prazer com a sua própria dor.

Existem muitos mitos referentes ao BDSM, um deles é acreditar que o sexo sempre está ligado a este momento, o que não é real. Essa não é apenas uma maneira alternativa de prática sexual, pode ser também um estilo de vida e de relacionamento para algumas pessoas.

Nesse estilo alternativo existem regras, em que a base de tudo é a segurança e o consentimento. Para isso, geralmente, são usadas palavras de segurança caso o parceiro(a) esteja passando do limite aceitável pelo outro. Muitas pessoas usam, por exemplo, a palavra amarelo para avisar que está no limite e que deve reduzir a intensidade, e a palavra vermelho que sinaliza a interrupção do ato.

Qualquer pessoa pode praticar o BDSM, a depender do nível de intensidade aceitável para cada um – ou seja, ele pode ser algo leve ou  mais intenso.

Confira a seguir coisas que você já fez na intimidade sexual e não sabia que estão relacionadas a esta prática ousada.

- Fingiu ser outra pessoa. Vestir fantasias, entrar em um personagem, sentir prazer em vestir ou ver a outra pessoa em roupas de couro ou látex, pode mexer com a imaginação.

- Vendar e/ou amarrar seu companheiro (a) durante uma massagem ou em um sexo oral estimulará os sentidos de uma forma diferente.O parceiro(a) não saberá de onde vem o próximo toque de prazer, e isso certamente lhe causará uma forte expectativa.

- Preferir palavras de baixo calão durante o sexo pode ser extremamente excitante para algumas pessoas; é possível chegar ao clímax somente por conta delas.

- Para algumas pessoas em um bom sexo selvagem não pode faltar tapas, mordidas, puxões de cabelo e atos de dominação e submissão.

No universo dos seguidores mais “fieis” do BDSM, as "brincadeiras" costumam até ser mais pesadas:

- O submisso finge ser um animal de estimação usando coleira e brinquedos de pets, em que o dominador será seu dono.

- A pessoa em condição submissa também pode interpretar uma criança levada que precisa ser castigada pelo dominador.

- A castidade pode envolver prazer, o dominador priva o submisso de qualquer contato sexual usando cintos que prendem a região genital, o tempo de restrição será determinado pelo dominador.

Ah, por favor, não pense, que a pessoa que sente prazer com o BDSM tem algum trauma de infância ou doença. Pelo contrário, isso é algo normal, todas as pessoas têm seus fetiches e em determinados momentos fogem do padrão estipulado pela sociedade como normal, o que não se configura de forma alguma, como uma patologia, mas apenas como uma maneira de sair da rotina e  intensificar as relações sexuais.

 

Psicóloga Stephany Elza – CRP: 3224
79-998269301
stephanyelza@hotmail.com




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