28/06/2018 as 09:40

O futebol nos cinemas

Por Ivan Valença Ponto da Vista

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Fabio Melo/Folhapress).<?php echo $paginatitulo ?>

O carro de propaganda Guarany saia pelas ruas da cidade, sábado e domingo, anunciando a grande atração do final de semana. Sábado ou domingo eram os dias de exibição, na telona do Cine Palace, do cine-jornal que trazia os grandes embates da Copa do Mundo. Eram apenas dez minutos e em preto e branco, mas que atraia enorme público, mas diversas sessões que começam as 8h30 da manhã e se estendiam até o meio-dia.

Naquela época - a primeira vez que se fez tal promoção foi na Copa de 1958 – televisão era coisa de ficção cientifica. Só anos depois, aí por volta de 1970, foi possível ver os embates no momento em que eles se realizavam lá pelo estrangeiro. Mas, é aquela história, os cine jornais hoje fazem até falta.

O Cinemark, pegando carona na oportunidade, tem exibido não só pequenos trechos, mas um jogo inteiro nas suas telonas, com ótima projeção. Tudo captado via televisão. É uma projeção que se faz em todo o Brasil, sempre ocupando uma sala do Cinemark.  A sala fica cheia, e tem até torcida por esta ou aquela seleção. O bom dessa exibição é que você não sabe o resultado antecipadamente, como acontecia no passado. Ademais a projeção é a melhor possível. E o som  também.

Dá até para torcer por esta ou aquela seleção. Quando o jogo a ser transmitido pelas salas de cinema é algum jogo do Brasil pode ter certeza que a torcida é um caso aparte. Há gritos, assobios, aplausos e até vaias para jogadores pernas de pau que não completam as jogadas. Claro, a maioria do público presente é formado por torcedores masculinos, mas também há muitas  mulheres na plateia, geralmente acompanhado  de  torcedores masculinos. Palavrões? Não há muitos, mas sempre se ouve alguém dizer uma tolice  e receber vaia homérica.

Tudo ao preço de um ingresso de cinema...




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