19/07/2018 as 13:31

Um só Cine-Teatro

Ponto de Vista Por Ivan Valença

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Reprodução/Almanaque do Busão).<?php echo $paginatitulo ?>

Ouvi falar que o Teatro Tobias Barreto vai ser fechado - mas, felizmente, não por muito tempo, previstos só por 180 dias – para obras temporárias, necessárias de tempos em tempos. Mas, desde que foi inaugurado no governo do dr. Albano Franco, nada tinha sido feito nele. E olha que está precisando mesmo de alguns reparos. Há falhas na pintura do teatro e até há muitas poltronas quebradas. Verdadeiras armadilhas para quem chega atrasado aos espetáculos.

O fechamento temporário nos deixa preocupado. Vai que esse temporário demore muito tempo  e aí como fica a cidade  tão deficiente de boas casas de espetáculo? Já faz muito tempo que a cidade dispunha de apenas um Teatro, no caso, até 1954, quando foi inaugurado o Teatro Atheneu Sergipense. Na verdade era um cinema/teatro ao mesmo tempo. Por muito tempo, a cidade valeu-se mesmo do Cine Teatro Rio Branco para apresentação de peças ou shows musicais, com artistas de fora ou mesmo da cidade.

Foi mantido desde os primeiros anos do século passado, por um verdadeiro amante da arte cênica, o até hoje lembrado Juca Barreto, que faleceu em 1961, ainda à frente do seu Cine Teatro. O Rio Branco abrigava além de espetáculos teatrais e musicais, as convenções partidárias já que não havia um espaço grande o suficiente para abrigar os apoiadores partidários. O interessante é que, num dia, o Rio Branco tinha sessão de cinema só a tarde, porque a noite haveria um show com a vedete mais famosa do Brasil, Virginia Lane. No dia seguinte, a sisudez tomava conta de sua plateia, com a convenção da vetusta UDN (União Democrática Nacional).

Em qualquer das promoções, grandes multidões tomavam conta do Rio Branco. No caso do cinema, nas quinta-feira à tarde, havia a matinée das moças. Senhoras e senhoritas pagavam meia-entrada para assistir o filme escolhido para a promoção. Marmanjo podia entrar na sessão, mas não tinha direito ao desconto. E tinha que se comportar, senão era posto no olho da rua.

 




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