30/07/2018 as 09:43

Os 80 anos de Nazário Pimentel

Ponto de Vista Por Ivan Valença

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Política
Por Ivan Valença
Foto: (Reprodução - Facebook/Deborah Pimentel).<?php echo $paginatitulo ?>

A informação está na página do jornalista Luis Eduardo Costa neste final de semana, publicada pelo “Jornal do Dia”: o jornalista e publicitário  Nazário Ramos Pimentel estaria completando oitenta anos de vida. Profissional de mão cheia, o célebre PPP (a sigla de “Pimentel Promoções e Publicidade”, a denominação oficial de sua agência de publicidade) passou por várias etapas em sua vida  antes de aportar em Aracaju e dedicar-se ao ramo publicitário. Vinha da cidade alagoana de Pão de Açúcar, onde investiu, sem muito êxito, na área rural. Natural de João Pessoa, na Paraíba, Pimentel exerceu o jornalismo em Recife e Maceió.

Mal aportou em Aracaju, na segunda metade dos anos 60, procurou um emprego  no “Diário de Aracaju”, o veículo do grupo “Associados” de Assis Chateaubriand e foi recebido pelo diretor de então do veículo, jornalista e bancário Raymundo Luiz da Silva. O “Dr. Patrão” deu-lhe uma incumbência inglória, um cargo que ninguém queria: o de agente publicitário. Pimentel não se fez de rogado: topou a missão e foi prá rua, recolher publicidade. Deu tão certo que menos de um mês depois estava editando um caderno especial sobre a revolução de abril de 1964. Ninguém nunca antes tinha editado um caderno especial recheado com tantos anúncios.

Daí em diante, Pimentel não parou mais: fundou a sua agência de publicidade e até uma agência de viagens, já que seu grande sonho era mesmo trabalhar numa companhia aérea.  Em 1971, associado a este escriba, fundou o “Jornal da Cidade”, primeiro como semanário, depois introduzindo a tecnologia do “off-set” em circulação diária.  Topou, porém, novos desafios: foi ser diretor da TV Atalaia. Recuperou financeiramente a emissora e partiu para outra área de negócios, o de realização de exposições. Mas voltou logo ao ramo de jornais impressos, fundando o “Jornal de Sergipe”, por onde passaram tantos profissionais de renome.

Um vencedor em tudo que se propôs a fazer, inclusive na área de hotelaria. É de sua propriedade, por exemplo, o Hotel Xingó, em Canindé do São Francisco. Por fim, abandonou tudo, aposentou-se e foi morar, com a mulher – as duas filhas do casal, uma delas a médica Débora Pimentel, já estavam bem encaminhadas na vida – justamente no Hotel Xingó, nas lonjuras de Canindé. 

E aí, Pimentel, como se sente hoje, chegando aos oitenta anos de uma vida bem vivida?




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