03/09/2018 as 09:41

Traços psicológicos de um estuprador

Ponto de Vista, por Stephany Elza

Conversa Íntima

Psicologia, Sexualidade e Relacionamento
Por Stephany Elza
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Pode-se entender como estupro todo ato de conjunção carnal em que não é consentido por uma das partes. Esta agressão sexual tem por intenção principal humilhar, agredir e ferir a figura da pessoa mais frágil, que pode ser na maioria dos casos crianças e mulheres.

É totalmente irreal a justificativa que o homem que comete tal atrocidade não tem controle sobre seus desejos e impulsos sexuais, pois apenas animais irracionais não tem consciência do que fazem, e este não é o caso de nossa raça humana que é dotada de inteligência racional.

Não podemos identificar um padrão de perfil psicológico para um abusador sexual, nem mesmo determinar classe social, idade, raça ou religião, porém existem alguns traços psicológicos no comportamento que se repetem em diversos casos de estupro:

- Infelizmente, a “cultura” de estupro tem por base machista, em que se objetifica a mulher como um instrumento de satisfação e prazer;

- Alguns estupradores tem baixa autoestima, pois estes costumam ter dificuldade em relações interpessoais no campo afetivo emocional, e a sensação de controle e poder durante o ato de violência sexual o satisfaz;

-Em sua maioria, os estupradores são pessoas bem colocadas em seu meio social e muitas vezes acima de qualquer suspeita, pois não existe o estereótipo de homem com olhar de “louco”, em uma viela escura aguardando a primeira moça indefesa passar para atacá-la;

- O molestador mesmo sabendo que o abuso é crime, racionaliza seu ato, acreditando em sua fantasia de que a vítima quer manter relações sexuais com ele.

Alguns estudos apontam que uma boa técnica para quebrar todo o clima e fantasia criada pelo estuprador no ato da violência é a vitima falar dela, (eu sou Maria, casada com José, tenho três filhos) isso fara com que o molestador deixe de vê-la como um objeto.

Esse é um tipo de crime que acontece muito em nossa sociedade, porém, é pouco denunciado pelo medo que a vitima sente de ser julgada, mas precisamos desconstruir essa ideia e acolher essas mulheres e crianças, mostrar que elas não tem culpa e não precisam passar por isso sozinhas.

 




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