06/09/2018 as 15:53

Observações para Amaral Cavalcanti

Por Ivan Valença, Ponto de Vista

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Reprodução/Twitter).<?php echo $paginatitulo ?>

Meu caro Amaral Cavalcanti,

Dirijo-me a você na qualidade de responsável pela revista “Cumbuca” que tem circulação mensal, ou perto disso, e é sempre recebida com singular interesse pelo mundo cultural do Estado. Poucas vezes, raríssimas vezes, Aracaju dignou-se a ter uma revista cultural que honrasse esse nome. É que as tentativas anteriores frustravam-se pelo fato de que há poucas pessoas interessadas na área cultural.

Já se vê que não é bem assim. Desde que começou a circular, há algum tempo atrás, a “Cumbuca” atraia a atenção pela excelência de seus artigos e os temas nele abordados. Havia uma variedade interessante na programação da revista e isso, naturalmente, era o que mais chamava a atenção. Quem foi que disse mesmo que Sergipe, ou Aracaju, não tem temas interessantes para rechear uma revista cultural, que não seja tão somente de poesias de autores novatos ou verdes no ramo? As tentativas anteriores falharam pelo alto custo da revista e por que não havia cobertura  de publicidade suficiente para mantê-las circulando.

Hoje, a coisa é diferente – ou pelo menos essa é minha opinião, vista de fora da confecção do magazine. A revista conta com o apoio e a infra-estrutura da Imprensa Oficial do Estado, e  lá dentro, tem as graças de um profissional competente como o jornalista Milton Alves, diretor técnico da Segrase.

Mas, Amaral, sem que você fique chateado ou com raiva do escriba, é para lhe dizer que o número da “Cumbuca” que está circulando na cidade, está muito fraco. A revista carece de um profissional de copidescagem para que os articulistas não incidam em erros de escrita quase que imperdoáveis. Ademais, a própria pauta da revista está muito repetitiva. O artigo de abertura sobre os crimes mais horrendos ocorridos por aqui nos anos 50, 60 e 80, é uma pauta velha, repetitiva, além do artigo conter erros de português indiscretos.

Tomara que o amigo volte a cuidar com todo carinho da “Cumbuca” coimo sempre cuidou. A “Cumbuca” não pode jamais acabar ou entregar-se à mediocridade.

           

 




Tópicos Recentes