08/09/2018 as 05:26

Setembro amarelo

A taxa de mortalidade por suicídio em Sergipe é cinco vezes maior entre os homens

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Por Junior Valadares
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Considerado um problema de saúde púbica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos casos de pré-disposição ao suicídio podem ser revertidos com ações preventivas. O assunto não pode ser tratado como tabu, pois a não-discussão aberta sobre o tema colabora para que muitas pessoas, em situações de dificuldades e desespero, ceifem a própria vida. Na visão da senadora Maria do Carmo (DEM/SE) “a conversa aberta, o aconselhamento, a oferta do ombro apenas para ouvir, sem cobranças e sem julgamentos e a palavra assertiva ainda são eficientes saídas”, comentou Maria, ao destacar que nessa sociedade de competições e muitos desafios, as pessoas ficam cada vez mais vulneráveis e precisam ser acolhidas.

A taxa de mortalidade por suicídio em Sergipe é cinco vezes maior entre os homens. A informação é do Ministério da Saúde (MS) que divulgou esta semana estudo sobre o assunto. Setembro é o mês dedicado à prevenção do suicídio. Segundo especialistas, a pessoa com tendência suicida dá sinais que irá cometer o ato, mas que nem sempre são percebidos por familiares e amigos. Segundo a pesquisa “Perfil Epidemiológico das Tentativas e Óbitos por Suicídio”, da Vigilância Epidemiológica do MS, entre 2011 e 2015, a taxa de mortalidade por suicídio entre os homens sergipanos foi de 10,1 a 12,8 para cada 100 mil habitantes. Já entre as mulheres, esse índice caiu para 2,1 a 2,6 por 100 mil habitantes. O índice levantado na pesquisa entre o público masculino é muito elevado. Para se ter uma ideia, considerando-se a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1993, o Brasil apresenta um nível médio de taxa de mortalidade por suicídio (entre 5 e 15/100 mil hab) no sexo masculino.

PRIORIDADE

Para o governador do Estado e candidato à reeleição pelo PSD, Belivaldo Chagas, o fato de o Governo de Sergipe ainda pagar, atualmente, os salários de 30% dos servidores públicos até o 11º dia do mês subsequente ao trabalhado, não é por descompromisso da sua gestão com o funcionalismo. Ao destacar não fazer promessas inexequíveis, por não ser “santo milagreiro nem falso profeta”, alfinetando assim a sua oposição, o governador, e candidato à reeleição, afirmou que o trabalho que a SEFAZ tem executado nos últimos meses lhe permite admitir a possibilidade de encerrar o ano com toda folha de pagamento paga dentro do mês.

SOMESE

A Sociedade Médica de Sergipe (Somese) recebeu o candidato ao Governo do Estado, Eduardo Amorim (PSDB), que apresentou suas propostas para mudar a realidade da Saúde Pública em Sergipe. “O nosso governo será o governo da Saúde. Por formação médica e por formação cristã, não posso ficar passivo diante deste quadro. Vamos investir todos os recursos da Saúde na melhoria dos serviços ofertados à população. Com transparência, ética e responsabilidade poderemos devolver a dignidade perdida pelos sergipanos”, ressaltou o candidato.

SABATINA

De 11 a 13 de setembro, a Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, realizará uma sabatina com os candidatos ao cargo de governador do Estado. O objetivo da OAB é promover a apresentação das propostas de governo para sociedade. A sabatina terá início na próxima terça-feira, 11, e acontecerá no plenário da OAB/SE, localizado na Av. Ivo do Prado, nº 1072, bairro São José. A disposição do tempo de cada candidato funcionará da seguinte forma: 15 minutos de exposição inicial, cinco minutos para respostas e mais 15 minutos para conclusão.

Confira o cronograma da sabatina:

Dia 11

Das 14h30 às 15h30 – Eduardo Amorim

Das 16h00 às 17h00 – Milton Andrade

Das 17h30 às 18h30 – Gilvani  Alves dos Santos

Dia 12

Das 14h30 às 15h30 – Valadares Filho

Das 16h às 17h – Dr. Emerson

Das 17h30 às 18h30 – Mendonça Prado

Dia 13

Das 14h30 às 15h30 – Márcio Souza

Das 16h00 às 17h00 – João Tarantella

Das 17h30 às 18h30 – Belivaldo Chagas

ARMAÇÂO

O candidato ao Senado pelo PRB, pastor Heleno Silva, vai à Corregedoria de Polícia na segunda-feira (10), para denunciar – e prestar queixa – contra policiais do Batalhão de Choque que prenderam Gladyson de Oliveira Costa, na tarde desta quinta-feira (06), sob argumento de que ele usava um cartão corporativo do ITPS e dissera que pertencia a Heleno Silva e lhe foi entregue por seu tio identificado pelo nome de Edenilson. Mais tarde, pelo Twitter, Heleno desabafou dizendo saber de onde tinha partido o que chama de "acusação infundada com objetivo político". Confira o que postou Heleno:

Heleno Silva‏ @PastorHeleno10

FALSA DENÚNCIA: eu já sei de onde partiu a acusação infundada contra mim com o objetivo, puramente político. A pessoa não usou o cartão e tem comprovante do pagamento do abastecimento que fez. Fizeram uma armação na tentativa de prejudicar a minha candidatura. #SenadorHeleno

AGRESSÂO

Um policial militar que acompanhava o desfile de Sete de Setembro, ao lado do vereador de Aracaju, Cabo Amintas, foi alvo de agressão física praticada por um homem com identidade ainda não divulgada. Segundo informações de testemunhas, o agressor teria se aproximado do policial e o atingido com um soco no rosto. Após o ato, o indivíduo tentou fugir, mas foi capturado por outros policiais que visualizaram a agressão. Junto com o agressor, as forças de seguranças encontraram um punhal. Ele foi preso e encaminhado à Delegacia Plantonista.

NOTA DA CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) comunica que decidiu se retirar da 24ª edição do Grito dos Excluídos, no início do ato que ocorreu nesse dia 7 de Setembro, na Praça Fausto Cardoso, antes da caminhada. Os dirigentes sindicais da CUT tomaram essa decisão apesar da central ter contribuído com a organização do Grito neste ano, assim como fez nos últimos 23 anos de realização do desfile de protesto que acontece todos os anos no dia em que se celebra o Dia da Independência.

Nas reuniões prévias ao protesto deste ano, uma parcela da comissão organizadora do Grito dos Excluídos não queria que os participantes usassem as camisas de suas entidades e defendia que todos usassem camisas brancas. A orientação inédita causou estranhamento entre os sindicatos e movimentos sociais que – também na condição de organizadores – conseguiram manter o uso das camisas.

Outro ponto de discordância que surgiu durante a organização do Grito de 2018 foi quanto à decisão de colocar um único carro de som na avenida. Tal posicionamento prejudicou a pluralidade do ato construído, em sua estrutura e mobilização, por todas as organizações que ali estavam: arquidiocese, paroquiais, terreiros, movimentos populares e movimento sindical, também.

Por último, na manhã deste 7 de Setembro, no início ato, sem nenhum diálogo, as bandeiras da CUT que estavam afixadas no carro de som foram retiradas e jogadas ao chão, após ordem de parte da organização. É redundante que no Grito dos Excluídos tenha sido excluído o principal símbolo da central.

Os dirigentes sindicais filiados à central que estavam presentes avaliaram a atitude de parte da comissão organizadora como desrespeitosa com a entidade que constrói o Grito desde a criação em Sergipe.

Mesmo concordando que o ato não poderia se transformar num palanque eleitoral – que era a preocupação da organização, principalmente da Igreja Católica – a CUT entende que era imprescindível dar o recado aos políticos e autoridades que promovem a exclusão da maioria do povo sergipano. Cobrar dos governantes as promessas não cumpridas. Principalmente em ano eleitoral isso precisa ser feito. A CUT avalia que se os trabalhadores não tiverem liberdade para dar o seu recado não adianta ocuparem as ruas no dia que deveria ser de Independência.

A conjuntura também exige das organizações sociais que têm compromisso com os povos excluídos, referência às injustiças cometidas contra Lula, a maior liderança política brasileira, reconhecido em todo o mundo por ter sido quem mais retirou pobres deste país daj miséria. Hoje Lula é um preso político, odiado pelas elites que o encarceram porque querem perpetuar uma democracia de mentira, com a manutenção dos privilégios e desigualdade social que favorece a minoria.

Por conta de tais episódios desrespeitosos que limitam a manifestação do Grito, a CUT se retirou. O momento urge a tomada de posição e, no entender da CUT, o formato do ato neste ano não deu conta dos desafios que estão postos.

Por fim, a CUT comunica que, se no próximo ano o formato for outro, vai continuar participando da construção do Grito dos Excluídos. No entanto, se este formato se mantiver, a central vai levar o grito dos trabalhadores que representa, para o 7 de Setembro, de forma independente.

 

 

 

 




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