17/09/2018 as 13:08

Do livro do dr. Sousa

Ponto de Vista, Por Ivan Valença

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Reprodução/Jornal Notícias).<?php echo $paginatitulo ?>

Se você por algum motivo não pode ir ao lançamento do livro “Entre Linhas da Minha Vida”, da autoria do médico Dr. Antônio Carlos Sobral Sousa, o célebre Dr. Sousa, ocorrido na semana anterior, você pode adquirí-lo em qualquer livraria da cidade. É bem verdade que já não há muitas livrarias na cidade, mas você procurando ainda acha alguma. Vale a busca, pois o livro do dr. Sousa  é uma delícia para o leitor que tem boas lembranças da Aracaju dos anos 60 em diante.

No primeiro capítulo, o dr. Sousa faz uma reconstituição de uma Aracaju que não vai voltar mais. São dados preciosos que o autor entrega aos leitores cercado com muita poesia e recordações sublimes da época em que morava, com os pais na Travessa Benjamin Constant , no centro da cidade, em frente e ao lado direito do Palácio do Governo.

“A poucos metros da casa onde morava o menino Sousa e a família, localizava-se o imponente Cine Palace, o mais luxuoso de Aracaju, dotado de ar refrigerado e poltronas confortáveis, as fachadas externas e as paredes laterais do interior do prédio era graciosamente decorados com as pinturas do artista plástico Jenner Augusto e havia uma marquise em frente do prédio, insuficiente  para eventualmente abrigar da chuva as longas filas que se formavam por adultos e jovens, tanto para adquirir bilhetes (do lado esquerdo) como para ter acesso ao salão de projeção (do lado direito). O movimento no hall de entrada era frenético, sobretudo  nos dias de domingo e friados. A bilheteria, estrategicamente localizadoo no lado esquerdo da entrada, se comunicava, também, com a parte externa do prédio, por meio de uma pequena janela, por onde se poderia adquirir, antecipadamente, ingressoso para as sessões: em várias ocasiões usei deste expediente, a pedido de meus pais. Recordo de ter comprado para eles, bilhetes para sucessos cinematográficos tais como “Girassóis da Rússia”, “Doutor Jivago” , “Django”, “Candelabro Italiano”, dentre outros.  Antes de se iniciar o filme, na parte de traillers, era comum a exibição de resumos de partidas de times cariocas no ”Canal 100”, sempre em preto e branco, com uma vinheta característica, mostrava detalhes, muitas vezes, em câmara lenta, das jogadas magistrais dos craques daquela época. Ainda me lembro da película referente à final do campeonato carioca de 1968, quando o meu Botafogo, comandado por Gerson, Jairzinho, Roberto Miranda e companhia, derrotou o Vasco da Gama por 4 a 0”..




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