10/10/2018 as 05:58

Extrema pobreza: Sergipe dobrou seus números

Sergipe viu mais do que dobrar o número de famílias vivendo na miséria

Política Online

Política
Por Junior Valadares
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O  governador de Sergipe, que será eleito no próximo dia 28 de outubro já tem o principal problema para enfrentar. A extrema pobreza cresceu em todo o país durante a crise, de 2014 a 2017, mas foi na região historicamente mais carente, o Nordeste, em que essa piora se deu de forma mais intensa. A Bahia, Piauí e Sergipe viram dobrar ou quase dobrar o número de famílias vivendo na miséria. Levantamento da consultoria Tendências, obtido pelo Valor, demonstra que, das 27 unidades da federação, 25 tiveram piora da miséria entre 2014 e 2017. Nove Estados atingiram um nível recorde no ano passado. Na média nacional, a pobreza extrema avançou de 3,2% em 2014 para 4,8% em 2017, maior patamar em pelo menos sete anos, conforme dados da consultoria. São consideradas em situação de extrema pobreza as famílias com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 85 no ano passado. Esse foi o critério da consultoria, baseado no Plano Brasil Sem Miséria, definido por decreto em 2016 - referência do Bolsa Família.

Além do Maranhão e da Bahia, Sergipe chamou atenção por ter também mais do que dobrado o percentual de famílias vivendo na pobreza extrema - de 4,1% em 2014 para 8,9% no ano passado, saltando da 13ª para a sexta posição do ranking. Haddad liderou a votação nesses três Estados nordestinos, com mais de 50% dos votos válidos. A piora acentuada no Nordeste também foi explicada pelo fim de um ciclo de investimentos e direcionamento de recursos públicos para a região. Com a crise fiscal do país, o Nordeste passou a receber menos estímulos estatais, como as grandes obras de infra estrutura, de refinarias a estaleiro. Existe portanto, uma "ressaca" econômica local. O certo é que o próximo governador terá um desafio enorme a enfrentar, o blá, blá, blá das campanhas políticas não irá resolver o problema. Famílias vivendo na pobreza extrema merecem muito mais do que discurso, e o homem que vai assumir o comando do governo do estado nos próximos quatro anos precisa combater esta chaga na sociedade sergipana

ROGÉRIO CARVALHO

O senador eleito por Sergipe, Rogério Carvalho (PT), criticou a divulgação de algumas pesquisas e disse que foi uma estratégia usada para tentar mudar o resultado nas urnas. ” Apesar de outras pesquisas, de outros institutos mostrarem que lidero a intenção para o segundo voto, vem uma pesquisa arbitraria para esconder a verdade”, pontuou ao se referir a pesquisa Ibope divulgada um dia antes das eleições. Rogério também usou as redes sociais para agradecer aos 300.247 votos. “O momento agora é de gratidão. Foram muitos obstáculos. Mas nossa luta e a nossa força trouxeram resultado. Muito obrigado a todos que votaram por um projeto de Sergipe com voz ativa no Senado, a militância que sempre esteve presente conosco e a toda a equipe que fez esse momento possível, podem ter a certeza de que eu serei a voz dos sergipanos no Senado”, afirmou.

CLAÚSULA DE DESEMPENHO

A partir de 2019, apenas 21 dos 35 partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderão continuar recebendo uma fatia do fundo partidário – reserva financeira usada para o custeio dos partidos políticos que soma neste ano R$ 888,7 milhões. A exclusão de 14 partidos se deve ao fato de essas legendas não terem cumprido, na eleição deste ano para a Câmara dos Deputados, o que determina a chamada cláusula de desempenho, que está prevista na Emenda Constitucional 97.  Segundo a cláusula de desempenho, perderão direito ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV no período de 2019 a 2023 partidos que não alcançaram, em 2018, uma bancada de pelo menos 9 deputados de 9 estados ou um desempenho mínimo nas urnas – 1,5% dos votos válidos para deputado federal (1.475.085 votos), distribuídos em pelo menos 9 estados e com, ao menos, 1% de votos em cada um deles. Por essa regra, deixarão de contar com os benefícios: Rede, Patriota, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU, PTC.

NEM UM, NEM OUTRO

O deputado federal André Moura (PSC), candidato derrotado ao Senado Federal, disse nesta terça-feira (09), que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos ao Governo nesse segundo turno, mas já está conversando com lideranças, em Sergipe, para que ajam de acordo com suas consciências e passem a apoiar quem considerar melhor para administrar Sergipe. André Moura disse que “cada um deve fazer uma análise da situação política, refletir bem e apoiar pelo que manda sua consciência e tendência política”. A Direção Nacional do seu partido, reunida na noite desta terça-feira, decidiu que vai apoiar Jair Bolsonaro (PSL) a presidente da República neste segundo turno e que será seu candidato. Disse que passará o final de semana com a família em Sergipe, mas já na segunda-feira estará em Brasília para uma reunião de pauta com lideranças do Congresso, a fim de definir o que será votado até o final do ano.

MACHUCADO

O senador Eduardo Amorim (PSDB), candidato derrotado ao Governo do Estado disse que foi vítima das pesquisas maldosas e direcionadas que terminaram levando-o a um resultado final “que todo Sergipe assistiu”. Eduardo disse ainda, que “se não fosse as pesquisas – refere-se a do Ibope e a da Dataform – o quadro seria diferente, disse Eduardo, perguntando: “a nossa democracia é suficientemente madura para acreditar em pesquisas?” Amorim disse ainda que ocorreram problemas internos em seu grupo, mas preferiu não revelar, alertando apenas que não foi por sua culpa. Sobre o apoio do seu grupo no segundo turno, o senador Eduardo Amorim disse que vai ter uma reunião com lideranças e prefeitos do bloco, na sexta-feira (12) para tomar um posicionamento e anunciá-lo oficialmente. “Estou machucado com o resultado do pleito, mas fisicamente estou inteiro para olhar por Sergipe.

PSDB

O esfacelamento do PSDB ficou evidente na reunião da direção nacional da sigla, nesta terça (9), em Brasília. Num episódio atípico para seu perfil, Geraldo Alckmin, presidente do partido, chamou João Doria (PSDB), candidato da sigla ao governo de São Paulo, de "traidor". Doria participa do encontro e houve debate. Um dos integrantes da sigla que relatou a discussão diz que o presidenciável ainda teria justificado: "Eu não sou falso". O contexto das declarações ainda não está claro. Alckmin foi o responsável pela ascensão de Doria dentro do PSDB. O presidenciável tucano comprou uma briga interna pesada para lançar o então aliado à Prefeitura de São Paulo, em 2016.

NORDESTE

Fator decisivo para levar a eleição presidencial para o segundo turno, que será realizado em 28 de outubro, o Nordeste recebe pouca atenção nos planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).  No plano de governo de Haddad, a palavra "Nordeste" aparece uma única vez no parágrafo que discorre sobre o Plano Nacional de Redução de Homicídios. De acordo com o texto, boa parte das ocorrências de homicídios no País - que supera a marca de 63,8 mil por ano - acontecem nas capitais do Nordeste e do Norte, especialmente com uso de arma de fogo. O projeto pretende uma "redução expressa" no número de mortes violentas no Brasil.  Já o plano de governo de Bolsonaro cita a região como uma "potência energética" ao apresentar soluções para os problemas de energia do Brasil. "Com sol, vento e mão de obra, o Nordeste pode se tornar a base de uma nova matriz energética limpa, renovável e democrática", diz o texto.

 

 

 

 




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