26/10/2018 as 05:33

Mais um debate da porrada

Belivaldo e Valadares perderam uma grande oportunidade de discutir os problemas e soluções que Sergipe precisa para sair da crise

Política Online

Política
Por Junior Valadares
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Mais um debate, desta vez o da TV Sergipe, e proposta para governar Sergipe está igual ao que Cesar Cielo faz, nada. Os dois candidatos sobreviventes na disputa Belivaldo Chagas (PSD) e Valadares Filho (PSB) se engalfinharam durante cerca de 1h 30 na noite desta quinta-feira (25) do debate na TV Sergipe. Era,  para os candidatos terem aproveitado a oportunidade e discutirem temas importantes para a sociedade sergipana como saúde, educação, geração de empregos, meio ambiente, segurança pública, drogas, corrupção e funcionalismo público. O debate foi mediado pela jornalista Suzane Vidal, sendo realizado nos estúdios da emissora e dividido em quatro blocos. O primeiro e o terceiro com perguntas de temas livres, o segundo e o quarto com temas determinados por sorteio na hora do debate pela mediadora. Ainda no quarto bloco eles realizaram as considerações finais. Os candidatos tiveram 30 segundos para formular as perguntas, um minuto e 30 segundos para as respostas, um minuto para réplica e um minuto para tréplica. No quarto bloco, cada candidato teve um minuto e 30 segundos para fazer as considerações. Para a realização do debate, a TV Sergipe seguiu as regras estabelecidas entre a emissora e os candidatos de acordo com a legislação eleitoral vigente.

Belivaldo e Valadares perderam uma grande oportunidade de discutir os problemas e soluções que Sergipe precisa para sair da crise. Engessados por seus marqueteiros,  o que imperou no debate foi uma troca de acusações e farpas, que  de nada contribui com o estado. Ontem foi a noite das aposentadorias, enquanto Belivaldo discutia sobre a aposentadoria do senador Valadares (PSB) que recebe duas aposentadorias, o seu oponente Valadares Filho dizia que Belivaldo também é um grande marajá, recebendo do poder publico também  duas aposentadorias a que tem direito, “sem nunca ter trabalhado ou assinado uma petição na defensoria publica do estado”. Nas conclusões finais eles disseram o porque estavam ali e não deixaram de pedir aos eleitores sergipanos o voto de confiança para exercer o cargo de governador do estado nos próximos quatro anos. Belivaldo disse que “graças a Deus estamos concluindo esta segunda fase, esse segundo turno. Fomos vitoriosos no primeiro turno e quero agradecer a você que me deu a oportunidade de participar do segundo turno. E na certeza de que também estarei no primeiro lugar no resultado final, no próximo domingo". A verdade está no nosso lado e o nosso nome é trabalho. Belivaldo, governador 55”. Já Valadares Filho disse que queria “conversar com você que está nos assistindo. Nesse momento, eu peço uma oportunidade. Uma chance para fazer diferente. Diferente de Jackson e Belivaldo, que nós conhecemos, se eles permanecessem mais quatro anos seria esse caos na saúde, na segurança, na educação, na geração de emprego, que nós conhecemos. Mas eles não vão continuar no governo. Um sopro de mudança está chegando em Sergipe e eu peço essa oportunidade a vocês. Para, como eu disse, fazer diferente dos outros. Fazer bem feito, um governo independente. Mude vote 40! e vamos a vitória". E assim foi embora mais uma oportunidade de se discutir Sergipe, uma pena.

PAU A PAU

O instituto RealTime Big Data divulgou as pesquisas de intenções de votos para o governo dos Estados do Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe. Confira os números:

Belivaldo Chagas (PSD): 55%
Valadares Filho (PSB): 45%

Encomendada pela Record TV, a pesquisa ouviu 1.500 eleitores do Sergipe nos dias 17 e 18 de outubro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números: SE-06389/2018 e BR-03718/2018.

PAU A PAU II

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (25) o resultado da mais recente pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Confira os números:

Jair Bolsonaro 56%

Fernando Haddad 44%

A pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, foram entrevistados 9.173 eleitores em 341 municípios, foi realizada entre os dias 24 e 25 de outubro e foi registrada no TSE sob o n. BR-05743/2018 o nível de confiança é de 95%, a pesquisa foi contratada pela TV Globo e Folha de São Paulo e o nível de confiança de 95%.

OIA

A coligação  “Um Novo Governo para Nossa Gente” que tem como candidato o deputado federal Valadares Filho (PSB), alertou ontem aos sergipanos para a suposta  divulgação de título de uma matéria diferente da realidade. A matéria trouxe a notícia da tentativa de André Moura, após a derrota para o Senado, em fazer parte de uma possível administração de Belivaldo, captando prefeituras em troca de secretaria. Após contato de Belivaldo Chagas com a revista, o colunista atualizou a nota, como sempre acontece no jornalismo sério, acrescentando a versão do citado, que nega conversas com André Moura sobre apoio. Diante do ocorrido, a coligação solicitou  a mudança do título de forma a retratar o que houve de verdade.

COM A GOTA

Na manhã desta quinta-feira, 25, o vereador e líder da oposição Cabo Amintas (PTB)  demonstrou mais uma vez  sua indignação a respeito da falta de pagamento aos músicos sergipanos que tocaram no Forró Caju.  “No dia de hoje eu solicitei que os músicos fossem ouvidos nessa Tribuna porque o caos é total! São músicos endividados, em depressão, tocaram e não receberam. É muito fácil dizer que vai fazer festa! Já tá anunciando o Réveillon sem pagar o Forró!”. Em seguida, Amintas desabafou, criticando a máxima de que a Câmara Municipal é “a casa do povo”. “Senhores, nós precisamos dar uma solução para os músicos sergipanos. ‘Essa é casa do povo’, pelo menos é isso que alguns pregam, e a gente sabe que isso é uma mentira. Isso é uma casa de negociações. É a casa em que alguns vêm dar um espetáculo, vêm mentir pra população. Nós não concordamos com isso!”, disse o líder.  Eitxa Foguinho Zabumbeiro da gota.

PRONUNCIAMENTO

A exemplo do que ocorreu no último 6 de outubro, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, fará um pronunciamento no próximo sábado (27), véspera do segundo turno das eleições, em cadeia nacional de rádio e televisão. O pronunciamento irá ao ar às 20h. Ela deve falar por cerca de três minutos. Tradicionalmente, os presidentes do TSE se pronunciam um dia antes do pleito. Na véspera do primeiro turno, Rosa Weber, destacou no pronunciamento a importância das votações e a participação das pessoas, elogiou o princípio da tolerância e reafirmou a segurança das urnas eletrônicas. Ela afirmou que seu desejo era que retornassem "ao dicionário da nossa vida cívica palavras como diálogo e tolerância”. Também recomendou que cada eleitor escolha por si seus candidatos.

FAZ DE CONTAS

A deputada eleita Valdiná Almeida, esposa do prefeito do Faz de Contas Diógenes Almeida de Tobias Barreto, teve mais uma representação indeferida pela justiça eleitoral de Sergipe, na ação a então candidata processa o Portal Sergipano e o radialista Juliano Góis. A autora alega que o profissional e o referido veículo de comunicação cometeram crimes eleitorais em seu desfavor.  No julgamento da ação de Número: 0601402-38.2018.6.25.0000, o desembargador Roberto Eugênio da Fonseca Porto, decidiu no dia 21/10/2018, pelo indeferimento do processo. No dia 29 de Setembro de 2018, a ação de Número: 0601380-77.2018.6.25.0000, promovida por Diná Almeida, contra o Portal Sergipano, a Tobias Barreto Fm e o Radialista Juliano Góis também foi indeferida pela justiça. Na decisão o desembargador destacou que: A liberdade de expressão, sobretudo acerca de política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo dos discursos verbais ou escritos, bem assim de comentários e opiniões lançados sob as mais variadas formas de comunicação social, respeitando-se, por óbvio, os direitos e reputação das pessoas e ainda as questões atinentes à segurança nacional, a ordem e a moral pública. Dessa forma, atuaram os Representados dentro dos limites constitucionais e legais traçados à espécie, em ordem a não ensejar o direito de resposta clamado. 




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