10/11/2018 as 18:00

Exclusiva do Alô: confira entrevista com Júnior Valadares sobre a nova atração do Alô

O novo espaço na Coluna Política Online estreia neste domingo (11), e vai tratar dos assuntos políticos de uma forma muito mais descontraída

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O colunismo político é um dos gêneros informativos mais tradicionais do jornalismo. De fundamental importância para a opinião púlblica por trazer ao leitor informações dos bastidores do cenário político, que muitas vezes não são acessíveis aos profissionais de comunicação que praticam o jornalismo factual, este tipo de conteúdo informativo conseguiu se adaptar às mudanças tecnológicas que também alteraram a forma de produção do jornalismo e continua sendo um dos materiais mais buscados por aqueles que buscam estar atualizados sobre os principais fatos polítcos de uma cidade, estado ou país.

Coluna de grande destaque na opinião pública sergipana, por justamente veicular informações capitais a respeito da cena política do estado, Polítia Online, escrita de segunda a sábado, por Júnior Valadares, no Portal Alô News, vai a partir deste domingo (11) escrever um novo capítulo do colunismo político em Sergipe.

É que a coluna vai ganhar um novo espaço, no qual a vida política será contada de uma forma muito mais divertida, engraçada e atraente. Isso mesmo, agora todo domingo você irá poder acompanhar as "Pitadas de Sacanagem", também escritas pelo irreverente Júnior Valadares, que promete te fazer dar boas gargalhadas e ficar muito bem informado ao mesmo tempo, a partir de notas curtas, objetivas, com boas sacadas, e que, acima de tudo, não irão deixar de prezar pelo princípio fundamental do jornalismo: a informçação baseada nos fatos e no interesse público.

Pra entender melhor como irá funionar este novo espaço na coluna, e de onde surgiu essa ideia, o Portal Alô News conversou com o próprio colunista Júnior Valadares, que com muito bom humor e de modo espirituoso vai explicar as peculiaridades das "Pitadas de Sacanagem". Confira o bate-papo a seguir:

Portal Alô News: (A.N.): De onde surgiu a ideia de criar a coluna ‘Pitadas de Sacanagem’? Qual será o conteúdo dela?

Júnior Valadares: (J.V.): A gente vai, com as pitadas de sacanagem e gozação, contar as histórias da política que ocorreram ao longo da semana no estado. Eu penso em colocar dez pitadas, que serão textos curtos, que os internautas realmente leem colocando na medida do possível o que é hilário e sacana. Por exemplo, todos os mensurados nas notas terão apelidos; do  governador Belivaldo Chagas ao funcionário do mais baixo escalão que trabalha com política em Sergipe. Então, não irei tratar ninguém pelo seu próprio nome; o Governador Belivaldo, inclusive, vai ser o P.G., o ‘Pescoço Grosso’; já o senador Valadares, o ‘Ferida Braba’, e se filho, o deputado federal Valadares Filho será o ‘Vavá-Mirim’.

(A.N.): O que, em termos opinativos, o seu público do Política Online vai poder conferir de diferente neste novo espaço?

(J.V.): Esse será um espaço muito mais hilário. No Política Online, desenvolvemos com muita seriedade textos todos os dias referentes aos fatos e acontecimentos políticos de Sergipe e no Brasil. É uma coisa mais voltada para o factual. Não que o Pitadas de Sacanagem também não se baseie nos fatos verídicos da política, mas iremos dar uma outra conotação. Veja mais um exemplo, o senador eleito Alessandro Vieira recebeu o apelido de ‘Zangado', porque para arrancar um sorriso dele é a coisa mais difícil do mundo. A ideia de criar o Pitadas de Sacanagem surgiu de uma conversa minha com um marqueteiro da Bahia. Nós conversamos interessante trazer uma outra visão da política, totalmente diferente do Política Online, que trata da política com a seriedade necessária de uma coluna diária. Depois das mídias sociais, a política mudou e a gente irá tentar fazer esse espaço novo. Acredito até que com ela, nós iremos bater recordes de acesso no próprio site. Me lembro que uma vez, quando anunciei que o Carlos Ayres Britto seria candidato à presidência da República para mandato tampão, eu cheguei a ter 80.000 acessos. Então, eu sei que é difícil chegar novamente a este número, mas espero que com as Pitadas eu chegue a cerca de 15 a 25 mil visualizações, pois serão tópicos curtos nos quais falamos sobre pessoas, na base da sacanagem e da gozação.

(A.N.): Em geral, os articulistas de política possuem um estilo textual muito formal ou literário. Você, no entanto, sempre gostou de seguir uma linha de escrita mais descontraída. O que te levou a imprimir esta característica nos seus textos?

(J.V.): As mídias sociais. Não adianta hoje a gente querer fazer pessoas comerem o que a gente quer servir; elas só comem o que querem. Não adianta fazer uma coluna formal, em que a gente não busque se identificar com o público leitor. Há dez anos atrás quem pensaria em usar a linguagem que estou propondo aqui, em um portal de notícias? Um palavrão em formato de siglas, por exemplo. Hoje, é bastante normal os articulistas políticos se utilizarem disso, a não ser os mais antigos, como uma pessoa que eu respeito muito e inclusive também escreve no Portal Alô News é Ivan Valença, ele tem uma linguagem formal,, mas saca muito bem como se identificar com o público dele. E não que eu queira ter um público diferente do dele. Quem é que não quer escrever para o público de Ivan Valença? Eu quero também! E aliás quero que ele leia as Pitadas de Sacanagem; mas eu quero ser menos formal. Pretendo faze, com essa coluna, que Chico, lá do Bugio entenda o que está acontecendo na política. Além disso, todos os apelidos que eu mensurar serão identificados em uma espécie de glossário, no final da coluna. Por exemplo, se eu colocar lá ‘Meu Garoto’, eu vou esclarecer lá que esse apelido se refere ao genro de Belivaldo Chagas, o José Carlos Felizola, que vai ser candidato a prefeito de Simão Dias, e hoje, é o chefe da Casa Civil, então, reforçando, todo mundo vai ter um apelido.

(A.N.): Com esse estilo menos convencional, e de certo modo, jocoso, você não tem receio de acabar ofendendo alguém ou de algum político, por exemplo, não gostar de alguma brincadeira que você fez no seu texto? Isso já lhe causou algum tipo de problema?

(J.V.): Não, agora quem quiser, que se chateie. Para mim não tem problema nenhum. Onde é que pode ir? Na Justiça, né? Recentemente, o Supremo Tribunal Federal julgou uma ação, na qual foi liberada a pilhéria, ou seja, a gozação. Então, não tem porque. Não estou ofendendo a dignidade de ninguém, nem denegrindo a imagem de ninguém. Só construo a informação com um pouquinho de sacanagem. Eu vou constatar o fato na gozação; ao invés de dizer que “ao ganhar a eleição BeliIvaldo Chagas ganhou uma procuração do povo sergipano para administrar o estado”; vou falar que “Pescoço Grosso ganhou uma procuração que lhe permite fazer o que quiser no Governo de Sergipe.” Outro assunto que vou abordar, e que vai deixar muita gente puto é sobre os Vaváminions, os assessores do deputado federal Valadares Filho que há doze anos estão pendurados nas tetas do parlamentar. A partir do dia 31 de janeiro, eles vão perder essas assessorias. Eu soube que um deles já foi até na Câmara Municipal de Aracaju entregar o currículo ao presidente da casa, Nitinho Vitale, este prestes a receber um apelido, e ao verificar que o currículo era de 12 anos atrás, o vereador o mandou atualizá-lo.

(A.N.): Como espera que será a reação do público, ao lançamento deste novo espaço que irá falar sobre política a partir de uma linguagem mais divertida?

(J.V.): Com certeza, não vai ter quem não dê risada. Conversando com o marqueteiro que me deu a sugestão de criar esse espaço na coluna, ele me deu dicas de apelidos para morrer de rir, ou seja, ele é tão meu amigo que está se dedicando a me ajudar a apelidar os políticos. Por exemplo, Valmir de Francisquinho será o ‘Homem do Muuuu’, por estar envolvido no caso de cobrança indevida de tributos em matadouros; já o Vereador Bittencourt, líder do prefeito na Câmara de Aracaju é o ‘Bom Samaritano’, o deputado Fábio Mitidieri será chamado de ‘Tudo Nosso’, e Rogério Carvalho, de ‘Ingrato’. A gente vai fazer essa coluna de um jeito diferente do Política Online, vamos descrever o fato em uma linguagem de internet bem curta, onde em três linhas, se lê uma informação. Espero escrevê-la com cerca de dez tópicos.

(A.N.): A coluna também abordará questões do âmbito nacional?

(J.V.): Também, inclusive estava pensando em criar um apelido para o presidente eleito, Bolsonaro. Chamo ele de Boso, mas vou buscar algo mais hilário para ele, e já notei que ele aguenta as brincadeiras. Vou lhe dar mais exemplo, o deputado federal André Moura recebeu o apelido de ‘Bilhão e Meio’, por ter trazido essa quantia para o estado durante o atual mandato na Câmara. Aliás, acredito que Sergipe perdeu um grande parlamentar.

(A.N.): Falando um pouco agora sobre o resultado das eleições, o que a vitória de Belivaldo Chagas na disputa para governador, a quarta seguida de um mesmo grupo político para o cargo, significa no cenário político sergipano?

(J.V.): Que o povo sergipano quer continuidade, não quis mudança. O povo sergipano apostou e continua apostando no projeto concebido pelo saudoso Marcelo Déda, que apesar de ter sido, ao meu ver, um governador que não conseguiu trazer grandes obras estruturantes, foi um governador que conseguiu mover montanhas no campo político, ao conseguir juntar no mesmo palanque figuras como Eduardo Amorim, Jackson Barreto e Antônio Carlos Valadares, ou seja, figuras antagônicas da política e que juntaram todos no mesmo ideal que o elegeu em 2010 contra João Alves Filho. Nesse cenário sem Marcelo Déda, que deixou uma lacuna muito grande no estado, e sem João Alves Filho, que sofre de uma doença que compromete suas faculdades mentais, o povo decidiu apostar na continuidade do projeto do petista, concebido há 16 anos atrás, por isso que acho que esse foi o grande vitorioso do pleito atual, hoje capitaneado pelo governador reeleito Belivaldo Chagas, que quando foi vice de Déda no seu primeiro mandato, recebia dele os maiores elogios e deferências pelas atitudes que tomava no cargo, quando era necessário assumir a posição.

(A.N.): E quanto a Jair Bolsonaro, eleito presidente da República, acredita que ele irá responder bem às expectativas da população, que lhe elegeu com base em temas como a diminuição da corrupção na administração pública e da violência?

(J.V.): É uma interrogação. O cara é uma figura; a gente está em um momento maravilhoso para discutir isso, pois ele chega sem um compromisso político, chega legitimado por um partido pequeno que se transformou em grande partido por causa dele. Então, hoje nós temos duas opções, não iremos ficar no meio termo: ou será um “puta” de um governo ou será um governo medíocre, que irá trazer grandes problemas para a nação. Para você ter uma ideia, ele disse que vai mudar a sede da embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, e isso já criou um fato que o atual ministro das relações exteriores do Brasil iria visitar o Egito, e esse país já dispensou essa visita. Bolsonaro se alia aos Estados Unidos e à Israel. Ele está muito mais para direita do quê para a esquerda. Ele não vai fazer acordo com as repúblicas sul-americanas, pelo contrário, vai é cobrar as dívidas desses países com o Brasil. Muitas pessoas acreditam eu ele vai fazer um governo medíocre, já eu penso diferente, acho que ele vai fazer um grande governo, porque vai sem a marra. Vários estão criticando a indicação de Moro, mas acho que hoje ele é uma referência no combate à corrupção e à criminalidade. Ele já disse que não quer ser candidato a absolutamente nada, mas quer é ser um bom ministro da justiça para acabar com a corrupção e o crime organizado.

(A.N.): Acredita que, mesmo tendo apoiado o candidato derrotado, Fernando Haddad, do PT, Belivaldo Chagas conseguirá estabelecer uma relação saudável e produtiva com o futuro presidente Bolsonaro?

(J.V.): Bolsonaro já disse que não. Ele falou que quem fosse aliado dele, ele daria uma atenção prioritária, e quem não fosse ficaria em segundo plano. Portanto, acredito que não, mas pode ser que Belivaldo consiga estabelecer uma ponte com o Governo Bolsonaro. A primeira tentativa não deu certo, que foi tentada a partir do atual ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, que não ficará no Governo Federal, e será secretário da Casa Civil em São Paulo, então aí ele já perdeu um interlocutor. 

(A.N.): Para finalizar, deixe um convite ao internauta do Alô News, para que ele venha a acompanhar a estreia da coluna ‘Pitadas de Sacanagem’.    

(J.V.): Domingo, por volta das 6h30 da manhã, vocês podem ficar ligados que nós vamos estar veiculando a coluna. E pode ficar ligado, que vem muita sacanagem, muita gozação e muita verdade, porque os fatos, apesar de darmos uma linguagem diferentes, são fatos verdadeiros da vida política do estado. Então, pra você imaginar, o ex-governador Albano Franco, eu chamo ele de BamBam, e ele estará na primeira coluna, é uma figuraça, gente boa, um cara que se relaciona muito bem, que quando lhe vê aperta sua mão, e diz ”você é meu amigo!” Agora veja se Albano é amigo de alguém, não é, né! Só pra finalizar gostaria de ressaltar só mais dois apelidos, os de Milton Andrade e Emília Corrêa, que serão Emília e Pedrinho, personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo.




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