30/11/2018 as 07:21

Palocci fecha nova delação e menciona Lula e Dilma

Ao todo, foram mais de 20 depoimentos onde o ex-ministro fala de uma possível organização criminosa no governo federal

Política Online

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Por Junior Valadares
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O ex-ministro Antonio Palocci, que deixou nesta quinta-feira (29) a carceragem da Polícia Federal em Curitiba para cumprir prisão domiciliar, fechou um novo acordo de delação premiada. Sob sigilo, essa delação foi homologada no último dia 28 de outubro.   A informação foi confirmada pela equipe de reportagem da filiada da TV Globo no Paraná, RPC. A emissora apurou que Palocci deu detalhes para o processo que investiga fraudes cometidas em fundos de pensão e outros crimes contra o sistema financeiro que se relacionem com a Petrobras.  Ao todo, foram mais de 20 depoimentos onde o ex-ministro fala de uma possível organização fraudulenta no governo federal e dá detalhes da atuação supostamente criminosa dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O Partido dos Trabalhadores (PT) informou que é mentira o que Palocci relatou envolvendo os ex-presidentes Lula e Dilma. Afirma que ele estaria prestando falsas declarações para sair da prisão. A assessoria de Dilma Rousseff também classificou como mentirosas as declarações de Palocci e afirmou que ele não apresentou nenhuma prova do que disse. Também foi esse o argumento usado pela defesa de Lula e ainda afirmou que o petista não cometeu nenhum ato ilícito antes, durante ou depois de ocupar o cargo de presidente da República. Palocci que foi ministro dos dois ex-presidentes sempre esteve muito perto do poder e gozou da intimidade tanto de Lula como de Dilma, portanto deve saber demais do que acontecia nos governos petistas. Com informações da RPC de Curitiba.

BYE BYE OPOSIÇÂO

A deputada estadual eleita Janier Mota (PR) eleita com mais de vinte e cinco mil votos já sentou no colo da situação. A deputada que foi eleita por um partido ligado à oposição fará parte da bancada do governo na Assembleia Legislativa. Janier que chegou a receber convite de Eduardo Amorim (PSDB) para compor a chapa do senador como candidata a vice-governadora, contou com o apoio do senador para sua eleição. Janier é a primeira deputada eleita que cai no colo da situação, ela foi a 11ª mais votada.

EXONERADOS

A prefeita de Itabaiana, Carminha Mendonça, exonerou Adailton Souza, da secretaria de administração, Erotides de Jesus , da agricultura, Carlos Vagner, relações institucionais, o chefe de gabinete, Italo Michel e a procuradora do município Andrea Carolina, todos eles ligados ao prefeito afastado Valmir de Francisquinho. Quando tomou posse, a prefeita em exercício afirmou que não iria mexer no secretariado porque não sabia quanto tempo iria passar no mandato. “Não sabemos quanto tempo iremos administrar. Pode ser duas horas, um mês ou dois anos”. Para o lugar de Andrea Carolina, procuradora do município, a atual prefeita Carminha Mendonça nomeou Priscilla Mendonça, sua filha. Para as outras pastas, os nomes não foram divulgados.

PEZÃO

A prisão de Luiz Fernando Pezão na manha desta quinta-feira na Operação Boca de Lobo é decorrente da delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sergio Cabral, e que, após dois anos detido em Benfica, passou ao regime de prisão domiciliar na semana passada. Segundo Miranda, Pezão recebia uma mesada de R$ 150 mil mensais (em espécie), 13º salário e dois bônus de R$ 1 milhão. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Pezão recebeu cerca de R$ 25 milhões entre 2007 e 2015. Em valores atualizados, seriam R$ 39 milhões. Por ainda ser governador do Rio de Janeiro, Pezão, que foi detido na manhã no Palácio Laranjeiras, será transferido para o Batalhão Especial Prisional de Niterói (BEP). De acordo com a PGR, são nove os alvos da Operação Boca de Lobo, que, além de Pezão, mira assessores e um sobrinho. As ações são executadas pela Polícia Federal. Dos nove mandados de prisão preventivas, sete já foram cumpridos, sendo que uma das pessoas já estava presa.

INDULTO

Com maioria de 6 votos a 2 pela constitucionalidade do indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux pediu vista (mais tempo para analisar o processo) e suspendeu o julgamento indefinidamente. O decreto de Temer perdoava inclusive condenados por corrupção que tivessem cumprido um quinto (equivalente a 20%) da pena até 25 de dezembro de 2017, ponto mais controverso da medida e o que motivou o questionamento no STF pela Procuradoria-Geral da República. Embora a maioria da corte já tenha votado para validar o indulto de Temer, contrariando o relator, Luís Roberto Barroso, continua válida a decisão liminar (provisória) e individual do ministro que suspendeu trechos do decreto presidencial e excluiu de sua incidência os crimes do colarinho branco, como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e crimes em licitações.

JULGAMENTO

Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento de mais um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo estava liberado para julgamento pelo relator, ministro Edson Fachin. Fazem parte do colegiado os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Fachin e o presidente, Ricardo Lewandowski. No Habeas Corpus, os advogados de Lula argumentam que a indicação do juiz federal Sergio Moro para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro demonstra parcialidade do magistrado e também que ele agiu “politicamente”. Moro irá assumir o Ministério da Justiça em janeiro.

ENIGMÁTICO

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), publicou uma mensagem enigmática no Twitter na noite de quarta-feira (28). De acordo com ele, a morte de seu pai interessaria tanto a inimigos quanto a aliados. “A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam todo o enredo diário!”, postou. Ao contrário do irmão Eduardo, Carlos está afastado das atividades diretas de transição ao governo Bolsonaro. Especula-se que ele teria se desentendido com o Gustavo Bebianno, futuro secretário-geral da Presidência.

 

 

 

 




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