05/12/2018 as 05:29

O Bolo da Bisa de Belivaldo

Belivaldo perdeu o primeiro momento, agora é hora de rogar a Deus para que haja outro

Política Online

Política
Por Junior Valadares
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O governador Belivaldo Chagas anunciou ontem a tão propalada Reforma Administrativa que será implantada a partir de janeiro de 2019. A nova gestão do já governador, busca segundo o governo “reduzir custos administrativos e otimizar os serviços públicos” ofertados. A timidez das reformas é evidente, Belivas usou a mais antiga das receitas de bolo para tentar tirar Sergipe do buraco. Não irá funcionar; apesar de não ser o mais inteligente dos Gestores Públicos, basta olhar para as medidas propostas para saber que serão ineficazes, a comissão que trabalhou nestas reformas não pensou o estado para propor ao governador medidas macro econômicas, que realmente pudessem contribuir para que Sergipe cresça economicamente e possa melhorar seus índices no que realmente interessa a gente de nossa terra. Reduzir o tamanho da maquina é uma receita tão antiga que Belivas e sua equipe sabem que não irá influenciar na melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo estado ao seu povo, o novo governo vai precisar de muito mais, está na hora do governador reinventar o estado, ele recebeu uma procuração popular para isto. Medidas pontuais de diminuir o número de secretarias e de cargos comissionados, não irá resolver os problemas do estado.

Belivaldo agora entrou em uma cruzada diferente, busca na mídia o condão mágico para tentar explicar ao povo sergipano as suas tímidas propostas. Segundo o governador “estamos fazendo a reforma sem uma preocupação específica de quanto vamos poupar no primeiro momento. A nossa preocupação é com a eficiência, tendo eficiência, teremos o resultado financeiro. Vamos apresentar um novo quadro em cargos em comissão do Estado de Sergipe, um assunto que todo mundo fala, se interessa. Vamos diminuir 900 cargos, gerando uma economia anual de aproximadamente R$ 10 milhões. Nós temos uma folha de ativos de R$ 263 milhões e isso vai representar 1,8% da folha. E ainda há a necessidade de ter esses cargos porque temos órgãos cujos quadros são compostos por servidores cedidos, como a Adema. Não existe um quadro técnico próprio. Por isso, estamos estudando a realização de concurso para o órgão”. As medidas propostas pelo governador são mesmo tímidas, não foiram anunciadas como esperado, medidas que pudessem mexer com a cara do estado, medidas que colocassem o povo sergipano com a esperança de que teria no próximo governo um novo Sergipe, eficiente, eficaz e que pudesse proporcionar ao seu povo a melhoria da qualidade da Segurança Publica, da Educação, da Geração de Emprego e Renda, das Ações Sociais e principalmente da qualidade de vida da sua gente. 1,8 % é muito pouco para isto, Belivaldo perdeu o primeiro bonde, quem sabe pode embarcar em um segundo momento levando para o seu povo uma gestão eficiente e moderna, fica a dica.   

SEGG

Com a nova estrutura, Sergipe passará a ser o terceiro estado com menos secretarias do País, ficando atrás de Goiás e de Mato Grosso do Sul que possuem doze. A reforma prevê a extinção da Secretaria de Governo, cujas atribuições serão incorporadas à Secretaria Geral de Governo (SEGG), antiga Casa Civil, que também abarcará a Agrese e Segrase. As coordenadorias de Direitos Humanos, de Mulheres e de Igualdade Raciais, antes ligadas à Secretaria de Inclusão, passarão a ser gerenciadas pela vice-governadoria.

DESO

Belivaldo Chagas garantiu que não irá privatizar a Companhia de Saneamento de Sergipe, mas irá buscar meios de tornar a empresa mais eficiente e diminuir o desperdício de água. “Está fora de cogitação a privatização da Deso, mas precisamos melhorar a empresa. Temos bons técnicos e uma perda imensa de água. Seja por meio de Parceria Público Privada (PPP), seja por captação de recursos, vamos otimizar os serviços. Não dá para continuar como está. Vamos torná-la ágil, eficiente, para melhorar os serviços à população. O que a gente quer é enxugar e buscar a eficiência”, afirmou.

CULTURA E OUVIDORIA

As ações da Secretaria de Cultura passarão a ser desenvolvidas pela Fundação Aperipê, que se tornará a Fundação de Cultura e Arte, fortalecendo a promoção da arte, folclore, tradições e cultura sergipana. Elas estarão dentro do organograma da Educação. A Ouvidoria Geral será reestruturada com a centralização das ouvidorias em um único local. Para dar mais transparências aos atos administrativos, será criada a Secretaria de Transparência e Controle (SETC), que absorverá as demandas da atual Controladoria Geral do Estado (CGE).

SEAD E SEED

Outra medida que gerou controvérsias em Gestores Publicos consultados pela coluna foi o retorno da antiga Secretaria de Estado da Administração (Sead), que absorverá as demandas da antiga Secretaria de Planejamento, incluindo setor de recursos humanos, gerenciamento de patrimônio, compras e contratos com prestadores de serviços. A Secretaria de Educação, pasta definida como prioritária pelo governador, crescerá com a transferência dos serviços da Secretaria de Esportes e Lazer e da Secretaria da Cultura. 

PITADAS

A partir deste fim de semana a coluna que tem mexido com a classe política sergipana vai ser publicada todos os sábados. Quero agradecer aos trezentos mil acessos que as Pitadas de Sacanagem obteve em sua estreia. Continue ligado e rindo a valer com a nova mania de acessar o Alô e se deliciar com as pitadas do próximo fim de semana. O Ministério da Gozação adverte, acessar o Pitadas é bom e “avicia”.

VINTE E DOIS

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) terá 22 ministérios, sete a mais do que os 15 prometidos durante a campanha eleitoral. O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apresentou uma projeção da estrutura que será adotada na Esplanada no ano que vem. Dos atuais 29 ministérios, sete deixaram de existir: Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Trabalho, Cultura, MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Planejamento, Esporte, Integração Nacional e Cidades. Essas pastas foram fundidas com outras, caso de Justiça e Segurança Pública, e outras rebatizadas, como Transporte, que ganhou o nome de Infraestrutura. Foram criados ainda dois ministérios, como Cidadania (que unificou Desenvolvimento Social, Esporte, Cultura e parte do Trabalho) e Desenvolvimento Regional (Integração Nacional e Cidades).




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