12/12/2018 as 07:14

Belivaldo na berlinda

Denúncia do MPE e aumento de impostos podem comprometer nova administração

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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Pelo jeito começou o inferno astral do governador reeleito de Sergipe Belivaldo Chagas (PSD). Após tomar posse como governador do estado substituindo o titular do cargo, o desorganizado ex governador Jackson Barreto (MDB), Belivaldo vinha tomando medidas interessantes e que demonstravam que seu governo iria decolar, tanto foi, que quando foi feita uma das primeiras pesquisas de satisfação da população com o seu governo, o Galego já tinha uma boa aprovação diferente da do seu antecessor, que detinha mais de setenta por cento de reprovação do seu governo. Belivaldo naquele início tomou medidas duras na economia, patinou na Saúde, mas quando demitiu o ex-secretário da pasta Almeida Lima, demonstrou que poderia ter as rédeas do estado na mão. Naquele episódio, quando fiz uma pequena critica ao tempo da demissão, recebi uma saraivada de criticas do centro do poder, a “assessoria” não me perdoou. Belivaldo cresceu como governante e como candidato, saiu dos pífios oito por cento que detinha nas pesquisas de intenção de voto e decolou rumo à vitoria com mais de trezentos mil votos de diferença do segundo colocado, o deputado Valadares Filho (PSB), que amargou mais uma derrota na sua vida política. Todos no dia 29 de outubro pareciam cortejar o novo “REI”; Belivaldo tinha demonstrado nas urnas o seu cacife político, parecia não ter oposição, aliás, esta em frangalhos devido à separação dos grupos e com a derrota eleitoral, parecia não ter forças para reagir, era o cenário perfeito para o novo governador.

Mais eis que começam a surgir no horizonte do novo governo as primeiras nuvens com prenúncio de tempestade. Belivaldo após as eleições parou de governar, seu governo que chegou chegando, parou parando, após as eleições, o governo de Belivaldo parece empacar. As medidas da reforma administrativa foram tão pequenas, que com uma economia de dez milhões com a folha de pagamento o governador não vai conseguir resolver os grandes problemas do estado. A denúncia de abuso de poder feita pelo MPE, parece ser a nuvem mais carregada no horizonte do governador, confira no vídeo o que disse ontem a procuradora Eunice Dantas. O aumento de impostos proposto pelo governador, como medida para aumentar a arrecadação também não pegou bem, a receita do doente neste caso é ruim, segundo o deputado Georgeo Passos “infelizmente, mais uma vez o Governo vai dar um presente de fim de ano indigesto para a população. É preciso economizar para colocar as finanças em equilíbrio, mas eles escolheram colocar o contribuinte para pagar a conta”, e por fim a manutençao de praticamente todo o staff de JB não faz bem ao estado, Sergipe precisa de um novo oxigênio e de novas ideias, para o seu desenvolvimento. Mas nem tudo está perdido, existe um fio de esperança no ar, Belivaldo é competente, pragmático e trabalhador, com estas qualidades e uma boa equipe, pode vir a mudar a cara do estado. Tá na hora de provar que chegou chegando, governando.

DINÁ

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma ação pedindo a cassação do mandado da deputada estadual eleita Diná Almeida (PODEMOS) em virtude de abuso de poder econômico e de autoridade no pleito eleitoral deste ano.  Também são réus no caso o marido e prefeito de Tobias Barreto Diógenes Almeida (MDB), e o filho do casal, conhecido com Júnior de Diógenes. Segundo o MPE, cores e slogan da administração municipal foram associados à campanha de Diná Almeida. Há ainda uma suspeita de que recursos públicos da prefeitura tenham sido desviados para o financiamento da campanha. Caso Diná Almeida venha a ser condenada, ele perderá seu mandato e pode ficar inelegível por oito anos.

QUEBRA DE SIGILO

Após denúncia do MPE  sobre o suposto crime de abuso de poder e possíveis irregularidades na prestação de contas da campanha eleitoral da deputada estadual eleita, Diná Almeida esposa do prefeito de Tobias Barreto Diógenes Almeida, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe decidiu pela quebra do sigilo bancário de doadores nos dez dias anteriores à data da doação. A decisão foi tomada após o MPE dizer,  que “a maioria das doações se revela incompatível com o rendimento mensal líquido dos doadores e que muitos deles são servidores da prefeitura da municipalidade, sendo que boa parte deles mediante vínculo de natureza precária”, ou seja, são comissionados do município. O relator da decisão lembrou ainda que as informações bancárias são necessárias para o andamento das investigações acerca da licitude ou não da origem dos recursos que abasteceram a campanha eleitoral.

TRAÍDO

O  vereador Cabo Amintas (PTB) anunciou a decisão de antecipar a sua saída da liderança do grupo da oposição durante pronunciamento na Tribuna da Casa Legislativa. A decisão de alternar o comando da oposição, que tinha sido previamente acertada já que o bloco é composto por 4 parlamentares — Emília Corrêa (Patriota), Lucas Aribé (PSB), Elber Batalha (PSB) e o próprio Cabo Amintas — foi adiantada por causa da falta de comunicação dos vereadores Lucas Aribé e Emília Corrêa diante da Ação Popular movida por eles, que é contrária ao reajuste do transporte público de passageiros. Amintas, que também é contra o aumento abusivo das passagens, não se sentiu bem em saber da ação apenas através da imprensa. “Quando soube dessa ação, estava sentado, conversando com o amigo Bareta, quando os dois colegas entraram ao vivo na TV. Hoje é tão fácil entrar em contato… E com isso, não quero dizer que os colegas fizeram errado. Pelo contrário, fizeram certo. Só não me senti bem em saber daquela forma. Aquilo me incomodou, saber que os colegas da oposição, do bloco que eu lidero, iniciaram uma ação que eu nem sabia. E pensem no prazer que eu assinaria uma ação dessas… Eu não faço a política do ‘eu sozinho’. Não acho que eu sozinho resolvo tudo”, disse o vereador

ANIMAIS

A senadora Maria do Carmo (DEM) comemorou  a aprovação do Projeto de Lei, pelo Senado Federal, que amplia a pena para o crime de maus tratos a animais. Maria do Carmo gravou um vídeo de adesão ao PLS que foi publicado em perfis do Facebook, atingindo mais de dois milhões de acessos em apenas quatro horas de exibição.  "A sociedade brasileira demostrou que é sensível e deseja relações de mais respeito e harmonia com as demais espécies. Ganham os animais e, principalmente, nossa própria humanidade”, justificou a senadora.

BO

O prefeito afastado de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PR), acompanhado do advogado Evanio Moura, foi recebido em audiência pelo secretário de Segurança Pública, João Eloy. Valmir se colocou à disposição para prestar "qualquer esclarecimento" sobre a ameaça registrada em Boletim de Ocorrência pelos irmãos Maria Mendonça (deputada estadual) e José Teles (ex-deputado). O prefeito afastado de Itabaiana manifestou interesse em ver quebrados o seu e os sigilos telefônicos de Maria, Zé Teles e do radialista e secretário de Comunicação de Itabaiana, Alex Henrique. Em entrevista após o encontro,  Valmir disse, que considerava "hilário" e, ao mesmo tempo, ficou "perplexo", com a denúncia de que poderia estar por trás de ameaça de morte contra qualquer membro da família Teles de Mendonça.

FORO

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a extinção do foro privilegiado para autoridades, com exceção dos chefes dos três Poderes, aprovou, por unanimidade, o parecer do relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB). A proposta ainda será apreciada pelos plenários da Câmara e do Senado.  Se a medida for aprovada, o foro privilegiado ficará restrito a cinco autoridades: o presidente da República e o vice; além dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. No entanto, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto esbarra no impedimento de alterações à Constituição durante vigência da intervenção federal – em vigor, até 31 de dezembro, no Rio de Janeiro e em Roraima.  Atualmente, fazem jus ao foro por prerrogativa de função os ministros, governadores, prefeitos, chefes das Forças Armadas e todos os integrantes (em qualquer esfera de poder) do Legislativo, do Ministério Público, do Judiciário e dos tribunais de contas, que são julgados em instâncias superiores em caso de crime comum. 

 




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