19/12/2018 as 06:20

Lava Jato pede bloqueio de bens de políticos do PSB, MDB e PSDB

Valor total cobrado pela ação, entre ressarcimento, multas e danos morais, chega a R$ 3 bilhões

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Por Ewerton Júnior
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A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu, em uma ação de improbidade administrativa, o bloqueio de bens dos senadores Valdir Raupp (MDB-RO) e Fernando Bezerra (PSB-PE), do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e dos diretórios nacionais do PSB e MDB. Também foram alvos do pedido os espólios do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente do PSDB, e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que concorreu à Presidência pelo PSB. Ambos morreram em 2014. A Lava Jato pede o bloqueio provisório de pelo menos R$ 100 milhões de cada um, a fim de ressarcir a Petrobras pelos desvios. No caso do MDB, o valor é de até R$ 1,89 bilhão. O valor total cobrado pela ação, entre ressarcimento, multas e danos morais, chega a R$ 3 bilhões. A Justiça ainda não decidiu a respeito, mas já determinou o bloqueio de um precatório do estado de Alagoas à construtora Queiroz Galvão, acusada de participação no esquema. O grupo é acusado de ter participado e se beneficiado de desvios na Petrobras, por meio da cobrança de propina em contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ou do pagamento de vantagens indevidas na CPI da Petrobras, em 2009. Os fatos ainda são alvo de apuração em inquéritos e ações criminais no STF (Supremo Tribunal Federal) e na Justiça Federal. No caso de Bezerra, a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro foi rejeitada pelo Supremo na semana passada.

Em ações de improbidade administrativa, porém, não há foro privilegiado - por isso, o processo corre na Justiça Federal do Paraná. Segundo os procuradores, os senadores Raupp e Bezerra atuavam em nome do MDB e do PSB, e tiveram "atuação destacada" no esquema ao favorecer um cartel de empreiteiras na Petrobras, em troca do pagamento de propinas aos partidos. O MDB teria recebido pelo menos R$ 108 milhões em propina, e o PSB (incluindo o ex-governador Eduardo Campos), R$ 40 milhões.A ação ainda detalha pagamentos feitos ao empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, dono do jatinho em que Campos estava quando morreu num acidente aeronáutico, em agosto de 2014.Segundo o MPF, Lyra atuava como operador do pessebista, que na época disputava a Presidência."Trata-se de propinas canalizadas para a campanha de um presidenciável que, não tivesse falecido, poderia ter sido presidente do Brasil ou ocupado outra alta função pública na esfera federal", afirmou o procurador Deltan Dallagnol, para quem o fato exige uma "profunda reflexão sobre a necessidade de reformas no sistema político brasileiro". Já Guerra, que foi presidente nacional do PSDB entre 2007 e 2013, é apontado como beneficiário de propinas no âmbito da CPI da Petrobras, em 2009, em troca de que a comissão não revelasse o esquema ilícito em andamento na Petrobras. O atual deputado Eduardo da Fonte, que também é alvo da ação, é acusado de envolvimento nesse mesmo esquema -que é tema de inquérito no Supremo Tribunal Federal. Com informações da Folhapress.

DESAPROVA

Quem reapareceu ontem nos bastidores da política foi o ex-deputado federal Jerônimo Reis, pai do deputado federal reeleito Fábio Reis (MDB). Jerônimo disse que desaprova qualquer acordo existente entre Fábio e seu primeiro suplente da coligação, o dirigente nacional do PT Marcio Macêdo. Nesta semana, circulou uma informação de que Fabio iria assumir uma secretaria de estado para que seu suplente assumisse a sua vaga como deputado federal.  Jerônimo afirmou em entrevista ao radialista Narciso Machado, que  daria uma orientação enquanto pai e líder político. ”Se ele me perguntar, o direi, que não faça isso. Nossa família tem representatividade, construída durante anos e Fábio foi o nome eleito pelo povo. Além disso, temos nossas divergências com o Partido dos Trabalhadores”, finalizou.

MAIS UMA

Em decorrência da decisão do TSE, que julgou improcedente os embargos que pediam a revisão da decisão de indeferimento do seu registro de candidatura para as eleições de 2018, onde foi vitorioso com quase 34 mil votos, o deputado Luciano Bispo informa que mantém sua confiança na conquista do seu direito de exercer a próxima legislatura e já orientou seus advogados a ingressarem com os recursos necessários a fim de garantir a soberania popular e o mais relevante, garantir-lhe o exercício da cidadania, uma vez que não cometeu nenhum ato doloso, nem enriqueceu ilicitamente, “não enriqueci, e na Justiça já provamos também que nenhum agente envolvido no processo, cujo fato ocorreu em 2004, enriqueceu ilicitamente”*, garantiu Luciano. De acordo com a assessoria jurídica, com a decisão do TSE, contrária aos embargos, agora será iniciada uma nova etapa para garantir o direito do atual deputado e presidente da Assembleia Legislativa.

ANVISA

O presidente da República Michel Temer (MDB) indicou nesta terça-feira (18), o deputado federal sergipano e atual líder do Governo no Congresso, André Moura (PSC) para ocupar o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional Vigilância Sanitária, em substituição a Jarbas Barbosa da Silva Junior, médico sanitarista,  que chegou ao fim do seu mandato. A nomeação já foi divulgada no Diário Oficial da União e será encaminhado ao Senado Federal para apreciação da Câmara Alta. A Anvisa é uma agência vinculada ao Ministério da Saúde.

FACA

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), concedeu entrevista ao radialista Alex Carvalho da rádio Jornal Fm 93,1. Foi a primeira entrevista do deputado após a sua diplomação. O deputado aproveitou para esclarecer que em relação ao governo federal estará votando de acordo com os projetos que venham a beneficiar os brasileiros, em especial os sergipanos. Sobre a indicação de cargos no novo mandato do governador reeleito Belivaldo Chagas, Fábio disse que no momento certo o gestor deverá convidá-lo para conversar e, com isso, discutir a participação do partido na nova gestão. “Não irei colocar faca no pescoço do governador”, disse um descontraído Fábio.

PRESA

A ex-coordenadora de campanha e assessora do  deputado federal eleito Valdevan Noventa, a radialista Karina Liberal, foi presa na tarde desta terça-feira, 18, após ser interrogada, na sede da Polícia Federal, em Aracaju. O mandado de prisão foi expedido durante o interrogatório pela juíza eleitoral Soraia Gonçalves de Melo. Karine coordenou a campanha eleitoral de Valdevan.

MAL-ENTENDIDOS

Em pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira (18), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) criticou a Folha de S.Paulo e voltou a negar que vá retirar imagens sacras do Palácio do Alvorada. Reportagem publicada na segunda (17) mostrou que funcionários do Planalto afirmaram que a mudança ocorreria a pedido da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A transferência foi confirmada também pelo vice eleito, Hamilton Mourão (PRTB). "Sempre a Folha. Diz que a esposa de Jair Bolsonaro, Michelle, vai retirar imagens sacras do Alvorada. Mentira. E na matéria, inclusive, eles mostram lá um quadro que está no Palácio do Planalto, sequer está nem no Alvorada", disse Bolsonaro, no vídeo. Antes de falar do assunto, ele disse que iria desfazer mal-entendidos. A legenda da foto publicada na edição desta terça explica que a obra mostrada fica no Palácio do Planalto.




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