10/01/2019 as 07:28

A Capitania Hereditária do turismo sergipano

Enquanto Salvador teve a melhor taxa de ocupação de seus hotéis no final de 2018, Sergipe patinou em torno dos 70% de ocupação

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Por Junior Valadares
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As Capitanias Hereditárias foram um sistema administrativo implementado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534. O território do Brasil, pertencente a Portugal, foi dividido em faixas de terras e concedidas aos nobres de confiança do rei D. João III (1502-1557). Essas poderiam ser passadas de pai pra filho e por isso, foram chamadas de hereditárias. Os principais objetivos eram povoar a colônia e dividir a administração colonial. As Capitanias Hereditárias, porém, tiveram vida curta e foram abolidas dezesseis anos após sua criação. Em Sergipe está na hora de abolir a Capitania do turismo sergipano. O Estado não pode mais ter seu turismo capitaneado por uma Capitania Hereditária do município de Nossa Senhora do Socorro, onde aliás as belezas e lugares a serem visitados não são tão vastos assim. Grande parte do setor hoteleiro e turístico  de Sergipe ainda sente a falta da administração do ex-governador João Alves e do ex-secretário Pedrinho Valadares, se você duvida faça uma breve pesquisa, que você vai encontrar os números que encontrei. Desde aquela época, o Estado de Sergipe não faz uma campanha no sentindo de vender o nosso estado como um ponto turístico decente.

Temos belezas naturais, o Cânion de Xingó é um belo exemplo disto, temos uma orla marítima interessante digna de ser considerada uma das mais belas do NE, temos a quarta cidade mais antiga do País, (fui inclusive secretário de Turismo e Cultura de São Cristóvão e tive a honra de junto a equipe local criar este mote), temos bordados de Tobias Barreto, um Parque da Cidade  belíssimo e abandonado em Aracaju e uma grande variedade de atrações que podem tranquilamente serem vendidas nacional e internacionalmente, mas enquanto isto vivemos uma época de penúrias, não conseguimos nem ao menos alçar vôo, muito menos decolar, o turismo sergipano mais parece uma colcha de retalhos, mantidos principalmente por alguns poucos empresários que tem uma visão empreendedora, mas ainda é muito pouco para fazer o Turismo decolar, Sergipe pode e deve mudar. Os números do Turismo no Brasil em 2017 foram de deixar qualquer um de  boca caída, um estudo realizado pela Oxford Economic para Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), principal consultoria independente do setor no mundo, diz que o turismo foi responsável pela injeção de US$ 163 bilhões no Brasil em 2017, o equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano. O valor absoluto é 7% maior que o obtido em 2016, US$ 152,2 bilhões.  De acordo com a entidade, a contribuição do Turismo para o PIB nacional deve registrar crescimento de 2,5% em 2018 e chegar a 8,2% em 2028. Em relação aos empregos, o turismo é responsável por 6,59 milhões de postos de trabalhos e haverá um crescimento de 1,8% nesse indicador em 2018, quando o número de empregos chegará a 8 milhões. O país aparece em 117ª posição quando avaliada a contribuição do setor para o PIB no último ano.

Recentemente em Salvador a rede hoteleira apresentou no ano de 2018 (de janeiro a dezembro) um incremento que representou 10,29% em relação ao mesmo período do ano anterior. A informação é da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA). “A hotelaria da capital baiana fechou o ano em crescimento, tivemos as melhores taxas de ocupação dos últimos sete anos e um incremento de 11% no Revpar, entretanto, ainda temos que melhorar o crescimento da diária média. Será um dos grandes desafios em 2019” afirmou Glicério Lemos, presidente da ABIH-BA. “Realizamos em 2018 diversas ações promocionais, como: o Road Show, FAM Show de Agentes de Viagem, FAM Show para operadores de viagem, Rodada de Negócios, Hospitality Experience (conhecido como Fórum Baiano da Hotelaria) e trouxe para Salvador o Conotel 2020, que será realizado no novo Centro de Convenções, na Boca do Rio. Todo este trabalho é refletido no crescimento do setor hoteleiro no ano de 2018”, enfatiza Lemos. A tendência é de que a taxa de ocupação e o fluxo de turistas aumente na capital baiana com o verão. “Tivemos um ótimo Réveillon com 100% na taxa de ocupação e o fluxo de turistas aumentou consideravelmente. Para este mês, janeiro de 2019, a nossa expectativa é de 90 a 93% na taxa de ocupação”, acrescenta Glicério. De acordo com o representante da entidade os resultados serão ainda mais expressivos em 2019. Enquanto isto em Sergipe a ABIH/SE forneceu dados que nos preocupam ainda mais, Sergipe no final do ano tinha uma previsão de fechar o ano com a perspectiva de ocupação em torno de 90% da rede hoteleira, mas só conseguiu chegar a setenta por cento da previsão, uma pena para o estado, para os municípios sergipanos e para o nosso povo, mas tenho certeza que o nosso governador vai consertar o problema, são apenas 10 meses de mandato, hora de acabar com a capitania hereditária do Turismo sergipano.

TERCEIRIZAÇÃO

Em reunião com representantes do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), o conselheiro Luiz Augusto Ribeiro, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), afirmou que não há qualquer recomendação ou determinação da Corte para contratação de empresa terceirizada no âmbito do município de Aracaju. “A posição do Tribunal, em casos assim, tem sido pela realização de concurso público específico”, afirmou o conselheiro. Segundo ele, lhe causou estranheza, portanto, a informação veiculada pela imprensa de que o contrato emergencial firmado pela Prefeitura para administrar e suprir a escala de médicos da Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva estaria amparado por orientação do Tribunal.

FORRÓ CAJU

O prefeito Edvaldo Nogueira, o popular Foguinho Zabumbeiro, voltou a se reunir, com os músicos que se apresentaram no Forró Caju, edição 2018. No encontro, marcado pelo próprio prefeito e ocorrido em seu gabinete, o gestor municipal deu detalhes aos artistas de como está a tramitação para liberação do restante dos recursos pelo Governo Federal, que garantirá a quitação das duas parcelas, destinadas para pagamento dos cachês dos músicos. O repasse pelo Ministério da Cultura começou a ser feito em dezembro do ano passado, seguindo o plano de trabalho que foi elaborado, por exigência do Ministério. Foguinho, aproveite a grana do IPTU e pague aos músicos.

DOR DE COTOVELO

O senador Valadares (PSB), amolou os dedos ontem no Twitter para responder ao deputado federal André Moura (PSC), que esta semana disse ser difícil voltar a fazer política ao lado dele. Segundo o senador, André está com dor de cotovelo e que não pensa em voltar a fazer política ao seu lado:

O Senador da gente@ValadaresPSB

Estava de quarentena em relação à política de SE. Reabro por um momento essa temporada de descanso pra dizer ao Dep @AndreMourapsc_ que me provoca a todo instante com sua dor de cotovelo, que continuo a pensar em tudo menos fazer política ao lado dele.

CANDIDATO

O deputado estadual Gilmar Carvalho disse ontem, que em todos os lugares que tem andado, seja em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro ou Barra dos Coqueiros, vem recebendo apelos da população para ser candidato a prefeito, mesmo sem tocar no assunto.  “Tenho procurado estudar formas e maneiras de como resolver os graves problemas dos municípios, porque não é só ser candidato. E se nós chegarmos à conclusão de que temos a condição de administrar a capital, serei candidato. Mas tenho recebido apelos quando vou a Socorro e a Barra. Uma coisa é certa: serei candidato a prefeito”, ressaltou Gilmar.

DIÁRIO OFICIAL

No final de 2018, a Assembleia Legislativa votou e aprovou uma série de projetos do Poder Executivo. Entre eles, duas matérias que tratavam sobre o aumento de tributos relacionados ao  ICMS e o Imposto de Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD), o chamado inventário. No entanto, essas medidas que deveriam passar a valer a partir deste ano, poderão ficar para 2020. O Governo do Estado  informou que devido ao bloqueio no sistema da edição de 31 de dezembro de 2018, circulou a sanção e publicação das Leis, que foram realizadas no dia 28 de dezembro, na edição do dia 31 de dezembro de 2018, divulgada apenas no dia 7 de janeiro de 2019.

 

 

 

 




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