23/01/2019 as 07:56

O inferno astral do bom Belivas

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Por Junior Valadares
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O governador sergipano Belivaldo Chagas (PSD), tem enfrentado um verdadeiro inferno astral no começo de 2019. Belivaldo tem enfrentado problemas que nenhum governador enfrentou no inicio de um mandato. As preocupações do bom Belivas têm sido constantes em todas as áreas, mas uma lhe chama atenção em especial, a situação financeira do estado. Esta o governador já conhecia, até porque, o atual governador já vinha atuando há vários anos no governo. Belivaldo conhece a máquina, sabe como ela funciona, tirou do bolso do seu colete e importou um secretário da Fazenda, o Dr. Adelmário Alves como o Midas da economia. Após oito meses o governador começa a se impacientar, o resultado do trabalho do Dr. Adelmário começa a ser questionado até por aliados políticos do governador; conversei ontem com um deputado da base do governo, que taxou o secretário de inexperiente e de não conhecer os problemas do Estado, uma pena, o secretário chegou com status de ser um bom conhecedor de finanças, trabalhava como gerente do BNB em Recife, e como um bom gerente que era, ascendeu a condição de secretário.

Mas este não é o único inferno astral enfrentado pelo bom Belivas, existem muitos outros, o principal deles veio através do Movimento Acredito e do MOVA-SE, que  ajuizaram Ação Popular com pedido de liminar para impedir o aumento automático no salário do Governador e da Vice-Governadora do Estado e ontem o judiciário deu 72 horas para o Governo do Estado se manifestar. De acordo com Hebert Pereira, Liderança estadual do Acredito, esse é mais um desdobramento da Operação Barragem, que foi desencadeada pelos dois movimentos a fim de tentar conter o efeito cascata causado pelo aumento do salário dos Ministros do STF. Segundo um dos lideres do movimento, “atualmente, em Sergipe, não existe sequer Lei fixando o atual salário do Governador e Vice-Governador, eles irregularmente vinculam seus salários aos de outras autoridades e isso é vedado pelo art. 37, XIII da Constituição Federal. Se fossemos aplicar a última Lei que fixou o Salário do Governador e da Vice eles deveriam estar recebendo R$ 4.000,00 e R$ 3.066,00, respectivamente. Pois o último ato normativo que encontramos definindo o salário dessas autoridades foi o Decreto Legislativo  07/98. O erro vem de muito tempo e passou da hora de consertar”.

Os integrantes dos movimentos informam que não foi aprovada nenhuma Lei prevendo esse reajuste no salário do Governador,  diferente do que foi feito para aumentar o dos Juízes, Promotores e Conselheiros do Tribunal de Contas. E lamentam que, enquanto no Rio Grande do Sul o Governador entra na justiça para impedir o aumento automático de juízes e outras autoridades, aqui em Sergipe o próprio Governador é quem dá o mau exemplo. Integrantes do Movimento Acredito e do MOVA-SE ajuizaram Ação Popular com pedido de liminar para impedir o aumento automático no salário do Governador e da Vice-Governadora do Estado e ontem o judiciário deu 72 horas para o Governo do Estado se manifestar. De acordo com Hebert Pereira, Liderança estadual do Acredito, esse é mais um desdobramento da Operação Barragem, que foi desencadeada pelos dois movimentos a fim de tentar conter o efeito cascata causado pelo aumento do salário dos Ministros do STF. Bom, poderia enumerar os sérios problemas enfrentados pelo chefe do executivo estadual, mas aí teria que me alongar demais, estes que elenquei são os mais sérios, pelo menos hoje.

LÍDER

O deputado estadual Zezinho Sobral (Podemos) será o líder do governo na Assembleia Legislativa. O anúncio ainda não foi feito, mas informações vindas do Adélia Franco, dão como certa a liderança. Zezinho Sobral ganhou a eleição depois de resistir aos insistentes apelos do governo para participar de um chapão. Ex-secretário de Estado da Saúde, o deputado eleito é considerado um bom nome para a liderança.

CRIMES

A polícia civil concluiu o inquérito e o ex-vereador de Nossa Senhora do Socorro, José Hilton Vieira dos Santos, conhecido como Zé Hilton, foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Zé Hilton e mais duas pessoas foram presas no dia 27 de novembro, durante uma operação da Polícia Civil, em Nossa Senhora do Socorro, que investigava o tráfico de drogas. O ex-vereador Zé Hilton foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

PREVIDÊNCIA

O Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já começaram a assumir parte do ônus decorrente do déficit da Previdência Social de Sergipe. De acordo com informações do presidente do Sergipeprevidência, José Roberto de Lima Andrade, a Previdência Social de Sergipe, que ampara os servidores públicos inativos e pensionistas, encerrou o ano de 2018 com um déficit de R$ 1,2 bilhão, dos quais mais de R$ 70 milhões oriundos destas três instituições, valor que o Poder Executivo vinha arcando sozinho, na sua integralidade, a partir dos aportes mensais feitos regularmente ao Sergipeprevidência. No ano passado, conforme José Roberto, foi firmado o acordo entre os três poderes para que o Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas de Sergipe (TCE) repassem para a Previdência Social 10% anualmente do déficit apresentado na folha de cada um destes órgãos. Entre estes orgãos dos poderes independentes, apenas o Ministério Público Estadual apresenta equilíbrio entre o montante repassado pela instituição e o valor da folha dos seus inativos e pensionistas.

INDICAÇÂO

O secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Teophilo, rejeitou a indicação de Sérgio Moro para a coordenação da área de estatística do órgão. O ministro da Justiça havia sugerido o economista Cristiano Oliveira para assumir o setor, mas o secretário militar decidiu escalar outro nome para o cargo. Especialistas em segurança pública ouvidos pela coluna “Painel”, da Folha, lamentaram o episódio e disseram que a pasta perde um doutor em economia do crime e temem que o ex-juiz federal perca espaço para os militares no Ministério da Justiça.

CRISE

A notícia de que o senador eleito Flávio Bolsonaro empregou parentes de um ex PM suspeito de comandar milícia em seu gabinete como deputado estadual do Rio de Janeiro aumentou a crise envolvendo o filho mais velho do presidente da República. Segundo a coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, a ordem no Planalto é tentar blindar Jair Bolsonaro, embora haja o reconhecimento de que as falas complacentes do capitão reformado a milicianos e o seu silêncio após a morte de Marielle Franco (PSOL-RJ), em março de 2018, dão muito fôlego para a oposição.




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