28/01/2019 as 06:55

Reequilíbrio das contas governamentais

O estado gera um déficit anual de R$ 1 bilhão

Política Online

Política
Por Junior Valadares
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O secretário Geral do Governo, José Carlos Felizola, concedeu entrevista aos jornalistas Priscila Andrade e André Barros na Rádio Nova Brasil. Entre diversos assuntos discutidos na entrevista, o  secretário fez uma análise das ações do governo do Estado, destacando as ações para sanar as contas públicas e devolver o reequilíbrio financeiro, ele relatou também os investimentos na saúde pública estadual. Além disso, Felizola destacou as ações implementadas para o melhoramento no atendimento aos pacientes com câncer no estado. “Não existe um estado que possa investir seja em segurança, infraestrutura, saúde, educação e gerar com isso desenvolvimento, sem que tenha as condições financeiras combalidas, com dificuldades. Então, a primeira coisa que pode fazer é reequilibrar as suas contas. É melhorar essa questão entre arrecadação e gasto, ou seja, é ser equilibrado naquilo que arrecada e naquilo que gasta. Assim, o Estado só poderá se desenvolver se  fizer o dever de casa no sentido de ajustes fiscais. O governador está muito preocupado com o crescimento vegetativo da folha. Vai entrando gente, pessoas que são essenciais ao funcionamento da máquina, em contrapartida, outros servidores vão se aposentando, com isso, causa uma bola de neve e um déficit anual de R$ 1 bilhão”.  Questionado sobre a possibilidade de decreto de calamidade financeira, o secretário frisou que o governador quis passar uma radiografia e deixar um alerta para a sociedade e para os poderes. “O Estado está tomando medidas drásticas, duras, para que a gente possa reerguer e estancar a sangria. Com essas medidas, esperamos que o governador não precise decretar estado de calamidade financeira. Já são setes estados que já decretaram, o último foi  Goiás. Uma situação crítica, que gera instabilidade institucional. Se não fizermos esse encontro de contas e essa transparência total com a sociedade, não conseguiremos  implementar as medidas necessárias”.

Ainda segundo o secretário  “a saúde tem sido o carro chefe da gestão do governador Belivaldo Chagas, ao lado da transparência absoluta das ações do governo do Estado e também na questão da reestruturação financeira. Mesmo com muitos desafios, a saúde em Sergipe tem avançado. Você acaba com a fila no Huse, melhorando a gestão e o atendimento. Por exemplo, na Oncologia, aumentamos um turno. Fomos para o terceiro turno e isso fez com que a fila andasse. Se comparamos os números de atendimentos no setor de radioterapia de 2017 para 2018, esses números dobraram. Ontem, o governador esteve no Hospital de Cirurgia para conhecer as futuras instalações do novo Centro de Imagens e Radioterapia da unidade. Ele vai até onde está o problema. O Corpo da saúde pública em Sergipe está no Huse e nos hospitais regionais, mas o coração está no Hospital Cirurgia. Quando o Hospital de Cirurgia está bem, desafoga toda a rede pública estadual, porque ele possui serviços especializados, na parte de ortopedia, cardiologia, enfim, pequenas cirurgias e no atendimento mais célere, mais eficiente, porque ele não é somente público, e possui um viés também privado”. Indagado se era possível para o Estado realizar uma reforma da previdência, o secretário disse que sim, mas que é prudente esperar a reforma da previdência que será proposta pelo governo federal, para aí sim realizar uma ampla reforma na previdência estadual, o que com certeza deverá gerar uma economia imensa para os combalidos cofres estaduais.

ACLAMAÇÃO OU ELEIÇÃO?

Após a concessão da liminar que autoriza o deputado Luciano Bispo a assumir a cadeira de deputado estadual na Alese e consequentemente disputar as eleições para a presidência da casa, parece que a coisa tomou um contorno totalmente diferente do esperado. Antes ninguém discutia a possibilidade de lançamento de uma chapa para concorrer com Luciano, mas parece que o caldo entornou e tem chapa quente sendo montada para a disputa.

PREFEITO

O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC), articula uma possível candidatura a prefeito nas eleições de 2020, Gilmar tem mantido reuniões com diversas lideranças políticas sergipanas para medir esta possibilidade. No começo desta semana o deputado deve se reunir pela segunda vez com o atual presidente do PPS Clóvis Silveira,  mestre em montar chapas proporcionais para a disputa. Continuo com a certeza que o itabaianense Gilmar vai de Barra dos Coqueiros, mas Aracaju é um sonho possível de sonhar.

NOTA

O senador eleito Alessandro Vieira emitiu uma nota na manhã externando sua preocupação e lamentando pela tragédia da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Na nota, o senador diz que “licenciamento e fiscalização precisam deixar de ser tratados como barreira ao desenvolvimento e ser reconhecidos como medidas para a garantia da segurança ambiental e social”, diz Alessandro Vieira.

AVALIAÇÃO

O deputado estadual reeleito Capitão Samuel (PSC) fez uma avaliação sobre as recentes operações deflagradas em Sergipe, por policiais militares e civis que resultaram em confrontos com bandidos mortos. O parlamentar fez questão de sair em defesa dos profissionais da Segurança Pública. Segundo Samuel Barreto, a polícia está fazendo o papel dela, mas não pode ser responsabilizada se o sistema prisional e a legislação não mudam. “O bandido que escolhe matar um policial em confronto, também escolher morrer! A polícia tem que ser dura sim e quem atira em um representante da Segurança Pública certamente não tem o menor pudor com um pai de família comum”.

SEM PRESSA

Questionado sobre quando definirá mudanças em seu secretariado, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), respondeu que está “sem pressa” para essa tarefa. “Estou analisando, o tempo será no meu ritmo”, disse. Sobre mudança de partido, Edvaldo garantiu que não tem e nem necessita ter pressa para decidir. “Estou analisando, no momento certo decidirei”, falou o prefeito. As declarações foram dadas durante solenidade da Ordem de Serviço para recuperação completa da Avenida Beira Mar.

JEAN

O Ministério da Justiça, responsável pela Polícia Federal, afirmou em nota, que lamenta a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o país por causa das ameaças de morte que vem sofrendo e negou que tenha havido omissão das autoridades. Segundo a pasta, hoje comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, a PF abriu diversos inquéritos em 2017 e 2018 para investigar ofensas e ameaças contra o deputado. As apurações, ainda segundo o ministério, estão em andamento e já identificaram um dos autores, que foi preso no ano passado. O suspeito integrava um grupo autointitulado "Homens Sanctos" e usava a identidade falsa de Emerson Setim para fazer ameaças a Jean Wyllys, informou o ministério.




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