04/02/2019 as 14:24

As eleições para as mesas dos Legislativos

Ponto de Vista, por Ivan Valença

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (César de Oliveira).<?php echo $paginatitulo ?>

Afinal, aconteceu o que se esperava. O deputado Luciano Bispo, autorizado pelo TSE a assumir sua cadeira na Assembleia Legislativa, pode então concorrer a um novo mandato de Presidente. Legou-o sem surpresa por 14 votos contra 7 destinados ao seu concorrente, deputado Garialdi Mendonça. Foi uma eleição tranquila, sem problemas, só fuigindo do roteiro previsto pela fala inesperada do deputado Gilmar Carvalho, que anda numa ânsia desesperada de aparecer para fixar seu nome como candidato a Prefeito de Aracaju em 2020. Houve uma abstenção por parte do deputado Iran Barbosa. Mas, dois parlamentares não votaram, por questões internas da política municipal de Itabaiana: Maria Mendonça e Thalysson de Francisquinho, ferrenhos inimigos na política local. A surpresa foi o excesso de público presente, tanta gente que alguns populares teve que se abrigar debaixo de uma lona na praça Fausto Cardoso, onde se colocou telão para acompanhar a solenidade.

A eleição na Câmara dos Deputados também transcorreu sem surpresa. O presidente Rodrigo Maia foi reeleito para conduzir os trabalhos do legislativo federal pelos próximos dois anos.   No Senado é que a coisa se complicou e só foi resolvida no dia seguinte, sábado, assim mesmo com direitos a votos demais na urna de apuração.

Em vez de 81 votos haviam 82, mas o presidente da sessão, Senador José Maranhão, pouco se importou em apurar o que aconteceu. Simplesmente ia colocando o voto a mais no bolso até que um Senador,  do plenário, protestou e exigiu o voto de volta. Feita uma nova votação, elegeu-se o Senador calouro pelo Amapá Davi Alcolumbre, com 42 votos. Mas não foi um bom começo:  ele insistiu em participar da comissão de apuração, mesmo sendo candidato ao posto de Presidente da Mesa Diretora. Só foi afastado da contagem, depois da insistência de muitos senadores. Ele é do DEM, mas já foi do PDT e neste partido ocupou um posto de vereador, em Macapá, Capital do Estado do Amapá,  entre 2001 e 2003. É um perfeito desconhecido que agora passa para o primeiro plano da política nacional. O sergipano delegado Alessandro Vieira, também no primeiro mandato de Senador, saiu-se bem, concedendo inúmeras entrevistas a órgãos de circulação nacional e saindo-se bem em todas elas.                                                                                                                                                                                                           




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