08/02/2019 as 07:43

Festa do interior chega à Brasilia

Tradicionais grupos políticos de Lagarto, Bole- Bole e Saramandaia revivem velhas histórias

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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Parece que a eterna luta dos grupos políticos rivais da cidade de Lagarto chegou a capital federal. Pelo menos foi o que deixou bem claro ontem, os deputados federais Gustinho Ribeiro (SDD) e Fabio Reis (MDB), herdeiros políticos dos grupos Bole Bole e Saramandaia,, tradicionais na luta pelo comando politico da cidade. Pegando carona na moda do Twitter o deputado Gustinho ontem publicou algumas pérolas com a intenção de provocar um novo fato politico no estado. Gustinho afirmou que “tem um deputado querendo ser coordenador da bancada federal de Sergipe, que não coordena nem seu próprio mandato, quem coordena é o irmão com fama de bandido. Eu não participarei dessa pantomima! Na nossa bancada federal tem vários nomes preparados para ser coordenador. Acredito que faremos uma escolha que possa representar bem a bancada sergipana e já vou adiantando que não pretendo ser o coordenador da bancada. Temos outros excelentes nomes para a função".

Já o deputado federal Fábio Reis (MDB) respondeu com indignação seu colega de parlamento. “Não respondo a pessoas insignificantes”, disparou o deputado, assim que tomou conhecimento das declarações de Gustinho Ribeiro. Conversei pelo telefone com o deputado federal Fábio Reis que preferiu dar uma menor importância ao fato, dizendo que as declarações de Gustinho possam estar ligadas a natural falta de experiência do novo parlamentar lagartense. Segundo Fábio, não há motivos para dar importância às agressões feitas por Gustinho pela natureza insignificante que representam. “Ele está chegando agora no parlamento, e ainda não tem a experiência necessária para se colocar no devido lugar. Estou Deputado Federal pelo 3° mandato, e não conquistei meu espaço agredindo nenhum outro colega de parlamento; ele tem muito o que aprender e eu não respondo a pessoas insignificantes”. A festa do interior ainda vai dar muito o que falar em Brasilia, haja Bole Bole e Saramandaia.

ILÍCITOS

O conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), apresentou ao colegiado no Pleno, relatório de auditoria que indica haver 26 casos de acumulação ilícita de cargos públicos no Fundo Municipal de Saúde de Lagarto, além de falhas graves referentes ao registro de ponto dos servidores.  “São acúmulos ilícitos de cargos públicos, seja pela natureza do vínculo, que não se enquadra nas exceções constitucionais, seja pela incompatibilidade da carga horária, podendo gerar dano ao erário milionário; além de descumprimento da carga horária e de uma fragilidade extrema no controle das jornadas de trabalho”, destacou o conselheiro relator.

COM AMOR

Com o objetivo de estabelecer parcerias com a Fundação Pio XII para fortalecimento do tratamento oncológico ofertado pela rede de Saúde em Sergipe, o governador Belivaldo Chagas foi conhecer a estrutura e o funcionamento do Hospital de Amor, em Barretos (SP), referência no tratamento e prevenção de câncer no Brasil.  “É enriquecedor conhecer a experiência e instalações do Hospital de Barretos, uma instituição que conquistou a primeira colocação entre os centros de saúde que atuam na área de pesquisa na América Latina. Vamos estudar a possibilidade de parceria para levar para nosso estado o modelo de gestão e de assistência que funciona tão bem aqui”, declarou o governador.

LIGADÍSSIMA

A conselheira Susana Azevedo apresentou ao colegiado do TCE um plano de trabalho que prevê a análise de 504 processos apenas este ano. Susana é a responsável por relatar os processos da 3ª Área de Controle e Inspeção, à qual compete fiscalizar 14 municípios sergipanos. Conforme a conselheira, por meio da equipe técnica da 1ª Coordenaria de Controle e Inspeção (CCI), a ideia é que a análise dos processos referentes ao exercício financeiro de 2015 e anos anteriores seja realizada até o mês de abril de 2019; exercícios 2016 e 2017, até agosto, totalizando 436 processos. Já as 68 contas de 2018 (entregues até o próximo mês de maio), segundo o planejamento, deverão ser analisadas no segundo semestre. “O objetivo é que nossa atuação seja concomitante à execução orçamentária e aos atos do governo, com a perspectiva de que sejamos um Tribunal atuante em tempo real”, enfatizou Susana Azevedo.

ANO DIFÍCIL

O deputado estadual Jeferson Andade (PSD), eleito nas últimas eleições de 2018 com 34.736 votos válidos, disse ontem que o ano será muito difícil, mas reforça seu compromisso com o governo na tentativa de minimizar os problemas da população.  “Minha proposta é de fortalecer ainda mais o Poder Legislativo, auxiliando o presidente e amigo Luciano Bispo (MDB), além de ajudar Belivaldo Chagas a governar, a superar os problemas. Essa é a nossa forma de fazer política, sendo amigo dos amigos” ressaltou Jeferson. O parlamentar reforça seu compromisso com a sociedade sergipana, acreditando na renovação, consciente da sua responsabilidade e sua atuação dentro da Casa.

CÂNCER

A deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) foi recebida em audiência, pelo secretário-chefe da Casa Civil José Carlos Felizola Filho, para tratar de pautas de interesse da sociedade, especialmente, a carreta do câncer que ganhou espaço na mídia em virtude da polêmica sobre o não pagamento ao proprietário da empresa, que construiu o veículo todo adaptado para atender às pacientes oncológicas. Segundo Maria, “o secretário Felizola foi muito receptivo e nos garantiu que o governador Belivaldo Chagas já está empenhado na busca de uma saída para resolver o problema e garantir o devido atendimento a essas pacientes que sofrem muito em todo o processo da doença”, afirmou Maria, destacando a sua confiança na sensibilidade do governador para contornar a situação.

LAVA TOGA

O senador sergipano Alessandro Vieira (PPS-SE) mal chegou em Brasília e já está dando o que falar. Autor do requerimento que solicita a assinatura de outros parlamentares do Senado para a abertura de investigação de Tribunais Superiores. Apelidada de CPI Lava Toga, ela pretende investigar se tribunais utilizaram o do expediente do uso abusivo de pedidos de vista retardar ou inviabilizar decisões do plenário; a diferença abissal do lapso de tramitação de pedidos, a depender do interessado; e a participação de ministros em atividades econômicas incompatíveis com a Lei Orgânica da Magistratura.

 




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