23/04/2019 as 06:04

A Saúde pública de Sergipe está na UTI

Paciente que ficou internado no Hospital procurou o portal Alô News para denunciar condições precárias do prédio.

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Por Ewerton Júnior
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Não é de hoje que o povo sergipano sofre com problemas relacionados à saúde pública. Em Aracaju, a questão da terceirização do postos de saúde ainda tem sido tema de debate e críticas à administração de Edvaldo Nogueira. No âmbito estadual, o cenário não é diferente. Depois das complicações com a compra da Carreta do Câncer, da falta de insulina nos Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), uma outra denúncia, desta vez referente ao Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), chegou à redação do Alô News. O paciente Cícero Vicente procurou nossa equipe de jornalistas para falar sobre as más condições em que se encontram o prédio do principal hospital do estado. Cícero Vicente esteve internado por 12 dias no HUSE e denunciou vários problemas em relação à estrutura do prédio. Desde a falta de materiais básicos para curativos e medicamentos para dor, Cícero também reclama do estado das macas, que estão precárias e praticamente todas apresentam defeitos. Segundo Cícero as paredes do hospital apresentam rachaduras, estão com pintura descascando e nos banheiros é bastante comum encontrar pias que não funcionam e assentos sanitários soltos. Além disso, a limpeza do prédio deixa a desejar: “(as) paredes sujas, os banheiros sebosos e caindo, o assento sanitário em tempo de quebrar e cometer outro acidente e as torneiras vazando..”

Outro foco de atenção apontado pelo relato de Cícero, diz respeito às obras de manutenção do hospital, que além de serem insuficientes, parecem nunca terminar. O paciente cobra fiscalização: “a empresa precisaria de uma fiscalização lá. Daquela empresa que tá fazendo manutenção e reforma do Hospital, porque trabalha a passo de tartaruga. (...) a obra, começa hoje aqui nessa parte, aí trabalha hoje, faz aquela partezinha ali, deixa a outra parte aberta e vai pra outro canto. O hospital é todo mexido de umas obras que estão fazendo lá, de acabamento para aqui e para acolá e não termina nenhuma de ponta a ponta. De ponta a ponta o hospital é todo mexido." Cícero, no entanto, ressalta a boa vontade do corpo médico e dos funcionários do HUSE, que segundo ele, são verdadeiros guerreiros: “seria inverídico e covarde da minha parte se falasse mal de um médico, de um enfermeiro e de qualquer outro funcionário lá dentro. Os funcionários trabalham não porque precisam, porque tem amor à profissão”. O HUSE é o maior hospital de Sergipe, atendendo também ocorrências de estados vizinhos. Não é incomum ver notícias de superlotação das alas, que acumulam pacientes à espera de procedimentos médicos. Essa situação também foi presenciada por Cícero, que ressalta, novamente, que a culpa não é dos funcionários do hospital.

“Os médicos são poucos mas são guerreiros, são abnegáveis, não tem o que falar. Mas começou chegando gente, chegando gente, eu fiquei numa maca... outra coisa: a falta de material, a falta de humanidade não é dos médicos, é da falta do sistema, do governo que tá falido, que não faz nada. Eu fiquei numa maca por 8 horas de relógio, imóvel, sem poder me mexer, sem ter como mexer a cabeça, sem ter como fazer nada. Pense o que é você ficar numa maca daquela com fome, com sede, vai operar, não pode... deitado lá... aí é que você fica como uma tortura, aquilo é uma tortura... e não é culpa dos médicos, é culpa do governo do Estado”. As cobranças direcionadas ao governo do estado se estendem ao poder legislativo que, teoricamente, é responsável pela fiscalização do emprego das verbas públicas e das ações do poder executivo ao atender as necessidades da população. A denúncia de Cícero Vicente retrata uma realidade recorrente na vida dos sergipanos que dependem da saúde pública e dos servidores que encontram condições precárias de trabalho. Direitos básicos que, assim como a educação e segurança pública, não estão sendo assegurados pelo poder público. Estamos á disposição da Ascom do Huse ou da Secretaria de Estado da Saúde através do telefone 999567445, para disponibilizar os áudios do paciente e tambem para qualquer esclarecimento.

RECURSO REJEITADO

O Superior Tribunal de Justiça rejeitou recursos apresentado pela defesa do deputado federal Gustinho Ribeiro (SD). Com a rejeição, o STJ permitiu ao Tribunal de Justiça de Sergipe que aceitasse denúncia de improbidade administrativa contra o deputado. A denúncia aponta irregularidades na aplicação de recursos de subvenção da Assembleia Legislativa quando Gustinho era deputado estadual.

PREFERIDO

Sobre 2020, Belivaldo não fala, nem tem tempo para isso. Vai depender de estar muito bem para disputar o Senado, ou apenas bem para tentar chegar à Câmara Federal. No momento, seu problema é ajustar as contas do governo. Não está fácil. Nos bastidores, não é difícil encontrar empresário que, espontaneamente, ou seja, sem ser provocado, diga que “tá na cara” que Laércio Oliveira (hoje deputado federal) é o seu preferido, hoje, para disputar sua sucessão. (NE).

FUNDAT

O prefeito Edvaldo Nogueira anunciou a pedagoga Edivaneide Souza Paes Lima como nova presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat). Edivaneide é uma indicação do MDB, através do ex-governador Jackson Barreto. A posse da nova gestora da Fundat será na próxima semana. Ela substitui Jorge Araújo Filho, que responde interinamente pelo órgão. “É com muita alegria e satisfação que anuncio Edivaneide Souza como a nova presidente da Fundat. Ela já foi minha secretária da Assistência Social no meu mandato anterior, é servidora aposentada da Prefeitura, tem muita experiência no serviço público e desempenhará, com certeza, um grande trabalho na Fundat. Com esta indicação, o MDB continua contemplado na nossa gestão”, declarou o prefeito.

MÁFIA

Depois da polêmica que envolveu o nome da vereador Josenito Vitale (PSD), o presidente da câmara municipal de Aracaju concedeu entrevista ontem e se posicionou sobre o inquérito  da Polícia Civil que investiga a possível formação de um cartel de empresas na produção de shows em Aracaju (SE), durante a gestão do ex-prefeito João Alves Filho, quanto Nitinho era presidente da Funcaju. Ele ainda disse que o envolvimento do seu nome no caso se deve a denúncias feitas pelo vereador Cabo Amintas e apontou: “Aracaju precisa conhecer quem é Cabo Amintas”. Nitinho disse que tomou como surpresa o seu indiciamento  no inquérito, já que nunca se omitiu a falar sobre o assunto. “Não tenho o que esconder. Não tínhamos tempo para fazer licitação, por isto a empresa foi contratada de forma emergencial para prestar o serviço de montagem de uma estrutura. Sou amigo de todos os produtores de eventos de Aracaju, mas isto não justifica qualquer tipo de juízo de valor sobre minha conduta”, pontuou.

ARQUIVADA

O Ministério Público de Sergipe (MPE) ofereceu denúncia contra o grupo de empresários, liderado pelo empresário Téo Santana, com base na acusação da Polícia Civil de formação de um suposto cartel para o favorecimento nos processos de contratação de quatro empresas em eventos em Aracaju e no interior do Estado. Na denúncia, o Ministério Público ainda justificou o arquivamento da acusação contra o presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Nitinho Vitale. Ele havia sido incluído no inquérito porque autorizou, quando presidente da Fundação de Cultura de Aracaju (Funcaju), a contratação indevida de uma das empresas por meio de Inexigibilidade de licitação para um serviço que custou R$ 94 mil. Embora reconheça a irregularidade formal do modelo de contratação, o promotor Bruno Melo entendeu que “a responsabilização penal não pode ser objetiva, devendo-se demonstrar que houve efetivo dano ao erário, o que não ocorreu na espécie, diante da efetiva prestação de serviço”.

DESCULPAS

O vereador Vinícius Porto (DEM), disse ontem em entrevista ao Programa Inove Noticias que  a Comissão de Ética da CMA  tem força para se reunir e decidir sobre a questão de seu colega de parlamento, o vereador Cabo Amintas (PTB). Inclusive, com o propósito de recuperar a imagem do parlamento, que saiu com a imagem desgastada e bastante arranhada. “Foi um péssimo exemplo. Não fico feliz com isso, ao aparecer na mídia dessa forma”, lamentou.  “Ele deve vir a público pedir desculpa. Todos somos seres humanos e podemos errar”, destacou o vereador que disse acreditar que Amintas foi mal orientado ao editar vídeo. Sobre a nomeação de 1295 cargos comissionados denunciados pelo Cabo, Vinícius disse que não aconteceu. “Estou tranquilo”, concluiu.

 

 




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