03/06/2019 as 20:27

Sergipe não é mais o País do Forró

Titulo reverenciado pela voz do saudoso Rogério, hoje mais parece um pesadelo.

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Por Ewerton Júnior
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O mês de junho, que começou no último sábado, não parece ser nada animador para os forrozeiros de plantão e muito menos para o comércio e a economia sergipana. Perdemos há muito tempo o posto de País do Forró, fomos ultrapassados não só por cidades do interior de Pernambuco, da Paraíba, como também para o nosso vizinho, o estado da Bahia. Nossas festas e eventos não atraem mais os turistas e visitantes que outrora trazíamos para o período junino do nosso estado. São eventos de pouco poder de marketing e ações pouco convincentes dos governos municipais e estadual. Não há uma política pensada e organizada para atrair os forrozeiros e muito menos uma programação que atraia para Sergipe e seus municípios, os visitantes que poderiam gerar riquezas para o nosso povo - falta competência. Para você imaginar, estamos no terceiro dia de junho e em vários municípios do outrora País do Forró não existe ao menos uma programação fechada. A falta de visão empreendedora parece ser endêmica em nosso estado, nossos governantes  parecem não ter a competência necessária para aproveitar o que dizia na musica um dos nossos maiores forrozeiros, o grande e saudoso Rogério.

Enquanto isto, Caruaru/PE, Campina Grande/PB e principalmente a Bahia, apostam em festas profissionais e muito bem organizadas, geradas muitas vezes, graças às parcerias publicas/privadas firmadas pelos governos com empresários do ramo artístico. Na Bahia então, apesar da grande extensão territorial, existem festas de norte a sul e de leste a oeste, basta uma simples consulta na Internet, para que você comprove a veracidade desta informação. É festa em Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Juazeiro, Alagoinhas e em grande parte do estado, com programações fechadas, divulgadas e com grande apelo publicitário. Até Salvador, antiga capital do Brasil e do Axé, virou a capital do Forró, realizando um das maiores festas da capital baiana. Salvador acabou virando a capital do País do Forró, tudo graças à competência de suas autoridades que contou com a parceria do governo do estado e de parte do empresariado local. Será que é tão difícil assim realizar festas que gerem lucro e receita para o nosso estado e para os nossos municípios? Acho que não. Já fui empresário do ramo artístico, fui dono de um trio elétrico que foi contratado varias vezes pelo governo e por municípios em todo estado, muitas vezes fiquei para receber depois, mais nunca um governante me deu um calote, enquanto isto, agora parece que receber o pagamento por um show, virou uma via crucis para o artista sergipano. Nossos governantes não privilegiam nossos artistas, os de casa sempre ficam para depois, enquanto isso, perdemos espaços e transformamos nosso estado no ex País do Forró, uma pena.

CONDENADA

A ex-prefeita de Carmópolis Esmeralda Cruz foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 1.226.057,58 (Hum milhão, duzentos e vinte e seis mil, cinqüenta e sete reais e cinqüenta e oito centavos). Ela também foi condenada a pagar multa civil de R$ 70 mil atualizada. Na mesma ação ajuizada pelo Ministério Público Estadual, sofreu a mesma condenação Willams Andrade Santos. Os dois foram condenados por contratação de empresa sem licitação.

ONDA DE TERROR

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) lamentou hoje (3), a “onda de terror” enfrentada por professores de todo o país. “Ontem, todos nós assistimos a cenas de horror praticadas por adolescentes de uma escola de São Paulo contra uma mais professora. Não podemos tolerar isso e precisamos chamar os pais à responsabilidade”, alertou Maria, ao ressaltar que indicadores recentes mostram o Brasil como o país mais violento contra profissionais do magistério“A educação começa em casa. É no seio familiar que se deve ensinar aos filhos sobre respeito, hierarquia, princípios e valores éticos e morais”, afirmou a senadora que, há cerca de um mês destacou a necessidade de se colocar à mesa a discussão em torno do papel da família no processo de formação dos homens e mulheres que compõem a sociedade brasileira. “O que podemos esperar desses jovens? O envolvimento e a participação da família são componentes importantes para o crescimento desse aluno, especialmente, na primeira e segunda infância”, defendeu Maria do Carmo.

AGENDA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que, em cinco meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro sofre com a redução de expectativas positivas e defendeu a aprovação de uma agenda de reformas para o País. "Chegamos num ponto onde ou nós construímos essa agenda em conjunto ou vamos para o colapso. Vai entrar no colapso de ruptura das relações sociais. É nisso que vai chegar", afirmou. Para o deputado, partidos hoje tratados "de forma pejorativa" por integrarem o chamado Centrão podem "entrar para a história" como os que "salvaram" o Brasil, se ajudarem a aprovar medidas para impulsionar o crescimento. Alvo de ataques em manifestações de rua, Maia disse ter certeza de que a reforma da Previdência será aprovada, mas observou que só essa medida não é suficiente para tirar o País da crise. O deputado está montando grupos de trabalho para discutir propostas sobre emprego, renda, saúde e parcerias público-privadas. Ele criticou ainda o ministro da Educação, Abraham Weintraub: "Educação não pode ser o que esse ministro está fazendo."

ARQUIVADO

O  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, arquivou o inquérito 4.438, que investigava suposta destinação de recursos pela Odebrecht para a campanha de Eduardo Amorim a governador de Sergipe, em 2014. Na decisão, o ministro do STF ressalta que “na hipótese dos autos, tal como destacado pela Procuradoria Geral da República, constato que, de fato, não há suporte probatório mínimo de materialidade e de autoria que ampare o oferecimento de denúncia, sendo, portanto, de rigor o imediato arquivamento deste inquérito”, o que deixa claro que nada houve de irregular na campanha de 2014 Para Eduardo Amorim, o arquivamento corrobora tudo o que ele havia declarado: todas as doações para sua campanha foram oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. “Como médico especialista em tratamento da dor, vivi um das piores dores que existe: a dor da injustiça. Fui acusado do que nunca fiz, nunca vi. Mas a consciência sempre esteve tranquila, porque a verdade é única e sempre prevalece”, salienta Eduardo.

RECURSOS

O representante do Governo do Rio de Janeiro em Brasília-DF, André Moura, fez um alerta ao governador Belivaldo Chagas. Para André, apenas buscar crédito sem tomar medidas para o crescimento não ajudará Sergipe. “Empréstimos não resolverão o problema de Sergipe”, disse. Outra afirmação em tom de crítica ao governo Belivaldo foi quanto à medida de redução de secretarias e cargos. “Reduzir secretarias e cargos é jogar para plateia”, afirmou. André avaliou que o correto é tomar essas medidas e implantar una gestão que conquiste novos investimentos e que efetivamente corte despesas. O ex-deputado federal explicou que faz oposição com responsabilidade. O novo secretário afirmou que em seu primeiro dia de trabalho já conquistou recursos para o Rio de Janeiro junto ao Miinistério dos Transportes.

ANTICRIME

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) debate um dos projetos de lei que compõem o conjunto de medidas anticrime e anticorrupção do governo federal. O PL 1.864/2019 altera 13 leis e decretos nas áreas de atuação policial, regras de processo penal, banco de dados, progressão de regime, corrupção e enriquecimento ilícito, entre outros.As ações anticrime chegaram à Câmara em fevereiro. São três projetos de lei assinados pelo presidente Jair Bolsonaro e defendidos pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Em março, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) apresentou no Senado três projetos com o mesmo teor das matérias enviadas à Câmara pelo Poder Executivo. O PL 1.864/2019 é considerado a espinha dorsal do pacote.




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