25/09/2019 as 06:26

Os caras de pau e o discurso do presidente

Líderes internacionais debateram os rumos das florestas- incluindo a Amazônia - sem a presença de representantes do governo brasileiro

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Por Ewerton Júnior
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Na véspera do discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ficou isolado do principal foro de discussão sobre meio ambiente, tema que tem causado desgaste para o governo brasileiro no exterior e foi a fala do presidente na abertura do encontro da ONU em Nova York.  Na segunda-feira, 23, líderes internacionais, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron, debateram os rumos das florestas tropicais no mundo - incluindo a Amazônia, a maior delas - sem a presença de representantes do governo brasileiro. Enquanto Bolsonaro viajava de Brasília a Nova York, presidentes de diversos países anunciavam, em reunião da Cúpula do Clima da ONU, a liberação de US$ 500 milhões do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da ONG Conservação Internacional para ajudar a proteger as florestas tropicais do mundo.

Ontem o presidente Jair Bolsonaro realizou seu discurso na abertura dos Debates Gerais da 74 Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Ele falou da Amazônia, da ditadura na Venezuela, criticou a mídia, falou de perseguição religiosa, exaltou o combate à corrupção e ao crime durante seu governo e elogiou o ministro Sergio Moro. O tema das discussões desse ano é “galvanizando esforços multilaterais para erradicação da pobreza, educação de qualidade, ação pelo clima e inclusão”. Tradicionalmente, desde 1949, cabe ao chefe de Estado do Brasil fazer o discurso de abertura, seguido do presidente dos Estados Unidos.Bolsonaro começou seu discurso afirmando ser uma oportunidade para restabelecer a verdade. "Apresento um novo Brasil que ressurge depois de estar à beira do socialismo, e que esta sendo reconstruído a partir dos ideais do seu povo"."No meu governo, o Brasil vem trabalhando para reconquistar a confiança do mundo, diminuindo o desemprego, a violência e o risco para os negócios, por meio da desburocratização, da desregulamentação e, em especial, pelo exemplo. Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições".

O presidente falou sobre a crise na Venezuela e criticou o programa Mais Médicos, que trazia médicos cubanos para trabalhar no Brasil. "Em 2013 o acordo entre o governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional. Foi um verdadeiro trabalho escravo, respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU. Nosso país deixou de contribuir com a ditadura cubana não mais enviando 300 milhões de dólares todos os anos", disse. "O socialismo está dando certo na Venezuela. Todos estão pobres e sem liberdade". Ele disse ainda que o Brasil também sente os impactos da ditadura venezuelana. "Dos mais de 4 milhões que fugiram do país, uma parte migrou para o Brasil, fugindo da fome e da violência. Temos feito a nossa parte para ajudá-los, através da Operação Acolhida, realizada pelo Exército Brasileiro e elogiada mundialmente. Trabalhamos com outros países, entre eles os EUA, para que a democracia seja restabelecida na Venezuela, mas também nos empenhamos duramente para que outros países da América do Sul não experimentem esse nefasto regime".

CODEVASF I

Em uma publicação em sua rede pessoal, o ex-candidato ao governador de Sergipe, Milton Andrade, informou que rejeitou o convite feito pelo Governo Federal para a coordenação da Codevasf em Sergipe. O comunicado, feito pelo empresário, teve o apoio do senador Alessandro Vieira, que indicou o nome de Milton para o cargo. Ainda pelas redes sociais, Milton Andrade agradeceu. "Sinto-me honrado pela lembrança em ocupar cargo tão relevante. Sigo com o mesmo empenho de sempre na geração de emprego e renda para o meu Estado, mas preservando a necessária independência para apoiar ou criticar políticas de governo conforme a sua qualidade e interesse público", justificou.

CODEVASF II

Diante da repercussão, o senador Alessandro Vieira (Cidadania) emitiu uma nota, esclarecendo a indicação de Milton. Segundo o senador, a indicação foi realizada em fevereiro, quando informo que não tinha interesse em indicações para cargos, mas cobrava nomes técnicos e honestos para o meu estado, depois de um pedido do ministro Onyx Lorenzonni, deixando claro que a sua atuação manteria a independência e que uma parte da bancada sergipana atuou para a manutenção do superintendente em exercício. O senador ainda explicou que tomou com surpresa a procura por Milton Andrade e que orientou o então empresário a recusar a nomeação e comunicar o fato de maneira pública.

LEGAL

Em entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta terça-feira, 24, o presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Josenito Vitale – Nitinho (PSD), reafirmou que o afastamento do vereador Evando Franca, aconteceu dentro da legalidade e que desta forma não cabe nenhum pedido de cassação do seu cargo. “Quem está na legalidade não tem o que temer. Todos os pedidos feitos pelo vereador Evando Franca foram aprovados pelo parlamento, é um direito dele, está no regimento. Ele tem sete mandatos naquele parlamento, merecia respeito. Todos que estavam presentes e que hoje levantam essa polêmica votaram favorável ao afastamento do parlamentar. Ele está afastado por motivo de saúde”, apontou. Em defesa do presidente da Câmara, o ex-presidente da Casa Parlamentar e ex-vereador Emanuel Nascimento, participou do programa e disse que Nitinho não pode ser acusado de favorecer o vereador Evando Franca, já que segundo ele, Nitinho não tem responsabilidade sobre o pedido de Evando, que é legítimo e legal. “Nitinho é o presidente, que coloca o requerimento para ser votado, mas decisão é do parlamento. Ele tem sido um presidente muito atuante e merece elogios”, pontuou.

AMEAÇA

O senador Rogério Carvalho (PT/SE) admitiu ontem, em discurso no Senado, que “vivemos numa democracia a ponto de eleger um presidente que hoje (24) esteve na ONU e nos envergonhou pelo discurso desconexo, pouco civilizado, ou pouco civilizatório, para o momento em que a gente vive.” O senador por Sergipe destacou que Bolsonaro anuncia “uma escancarada ameaça à democracia”. O discurso aconteceu durante uma audiência pública sobre o programa Médicos pelo Brasil. A primeira abordagem levantada pelo senador Rogério Carvalho foi motivada pelo discurso do presidente Bolsonaro na ONU (Organização das Nações Unidas), em que “ofendeu os médicos cubanos que vieram ao Brasil através do programa Mais Médicos”. Sinto com o que aconteceu esta semana, de uma decisão monocrática, para invadir esta Casa, para fazer uma busca e apreensão. É uma busca e apreensão no Congresso Nacional, que nem na época da ditadura ousaram entrar aqui desta forma. ”, critica Rogério.

MOURÃO

A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe homenageará o Vice-Presidente da República, General Antônio Hamilton Martins Mourão, com a Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar. A solenidade entrega da honraria está marcada para 4 de outubro, às 14h30, na sede do Poder Legislativo Estadual. A Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar presenteia pessoas físicas, jurídicas ou estrangeiras que, pelos serviços em suas esferas, tenham contribuído para o engrandecimento do Estado de Sergipe e particularmente do Poder Legislativo ou mérito, excepcional, se tenha tornado merecedoras do Especial reconhecimento da Assembleia Legislativa de Sergipe. A Medalha é a maior honraria da Alese, e foi criada por Decreto legislativo de nº 02/87, em 29 de junho do mesmo ano.

MUDANÇAS

Em Sergipe, seis deputados estaduais tentam mudar de legenda. Gilmar Carvalho ajuizou Ação de Desfiliação Partidária objetivando deixar o PSC. Sobre nova legenda, Gilmar disse que não tem nada definido. “Um passo de cada vez”, diz o parlamentar. Os outros cinco deputados são Rodrigo Valadares (PTB), Zezinho Guimarães (MDB), Garibalde Mendonça (MDB), Capitão Samuel (PSC) e Luciano Pimentel (PSB). O deputado federal Valdevan Noventa (PSC) também tenta mudar de legenda.

 




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