10/02/2020 as 04:52

PT prega renovação, mas ainda insiste em Lula.

Recurso do governador em Brasilia já tem relator

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Por Ewerton Júnior
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Ao completar 40 anos nesta segunda-feira (10), o PT busca se reerguer de seu período mais difícil, em que se sucederam Lava Jato, recessão, impeachment de uma presidente e a prisão de seu maior líder. Para isso, uma das tarefas mais urgentes, segundo lideranças do partido ouvidas pela reportagem, é reconectar-se com setores que foram perdidos para a direita, seja liberal ou conservadora. Entre eles, a juventude. O principal desafio do PT é fazer a reconexão com parcelas da classe trabalhadora e da juventude que migraram para outro projeto político em 2018. Este percurso está se tornando mais raro. Segundo a Secretaria de Organização do PT, o partido tem 137 mil filiados até os 30 anos, o que representa apenas 8% do total dos que informaram sua idade nos registros da legenda. Os maiores de 60 anos, em comparação, são 24% deste universo. "A questão da renovação é dramática para nós. O PT é um partido que envelheceu", afirma Gilberto Carvalho, 69, ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência e um dos quadros históricos do partido. "À esquerda, o PSOL, conseguiu uma certa renovação. À direita, isso aconteceu graças a investimentos feitos pelo [empresário Jorge Paulo] Lemann que resultaram em lideranças como a [deputada] Tabata Amaral, além de grupos como o MBL [Movimento Brasil Livre]", diz Carvalho. Recuperar esse terreno, segundo ele, passa por encontrar um novo discurso para transformações estruturais que ocorreram na sociedade desde que o PT foi afastado da Presidência, há quatro anos. Ele cita o crescimento das relações de trabalho informais, ocorrida após a reforma trabalhista, e a chamada "uberização". "Não podemos reproduzir cânones antigos.

O mundo mudou, a sociedade mudou", afirma. O que permanece imutável no partido é a deferência a Lula, e a defesa permanente de sua candidatura presidencial. Após um longo período de cerco político, em razão da Lava Jato e dos escândalos que atingiram a figura de seu maior líder, o partido parece ter readquirido alguma autoconfiança. A Vaza Jato, a libertação do ex-presidente e os erros políticos do governo de Jair Bolsonaro têm estimulado petistas a gritar "Lula 2022", apesar de todos os processos judiciais que ele enfrenta. "Temos de estimular outras lideranças, mas nenhuma se igualou a ele. Não temos outra figura sedutora da mesma forma que Lula. Defendo que seja ele [o candidato], com certeza", diz Carvalho. Na onda vermelha de 1988, o ex-bancário Olivio Dutra deu ao partido uma de suas maiores vitórias, ao conquistar a Prefeitura de Porto Alegre. Depois, foi governador do Rio Grande do Sul e ministro de Lula, de quem se mantém muito próximo. Fundador do partido, ele defende um autoexame intenso do PT para reconhecer erros. Escândalos como Lava Jato e mensalão seriam resultado de uma certa permissividade em práticas da legenda. "Nesses 40 anos, o PT ficou muito parecido com outros partidos, ao fazer da atividade política uma coisa pragmática, ao promover um toma lá da cá, um é dando que se recebe, uma frouxura nas alianças", diz Dutra, 78. Segundo ele, o partido tem que se reavaliar permanentemente. "É preciso se instigar, reconhecer que o que fez não foi pouco, mas que também se equivocou e errou em outras pontas", afirma. Dutra, a exemplo de outras figuras emblemáticas do partido, segue defendendo Lula, mas demonstra um certo incômodo com a personificação do PT na figura de seu maior expoente. "O partido não é o Lula. Se não fosse o partido, o Lula não existiria. O partido não pode depender apenas de uma figura individual, por mais que o respeitemos", afirma. Desde que foi solto, em novembro do ano passado, o ex-presidente retomou a atividade partidária com gosto. Tem participado inclusive de reuniões para as quais nunca teve muita paciência, com encontros de diretórios estaduais. Reservadamente, petistas sabem que a possibilidade de Lula ter condições jurídicas de disputar a Presidência novamente é mínima. O ex-presidente já foi condenado em dois processos e é réu em mais seis. Caso esteja impossibilitado de concorrer, o nome do ex-prefeito Fernando Haddad desponta novamente como favorito. Outra alternativa citada é o governador da Bahia, Rui Costa. 

RELATOR

O governador Belivaldo Chagas (PSD) e a vice-governadora Eliane Aquino (PT) recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. Por seis votos a um, o pleno do TRE cassou os mandatos de Belivaldo e Eliane. No caso do governador, também pesa a inelegibilidade por oito anos. Os dois foram julgados pelo TRE por abuso do poder político. O recurso de ambos está no TSE. O relator é o ministro Sérgio Silveira Banhos, nomeado para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019.

ALIANÇA

O ex-governador Jackson Barreto (MDB) já disse ao prefeito Edvaldo Nogueira que não gostou de saber que ele irá para o PDT assumindo compromisso de apoio ao presidenciável Ciro Gomes. Jackson não esconde que seu projeto está atrelado ao ex-presidente Lula (PT).  Jackson também disse pessoalmente a Edvaldo que não aceita sua aliança com o PSC, liderado em Sergipe pelo ex-deputado André Moura. Fontes ligadas ao prefeito informam que ele pretende fazer uma espécie de “aliança branca” com André e o PSC para tentar manter o apoio de Jackson. Depois do rompimento do PT com o prefeito, Jackson passou a dizer que tomará decisão sobre as eleições depois do Carnaval.

TAXISTAS

Depois de defender os taxistas na sessão plenária da Câmara Federal, o deputado Fábio Henrique (PDT/SE) foi à Superintendência Nacional do Inmetro, nesta quinta (6). O deputado federal foi recebido pela superintendente nacional do órgão, Rosana Flores, e reforçou que essa é uma atitude que gera mais uma cobrança para os taxistas. Fábio Henrique reforçou para a superintendente que não concorda na Portaria 338/2019, que estabelece a colocação de uma fita na aferição do taxímetro que tem o valor de R$ 500,00. “A senhora precisa avaliar o fato que os taxistas já vêm sendo muito penalizados”, argumentou. A superintendente Rosana Flores informou que essa portaria foi amplamente debatida, inclusive com a categoria dos taxistas de todo o Brasil, e que tem o objetivo de segurança. De acordo com ela, essa será uma exigência a ser vigorada em 2021, para que tudo seja feita de forma tranquila.

TRÂNSITO

Devido ao avanço das obras de infraestrutura do corredor Hermes Fontes, a Prefeitura de Aracaju informa que haverá mudanças no trânsito nas avenidas Hermes Fontes e Adélia Franco, a partir desta segunda-feira, dia 10. Na nova fase da obra, haverá uma redução do trecho interditado na primeira frente de trabalho e uma ampliação na segunda frente. Dessa forma, o trecho interditado na Hermes Fontes, permanecerá no sentido Sul da via, agora, no trecho entre a avenida Edélzio Vieira de Melo e a rua Euclides Paes Mendonça. Assim, da Praça da Bandeira até o cruzamento da via com a Edélzio Viera de Melo o trânsito será liberado. O sentido Norte (praias/Centro), continua com binário para a circulação dos veículos no mesmo trecho da obra. Já na avenida Adélia Franco, a obra no sentido Norte (Orlando Dantas/Centro) da via que está sendo executada no trecho entre o cruzamento com as ruas Manoel de Oliveira Martins e Gutemberg Chagas, será ampliada, havendo bloqueio também do Palácio do Governo do Estado até o cruzamento com a avenida Marieta Leite.

REDUÇÃO

O governador Belivaldo Chagas disse, que passará a valer a partir de março de 2020, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços- incidente sobre o GNV (Gás Natural Veicular) de 18% para 12%. O decreto, assinado em 09 de dezembro de 2019, visa estimular o aumento do consumo de GNV em Sergipe e contribuir para redução de poluentes no ar.  O governador ressaltou que o governo do Estado tem feito a sua parte, dentro das possibilidades, a exemplo da redução do ICMS sobre o GNV, gás de cozinha e pauta do milho.   “Nós reduzimos ICMS para o GNV, para gás de cozinha, para o milho, dentro daquilo que foi possível fazer. Na questão do gás veicular, a ideia é, se eu baixo o ICMS do gás, ele ficará mais acessível e com isso  a gente pode ter um volume maior de veículos que serão adaptáveis para rodar a gás, automaticamente, teremos um consumo maior, e as empresas que vendem os esses kits, vão vender mais. Desta maneira, a gente vai ter como arrecadar sem causar prejuízos para o Estado. Só pela redução que fizemos na pauta do milho, nós aumentamos a arrecadação quase que o dobro em 2019, comparado com 2018”, declarou o governador. 

EXONERADA

A atriz Regina Duarte resolveu exonerar a reverenda Jane Silva, sua adjunta na Secretaria Especial da Cultura. Nos bastidores, um dos cotados para assumir o lugar de Jane é Humberto Braga, que presidiu a Funarte durante o governo Temer, em 2016. Ele tem acompanhado Regina em viagens a Brasília.Regina ainda não foi nomeada, mas já decidiu que não trabalhará com Jane. Nesse meio tempo, a reverenda estava atuando como secretária interina. A exoneração será assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.Jane foi convidada pela própria Regina para assumir o cargo no fim de janeiro. O convite estremeceu a classe artística. Pessoas que até então apoiavam a ida da atriz para a pasta foram surpreendidas pela decisão.Conversas nos bastidores já indicavam desentendimento entre as duas. O comentário era que Jane estava tentando passar por cima da chefe nas atribuições da pasta.Segundo relatos, a reverenda quis exonerar funcionários e tomar decisões sem falar com a atriz, o que teria aborrecido Regina.Em nota, a secretaria afirmou que a exoneração partiu de decisão do ministro do Turismo e que ainda não há nenhuma definição sobre quem irá ocupar o cargo.




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