13/02/2020 as 04:43

Deputados partem para briga em reunião com Moro

Glauber Braga (PSOL-RJ) e Eder Mauro (PSD-PA) foram apartados por outros parlamentares.

Política Online

Política
Por Ewerton Júnior
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A reunião da comissão especial da Câmara que discute Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre a volta da prisão após condenação em segunda instância foi encerrada mais cedo após dois deputados quase partirem para a agressão física, na Câmara, nesta quarta-feira, 12. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, participava do debate com os parlamentares quando a confusão começou. Glauber Braga (PSOL-RJ) e Eder Mauro (PSD-PA) foram apartados por outros parlamentares. O clima começou a esquentar pouco depois de Braga referir-se a Moro como "capanga da milícia", "capanga da família Bolsonaro" e "mentiroso" O ministro rebateu. "Quem protegeu milícia foi o seu partido", afirmou, em referência às críticas feitas pelo PSOL ao chamado pacote anticrime. Um dos pontos da proposta era deixar explícito que milícias são organizações criminosas. O partido, contudo, considerava que as medidas, na verdade, não afetariam esses grupos.

Moro também chamou o parlamentar de "desqualificado". O presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM), tomou a palavra para cobrar respeito de ambas as partes. Enquanto isso, fora dos microfones, Eder Mauro passou a atacar Glauber. Usou palavras de baixo calão e chegou a dizer que a mãe do deputado do PSOL era "bandida". Glauber também xingou Eder. Em seguida, o deputado do Pará se levantou e partiu em direção a Glauber. Nesse momento, Ramos declarou a reunião encerrada. Deputados se colocaram entre os dois para evitar agressões físicas. Mesmo assim, a briga não cessou. Com o plenário já desmobilizado, os dois adversários se dirigiram quase ao mesmo tempo à mesa onde havia água e café à disposição dos deputados. Uma nova discussão foi iniciada. "A tua mãe é uma bandida", disparou Eder Mauro. "O teu problema é que tu é gargantudo aqui dentro. Quero ver tu ser gargantudo lá fora, otário". Glauber também atacou. "Você é miliciano. É por isso que você ficou mordido. Tem uma milícia no Pará, por isso que ficou mordido. Mas eu não tenho medo de miliciano, não".

RESPOSTA

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o vereador Vardo da Lotérica disse que o ex-senador Eduardo Amorim “é cheira peido de Valmir (prefeito de Itabaiana)”. Foi uma referência às declarações de Eduardo de que se coloca à disposição de Valmir para ser seu candidato a prefeito de Itabaiana. Na manhã de ontem, em entrevista na Rio FM, de Porto da Folha, Eduardo rebateu:mVardo é cego seletivo.mEle está confundindo o Parlamento com um picadeiro, como se estivesse em um circo e as pessoas estivessem aplaudindo. Essa agressão não é só contra mim.

REJEITADO

Na sessão desta quarta-feira, 12, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), por unanimidade, não acolheu os embargos de declaração da vereadora Eulália Cely Silva Calumbi, do município de Ilha das Flores, e aplicou multa no valor de R$ 2.090,00. Cely Calumbi entrou com os embargos alegandoque a decisão colegiada nãopronunciou “o conteúdo integral dos depoimentos e, principalmente, sua interpretação em sintonia com os fatos”. O relator do processo, juiz Leonardo Souza Santana, decidiu que o recurso apresentado pela parlamentar é infundado com a finalidade de prolongar indevidamente a relação processual, de atrasar a eficácia da decisão judicial ou, ainda, de congestionar o trabalho do Poder Judiciário.

NOTA

O deputado estadual Gilmar Carvalho se posicionou sobre o julgamento de pedido de desfiliação do PSC por meio de Nota. Confira:Onde chego, em Aracaju e outros municípios, sou recebido com festa, verdadeiras ovações populares. Essa é a pesquisa! Com isso, não estou procurando desmerecer institutos de pesquisa. Estou acompanhando tudo, calado. Está marcado para a próxima sexta-feira o julgamento, no TRE-SE, de minha Ação de Desfiliação do PSC. Nos últimos meses, tenho sido atacado, criticado, xingado, sem dar uma resposta. Decidi aguardar a decisão da Justiça Eleitoral, em quem MUITO confio. Decisão tomada; perdendo ou ganhando, só ficarei com quem está com Aracaju. Quem não está com Aracaju, por favor, não tente se aproximar de mim. Gilmar Carvalho – Deputado Estadual

UNIMED

O vereador Cabo Amintas (PTB) foi entrevistado no programa “Impacto”, pelos radialistas Gilmar Carvalho e Jairo, na Rádio Jornal FM. O apresentador pediu a opinião de Amintas quanto ao processo que envolve a Unimed (Cooperativa Médica – operadora de plano de saúde) e a Prefeitura de Aracaju. O vereador, que aparentemente, foi o único parlamentar interessado em comparecer ao Tribunal de Justiça na manhã desta terça-feira (11), para ouvir o julgamento das partes, explicou o que pensa do processo. “Nos chama atenção e não entendo porque a gestão de Edvaldo Nogueira tem uma sombra negra quando se trata de dinheiro. Imagine você, renunciar a uma receita de R$ 130 milhões, enquanto a Prefeitura tem postos de saúde que faltam remédios, funcionários desvalorizados e você renunciar a um dinheiro que não é seu em troca de R$ 3,5 milhões. Essa é uma dívida que existe desde 2011”, criticou o parlamentar.

AÇÃO CRIMINOSA

A morte de cerca de 15 gatos ocorrida no Parque da Sementeira, na semana passada, foi recebida com grande choque pela deputada estadual Kitty Lima (Cidadania). Protetora animal e grande defesora do direito e bem-estar dos animais, Kitty lamentou a morte em massa dos animais e já está integrando uma força-tarefa para combater esse tipo de crime que tem se repetido no local, além de identificar e punir os autores. Por não ser a primeira vez que episódio como este ocorre na Sementeira, a deputada Kitty Lima acredita que a ação foi criminosa.

CORAÇÃO CORTADO

A ex-prefeita do município de Carmópolis, Esmeralda Cruz, foi entrevistada pelo Jornal da Fan 2ª edição e afirmou que os carmopolitanos vivem a pior situação de todos os tempos. Ela relembrou ainda o período em que o município passou por dificuldades e, segundo ela, a opção foi por manter o que era feito na área social.n “Chegou uma época que eu não tinha condições de fazer mais nada. Ou eu pintava os prédios públicos ou eu pagava o salário dos funcionários. Ou eu pintava um meio fio ou dava uma cesta básica. Eu preferi e paguei caro por isso, lógico. Na época, a oposição me crucificou, mas hoje, eu não me arrependo de nada, porque eu fiz o que o meu coração mandava. Eu preferi olhar pelo povo e tenho certeza que da minha época ninguém passava fome, ninguém pedia esmola e hoje a gente vê o povo pedindo nas portas, isso é de cortar o coração”, disse Esmeralda. A ex-prefeita, que é pré-candidata ao cargo de prefeita, disse ainda que a situação do servidor público no fim do ano de 2019 foi calamitosa.

 




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