17/07/2019 as 21:00

Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor

Belivas me provou mais uma vez morrer de saudades d’eu, larga d’eu governador

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Por Ewerton Júnior
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Parecia o Maracanã, estádio lotado, a seleção brasileira perdendo e só faltava os gritos de olé, mas as vaias que o governador Belivaldo Chagas tomou no evento realizado pela prefeitura municipal de Aracaju, eram dignas de um Maracanaço. A solenidade pode entrar para o rol dos eventos em que o bom Belivas não deveria ter ido. Quando um “mega star” como o governador vai a um destes eventos, pensa que será aplaudido de pé pela sociedade, mas não foi, tomou muita vaia. Tudo isto pela idéia infeliz da DESO que decidiu aterrar uma imensa várzea no Santa Lúcia, para construir uma estação de tratamento de esgoto. Segundo Antônio Samarone, uma  estupidez humana, a Lagoa Doce funcionava como um amortizador das enchentes do Rio Poxim. Era um reservatório natural para o excesso de água.Ainda segundo Samarone, o que fez o governo? Aterrou a ligação da Lagoa Doce com o Rio Poxim, numa área de manguezais, sem contar a devastação da fauna e da flora, causou um grande problema para as futuras enchentes.

O bom Samarone escreveu em artigo publicado nas mídias sociais, dizendo “que levou um amigo, engenheiro ambiental, para ter uma opinião técnica. Ele ficou escandalizado. Samarone, esse é um crime ambiental abominável e trará consequências a médio e longo prazo. Claro que a causa do alagamento do Santa Lucia, Sol Nascente e JK não foi o aterro, alagava antes; mas aterro potencializou os efeitos da chuva. Samarone ainda ponderou com o engenheiro, mas o aterro da Lagoa Doce foi autorizado pela ADEMA. Eles devem ter feito algum estudo. Ele riu! Você queria o quê, que um órgão do estado negasse um pedido do Governador. Eu não me conformei: e o Ministério Público fez vistas grossas? Ele acha que não, é provável que o MP não saiba do que se trata. Pode ser.  Voltei convencido, o aterro criminoso da Lagoa Doce precisa de providências jurídicas. Ainda há tempo para se paralisar a obra, punir os responsáveis, e se evitar as consequências dessa decisão impensada”.

Aí só para lembrar, a segunda tenebrosa do Bom Belivas, a vaia rolou e a emenda apresentada ao soneto por Sua Excelência o Governador, foi ainda pior, quando Belivaldo pegou o microfone para dizer bom dia, as vaias pipocaram e os gritos de lagoa, e a lagoa, ecoaram nos finos tímpanos do governador,  doeram e como doeram, aí ficou ainda pior quando o governador disse que se houvesse quem provasse que a Lagoa traria o impacto ambiental alegado pela população ele determinava a DESO a interrupção imediata das obras, aí foi ainda pior, o grito virou vaia nele. O governador, após o seu discurso, atendeu gentilmente a imprensa na porta do possante veiculo da sua comitiva, lá ele disse que era onipotente e não é, mas o bom ficou para o final, aí meu grande Belivas se superou, quando perguntei se ele estava satisfeito com as ações do seu governo com relação as torrenciais chuvas que caíram sob o estado na semana passada, ele respondeu com uma pérola que demonstra a saudade d’eu, “estou sim satisfeito com as ações do meu governo e também com suas ações”, larga d’eu governador.

LIXO I

Uma disputa judicial que já dura 18 meses, mas que ainda não foi cumprida. Na manhã da terça feira, 9, o Tribunal de Justiça finalizou o julgamento dos Embargos de Declaração que discutiam a legalidade do processo de licitação para a coleta de lixo na cidade de Aracaju. Por 3 votos a 0, o TJSE decidiu que a empresa Torre seja desclassificada da licitação. Em seu lugar deve assumir a Tecnal, do Rio Grande Norte, que apresentou os menores valores na disputa. Apesar de uma semana já ter passado após a decisão do TJ, nada mudou na coleta de lixo em Aracaju. Em entrevista ao programa Impacto, apresentado pelo radialista e deputado estadual Gilmar Carvalho, o advogado Danniel Alves Costa, explicou que a empresa recorreu à Justiça em virtude do motivo absurdo que provocou sua desclassificação pela Comissão de Licitação da Emsurb.

LIXO II

“A Tecnal ganhou a licitação, apresentou a proposta mais baixa em dois lotes, todos os requisitos técnicos, mas foi desclassificada simplesmente porque o endereço do seu registro no Conselho Regional de Administração estava desatualizado. Algo totalmente fora do edital e que nós acreditamos ter sido apenas um equívoco administrativo, já corrigido pelo Judiciário”, explica Danniel Alves Costa. Segundo o advogado, outra situação grave é que mesmo a Emsurb tendo total conhecimento de que a licitação estava sub judice, homologou o procedimento licitatório e assinou o contrato com a Torre, “mesmo sabendo que o processo que decidiria a legalidade estava pautado duas semanas depois no Tribunal de Justiça”.

LIXO III

Em nota pública, a Emsurb justificou que houve a perda do objeto da licitação, algo que, dentro de um ponto de vista técnico, “é algo totalmente absurdo no mundo jurídico”. “A gente tem respeito pela tese da Prefeitura, mas há muito tempo o STJ já vem trazendo jurisprudência e entendimentos consolidados no sentido que a própria parte não pode gerar a perda do objeto”, completa Daniel Alves. O advogado disse que a Tecnal está apenas aguardando a publicação do acórdão para exigir no juízo de 1º grau o cumprimento da decisão do dia 9 de julho, inclusive com aplicação de multa e a possível apuração de crime de desobediência. “A empresa Tecnal, além de fornecer os melhores serviços, de ter apresentado o menor preço, de haver uma decisão que manda desclassificar a Torre, já está pronta há mais de um ano para assumir o contrato, inclusive com caminhões à espera”, relata Danniel Alves Costa.

TCE

O vereador Elber Batalha Filho (PSB), disse na manhã desta quarta-feira, 17, em entrevista a Gilmar Carvalho, na FM Jornal,  que o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) encaminha a permanência do PT em seu arco de alianças para as eleições de 2020 com o grupo abrindo uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Segundo o vereador, um petista assumiria no TCE e estaria garantida a indicação de vice para o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD). A indicação de Mitidieri seria a deputada estadual Maísa, sua irmã, ou outro nome de confiança do deputado. Só esqueceram de dizer a Elber, que Maísa já é a vice com ou sem vaga no TCE.

VELHA CAP

A situação de 170 famílias da ocupação Maria do Carmo 3, na cidade de São Cristóvão (SE) se agravou com as chuvas e levou o prefeito Marcos Santana (MDB) a fazer um desabafo. “Tenho uma dívida com essa comunidade e espero que o governo federal retome imediatamente o programa de habitação popular para retirar essas pessoas de uma região inóspita”. Ele disse que irá buscar os recursos necessários para construção de moradias para a comunidade. “São 170 famílias que moram em barracos de lona, madeira, sem a menor condição de habitabilidade, em ruelas”, lamentou. A ocupação Maria do Carmo 3 fica localizada às margens do rio Poxim Mirim e foi completamente tomada pela enchente. Inicialmente, 36 famílias dessa invasão, de outra que ficam às margens do riacho X, e de outros locais, foram levadas para um espaço cedido pela Igreja Senhor do Bonfim, no Rosa Elze, mas nesta quarta-feira, segundo o prefeito restavam apenas 26. As demais já tinham retornado para suas residências ou casas de familiares.

ROSÁRIO DO CATETE

A promotora Verônica de Oliveira Lazar, Promotora de Justiça convocada em substituição 9ª Procuradoria de Justiça, está pedindo o afastamento do prefeito de Rosário do Catete. O pedido da promotora é no sentido de não haver interferência nas investigações que apuram a nomeação de servidores “fantasmas” da prefeitura de Rosário do Catete. A promotora explica que “requer o afastamento do Sr. Prefeito Etelvino Barreto Sobrinho, ora denunciado, do exercício cargo, enquanto durar a instrução criminal, nos termos do art. 2º, inc. II do Decreto-Lei 201/67”. No pedido, a promotora diz ainda que “importa ressaltar, que a permanência do Sr. Prefeito no exercício do cargo, inclusive, já tendo sido condenado por improbidade administrativa em 2º grau (processo nº 201800715685), poderá prejudicar a coleta das provas testemunhais diante do poder conferido ao mandatário para nomear e exonerar servidores públicos municipais e dificultar o acesso aos documentos da Prefeitura Municipal”.

 

 

 




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