24/01/2020 as 06:15

Luciano Huck: "Eu adoraria poder ver o país bem representado"

Huck é visto como potencial candidato à Presidência em 2022

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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O apresentador Luciano Huck atraiu a maior parte das atenções nesta quinta-feira (23) durante o painel que participou sobre os protestos de rua na América Latina na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, mas evitou polêmicas. Discorrendo sobre desigualdade, educação e ambiente, foi chamado em voz alta ao menos duas vezes de "próximo presidente do Brasil" -pelo escritor e youtuber brasileiro Raiam Santos e pela secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU, Alicia Bárcena Ibarra. Huck, que é visto como potencial candidato à Presidência em 2022, desviou do epíteto. Indagado após o evento sobre os temas que abordou no almoço e as ações do Brasil na área, disse que o Brasil merecia representação melhor no exterior "O Brasil precisa ser mais bem representado, para além da economia", afirmou. "Quando você lê a carta do professor [Klaus] Schwab desta edição do Fórum Econômico e ela claramente aponta para discutir ideias que possam gerar crescimento econômico com redução da desigualdade, eu adoraria poder ver o país bem representado em painéis além dos painéis econômicos", afirmou, aludindo ao ministro Paulo Guedes (Economia), celebrado por investidores no Fórum. "Sem dúvida a gente entregou números importantes do ponto de vista econômico, mas a gente estava fora dos painéis de educação, desigualdade e Amazônia."

Durante o almoço, ao qual também estava presente o cocriador do movimento anarquista americano Occupy, Micah White, e outros líderes da sociedade civil, Huck contou uma história de superação que registrou em seu programa, falou da importância da educação e esboçou um ponto de vista sobre ambiente, um dos eixos do encontro deste ano. "Temos 80% da Amazônia que não sabemos a quem pertence, estão em uma zona cinzenta, então temos que pensar na Amazônia também nas pessoas, não nas árvores" disse aos convidados, sem elaborar, aparentemente referindo-se à área protegida da floresta. É uma opinião consonante com a do governo Jair Bolsonaro, que vem defendendo maior desenvolvimento econômico para a região da floresta, mas é criticado por sua inação ambiental. O ministro Ricardo Salles (Ambiente) não viajou para Davos. Na plateia, estavam executivos brasileiros como Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, e o vice-presidente do Bradesco, Mauricio Minas -ambos sentados à mesa com Huck. Aliados de dois dos possíveis concorrentes de Huck caso ele se candidate em 2022 também estavam presentes: a secretária de desenvolvimento econômico de São Paulo, Patricia Ellen, que viajou a Davos com o governador João Doria (PSDB), e o presidente do BNDES sob Bolsonaro, Gustavo Montezano. Com informações da Folha

PESQUISA CNT

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lidera a intenção de voto para corrida presidencial de 2022, conforme indicou a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), encomendada pelo instituto MDA, que foi divulgada nesta quarta-feira (22). O chefe do Executivo tem 29,1% das intenções, sendo seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 17% das intenções.  O ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), por sua vez, registrou 3,5%. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apareceu com 2,4% das intenções. Fernando Haddad (PT) teve 2,3%. Ainda segundo o estudo, 30,2% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem votariam para presidente, caso as eleições fossem hoje. O instituto perguntou em quem as pessoas votariam se as eleições para presidente da República fossem hoje. Não foram apresentados nomes específicos de candidatos, ou seja, os entrevistados apontaram os prediletos espontaneamente.

MINISTÉRIO I

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar nesta quinta-feira (23) sobre a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública. Se isso ocorrer, segundo ele, o ministro Sergio Moro permanecerá à frente da pasta da Justiça e perderá a sua principal bandeira até aqui: a queda nas taxas de homicídios, tendência iniciada ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e acelerada agora. "Se for criado, aí ele [Moro] fica na Justiça. É o que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir com o Ministério da Segurança", afirmou Bolsonaro, ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã, antes de embarcar para uma viagem à Índia. A declaração foi feita um dia depois de um o presidente ter dito em encontro com secretários de segurança pública que vai estudar reformular a estrutura ministerial.

MINISTÉRIO II

Parte da estratégia que elegeu Jair Bolsonaro (sem partido) presidente da República em 2018, movimentos de rua alinhados à direita política têm demonstrado insatisfação com a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública, hoje sob Sergio Moro, que também é ministro da Justiça. Nesta quinta-feira, 23, o próprio Bolsonaro disse estar cogitando o desmembramento da pasta de Moro. O presidente diz ser "lógico" que Moro seja contra a divisão, mas reafirmou que o caso "é estudado com os demais ministros". Nas redes sociais, os movimentos Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL), e Nas Ruas aderiram à campanha #SegurançaComMoro. Com níveis diferentes de adesão ao governo, os grupos abordaram de diferentes formas a situação que opõe Moro e Bolsonaro.

DESCALABRO

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 23, ao Estado/Broadcast, que a decisão do ministro Luiz Fux - que suspendeu a implantação do juiz de garantias por tempo indeterminado - gera insegurança jurídica e "desgasta barbaramente" a imagem do Supremo, classificando-a como um "descalabro". Marco Aurélio quer que o tema seja analisado pelo plenário da Corte o quanto antes. Nesta quarta-feira, 22, Fux impôs uma derrota ao Congresso Nacional, ao presidente Jair Bolsonaro e ao presidente do STF, Dias Toffoli, ao suspender, sem prazo definido, a criação do juiz de garantias. A medida prevê dividir entre dois magistrados a análise de processos criminais.

PARTIDO

O perfil do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar, manipulou digitalmente uma imagem para comemorar a marca de 200 mil seguidores no Twitter. Na foto, metade das cerca de 50 pessoas que aparecem lado a lado, com as mãos levantadas, foi duplicada. "Já somos 200 mil", diz a frase que acompanha a imagem. Na legenda, o perfil oficial do Aliança Pelo Brasil também fez um agradecimento aos apoiadores. O Aliança faz um esforço este mês para conseguir as quase 500 mil assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e viabilizar o registro da sigla.

INSTAGRAM

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou nesta quinta-feira, 23, em sua conta no Twitter, que resolveu criar um perfil também no Instagram. Segundo o ministro, sua entrada na rede social atende a um pedido de sua mulher, a advogada Rosângela Moro. "A pedido da minha esposa, estou finalmente entrando no Instagram. É uma forma de prestar contas à sociedade. Isso no dia 23 de janeiro, provando que esse perfil é meu mesmo", disse Moro em vídeo publicado no Instagram. Na postagem, ele aparece segurando um calendário, referência à sua primeira publicação. Na rede de microblog, Moro explicou que decidiu abrir a conta no Insta "para alcançar um outro público na divulgação dos trabalhos do MJSP".  No Instagram há outras contas usando seu nome, mas o perfil oficial do ministro é @sf__moro. Até o final da tarde sua página já tinha 19.9k de seguidores. 

 




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