17/02/2020 as 05:04

Em entrevista Moro abre o verbo e critica documentário

Moro fez referência ao impeachment e à eleição presidencial ao criticar o documentário Democracia em Vertigem

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afastou a relação da Lava Jato com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, dois anos depois. "São movimentos que foram distintos. Claro que existe um contexto no qual o presidente foi eleito. Mas, assim, o impeachment não teve a nada a ver com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. São coisas dissociadas", disse o ex-juiz federal de Curitiba. A declaração de Moro foi feita em entrevista ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar estreou ontem um programa de entrevistas em seu canal no YouTube, chamado de O Brasil precisa saber. Antes da exibição, Eduardo divulgou o anúncio da gravação, chamando seus seguidores para acompanhar o programa. Moro fez referência ao impeachment e à eleição presidencial ao criticar o documentário Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa, indicado ao Oscar. "Para um documentário, acho que presta um desserviço aos fatos porque é uma visão deturpada daqueles acontecimentos."

A atuação de Moro na Lava Jato é contestada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados do petista acusam o ex-juiz de agir com parcialidade ao condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá e depois assumir um cargo no primeiro escalão do governo Bolsonaro. O julgamento da suspeição de Moro deve ser concluído ainda neste semestre na Segunda Turma do STF. Na entrevista, Moro elogiou o ministro Luiz Fux, do STF, por derrubar um item da lei anticrime que obrigava presos a serem submetidos à audiência de custódia em 24 horas. O dispositivo foi incluído no pacote proposto por Moro na tramitação do projeto no Congresso. Ao ser questionado sobre futuros projetos a serem encaminhados ao Legislativo, destacou a intenção de deixar a Força Nacional de Segurança expressa na Constituição. A intenção é dar segurança a uma nova modelagem para o órgão, que atualmente reúne policiais estaduais em operações especiais. O ministro também se manifestou favorável à diminuição da idade penal para 16 anos em caso de crimes gravíssimos. Com informações do Estadão.

CONCURSO DA CMA

As inscrições para o concurso público da Câmara de Vereadores de Aracaju (CMA) começam nesta segunda-feira (17) e seguem até o dia 17 de março. Serão abertas 54 vagas, sendo 34  para nível médio e técnico e 16 vagas para nível superior. Os valores variam de R$ 70 para o nível médio e técnico e R$ 80 para as vagas de nível superior. O edital está disponível no site da CMA e contém todas as informações sobre os cargos, período de inscrição e local de realização das provas. A Fundação Getúlio Vargas será a responsável pela realização da prova.

HÉROI

O presidente da República, Jair Bolsonaro, após participar da inauguração da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha, na cidade do Rio de Janeiro, falou com a imprensa sobre Adriano Nóbrega. O presidente disse que, em 2005, o policial militar Adriano Nóbrega, era um herói da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) pelas suas ações no combate ao crime. “Sem querer defendê-lo, desconheço a vida pregressa dele. Naquele ano [2005], ele era herói da Polícia Militar”. Bolsonaro destacou também não ter ligações com a milícia do Rio. “Não conheço a milícia do Rio de Janeiro, não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio de Janeiro. Zero.”

PM DA BAHIA

Quem foi responsável pela morte do capitão Adriano foi a PM da Bahia, do PT. Precisa dizer mais alguma coisa?", disse neste sábado, 15, o presidente da República, Jair Bolsonaro. A afirmação é uma referência à morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto no município de Esplanada, a 170 km de Salvador, e que no passado recebeu homenagens da família Bolsonaro. "A medalha foi em 2005. Não tem nenhuma sentença julgada condenando o capitão Adriano por nada, sem querer defendê-lo", afirmou Bolsonaro em evento no Rio ao lado do filho e senador Flávio Bolsonaro (Sem Partido-RJ), responsável pela homenagem. O presidente disse que a homenagem foi um pedido dele ao filho.

NOTA

O pré-candidato a prefeito de Aracaju delegado Paulo Márcio (DC) divulgou uma nota neste domingo (16) onde saiu em defesa de sua amiga e também Delegada, Danielle Garcia. Paulo Márcio faz um relato sobre a sua amizade com Danielle, conta curiosidades do ingresso na polícia, conta como foi a criação da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária e a Administração Pública, hoje Deotap e faz uma revelação: “em 2009, foi convidada para o DEOTAP (cujo embrião foi a DERCECAP) onde desenvolveu um trabalho que lhe conferiu notoriedade, mas, verdade seja dita, legou-lhe uma lista de inimigos poderosos, influentes e perigosos”.

COBRANÇA

O presidente este do PDT em Nossa Senhora do Socorro, Alan Mota, em entrevista ao Jornal da Fan, cobrou que o senador Rogério Carvalho cumpra os compromissos formados com ele. ”Em Socorro eu coordenei a campanha de Rogério Carvalho, que também teve o apoio da vereadora Maria da Taiçoca. Ele disse que estaria conosco em qualquer que fosse o palanque” afirmou. O PDT deve lançar em Socorro a chapa: Fábio Henrique para prefeito e Maria da Taiçoca para vice-prefeita. Apesar dessa tendência, o presidente do partido, Alan Mota, disse que o partido só anunciada oficialmente seus candidatos em abril.

QUEIMA DE ARQUIVO? 

"Quem é responsável pela morte do capitão Adriano? A PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?" As primeiras palavras de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a morte do ex-capitão da PM Adriano Nóbrega, em entrevista à imprensa, deram o tom da estratégia que o presidente lançaria mão para proteger a si próprio e a sua família em torno da proximidade com o miliciano.Adriano foi morto no último domingo (9) no município de Esplanada (BA), ao ser alvo de operação que envolveu as polícias baiana e fluminense. Investigações apontam que ele atuava em diferentes atividades ilegais: milícia, jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e homicídios profissionais. O presidente se manteve em silêncio sobre o tema por quase uma semana. Ele seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), só se pronunciaram sobre o caso quando apareceram evidências de que pode ter havido "queima de arquivo" ou uma eventual acerto de contas de milícias.

 




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