EXCLUSIVA

21/04/2018 as 18:00

Exclusiva do Alô: A entrevista desta semana é com Carlos Magá, radialista, narrador esportivo, odontólogo e ex-professor

Eu tive a alegria em começar no rádio cedo. Eu me graduei em odontologia na Universidade Federal de Alagoas em 1962 e conclui também o curso de Ciências e Letras Neolatinas

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Carlos Magalhães o ícone do rádio sergipano e o maior narrador esportivo, com mais de 60 anos de atividade no rádio. Mais conhecido como Magá o radialista, narrador esportivo, odontólogo e ex-professor do curso na UFS nos concedeu essa entrevista nos bastidores dos estúdios da Rádio Jornal 540 Am. Conheça um pouco da história de um dos mais antigos comunicadores sergipanos.

 

Alô News – Conte-nos um pouco de sua história, sua trajetória de vida.

 

Carlos Magalhães (C.M)* - Primeiro cumprimento ao ilustre entrevistador. Tenho um prazer imenso em dizer que sou um sergipano de Propriá, eu nasci em 1938, fiz 80 anos recentemente, e tenho 62 anos de atividade profissional ininterrupta. Além disso eu tive a alegria em começar no rádio cedo. Eu me graduei em odontologia na Universidade Federal de Alagoas em 1962 e conclui também o curso de Ciências e Letras Neolatinas também em Alagoas. E em 1967 eu conclui o mestrado de Saúde Pública em Manguinhos no Instituto Osvaldo Cruz, onde funcionava a escola nacional de saúde pública.

 

Durante toda a minha vida profissional exerci atividade em rádio, comecei na rádio difusora de Alagoas e fui o primeiro locutor fundador da rádio Gazeta em 1958, e eu já estava como profissional do rádio.

 

Na odontologia fui professor titular da Universidade Federal de Sergipe na área de saúde pública, fiz concurso; fui fundador do curso de odontologia e exerci também a profissão em consultório. Eu diria que tenho uma caminhada de vida muito boa ao lado de uma família maravilhosa. Sou casado com a Maria que é capixaba, filha de italianos. E exerci as atividades profissionais com muito afinco, com muita vontade de vencer.

 

Alô News – Na odontologia o senhor exerceu a profissão por quanto tempo?

 

C.M – Até que me aposentei da UFS. Aliás, eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto muito interessante para a comunidade... Quando João Garcez, que era odontólogo, foi governador do Estado (substituindo Lourival Batista), eu, a pedido dele desenvolvi o projeto de fluoretação de água do sistema de abastecimento público de Sergipe, o que permitiu que se acabasse com a queda dos dentes das crianças naquela época, porque o flúor na água reduz a cárie em 65%.

 

Alô News – Muitos jogos foram narrados na sua voz, qual foi a narração mais marcante?

 

C.M – Foi a copa da independência do Brasil, quando a Rádio Cultura, a qual estava vinculado, cobriu ao vivo todos os jogos de todos os estádios do Brasil. Fizemos um grande trabalho, e a Rádio Cultura naquela época era líder absoluta em esportes... Eu cobri a copa do mundo de 70, no México. Já cobri várias copas do mundo.

 

Alô News – O senhor também foi deputado federal, como foi sua atuação? E por que não seguiu carreira política?

 

C.M – Eu estive na Câmara Federal antes da Constituinte, eu fui na leva comandada por Augusto Franco que teve 103 mil votos, eu tive 10 mil votos, e tive a oportunidade de servir bem a Sergipe. Cito projetos importantes como o de Xingó, era membro da comissão nordestina pró-Xingó, e também a reconstrução da BR 101 Norte, que era esburacada terrivelmente e empresários sergipanos me pediram e eu fiz. Esse projeto foi possível através de uma decisão do ministro Afonso Camargo (o homem do vale-transporte), que me atendeu no seu gabinete, depois de um pronunciamento na Câmara e determinou ao DNER a reconstrução da BR 101 Norte. E tive uma participação ativa na redemocratização do Brasil.

Atuei durante os 4 anos da legislatura e depois eu resolvi me retirar da política porque não tinha dinheiro pra concorrer com os poderosos. O dinheiro tem tido um papel muito destacado na política na compra de votos e eu não sei comprar votos e nunca soube. Mas exerci muitas atividades públicas, fui secretário de saúde de Aracaju, presidi a EMSETUR, fui secretário de Estado da Comunicação Social, e etc, tive uma vida ativa e sem problemas, nunca tive um processo de condenação em canto nenhum, nem em Tribunal de Contas, nem em Tribunal de Justiça, exerci com dignidade os cargos e também com muita vontade de servir a comunidade.

 

Alô News – Qual a sua opinião sobre a copa 2018?

 

C.M – O Brasil vai bem, ganhamos a Rússia, e ganhamos a Alemanha também de quem tomamos a goleada de 7 a 1.

 

Alô News – Como um radialista renomado e um dos mais experientes em Sergipe, qual a sua opinião sobre os profissionais de hoje?

 

C.M – A imprensa evoluiu muito, em todos os sentidos, tecnologicamente... Nós crescemos muito. Mas precisamos evoluir no sentido de promover as comunidades...

 

Confira também a entrevista anterior: Exclusiva do Alô com Dr. Almir Santana: uma das maiores autoridades médicas de Sergipe




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