EXCLUSIVA

16/06/2018 as 18:00

Exclusiva do Alô: Bate papo com o candidato a governador, Milton Andrade (PMN)

Apesar de não ser tão conhecido, Milton partiu logo a disputa do Governo do Estado

Foto: (Milton Andrade)<?php echo $paginatitulo ?>

Com apenas 30 anos de idade, Milton Andrade, que concorrerá ao cargo de governador de Sergipe pelo PMN (Partido da Mobilização Nacional) tem um currículo vasto. É advogado, empresário de Aracaju, vice presidente do CDL de Aracaju, Conselheiro do centro de apoio ao pequeno empreendedor do CEAP de Sergipe e líder do movimento Renova Brasil. 

 

 

Em entrevista exclusiva para o Portal Alô News, Milton falou sobre diversos assuntos que abordará na sua gestão caso seja eleito governador do estado. Ele comentou também sobre o descontentamento existente como governo atual, e afirmou que buscará reverter esse quadro permitindo construir um novo caminho para a política local 

Confira a seguir a entrevista do Portal Alô News, com o candidato do PMN ao governo do Estado.

Alô News (A.N): Milton você já trabalhou na administração pública na prefeitura de Aracaju, mas nunca em um cargo político; porque se candidatar logo a governador do estado?

(M.A): Quando eu participei da gestão pública como secretário adjunto eu senti muita dificuldade de programar as medidas eficientes de gestão, medidas de austeridade, de corte de desperdício, corte de privilégios. Foi lá que eu descobri que não adiantava participar da administração sendo mais um ou nós iríamos para poder dar as diretrizes da nova política ou nós não teríamos força para enfrentar a velha política. Então foi nessa experiência que eu tive na administração pública que eu descobri que um passo a ser dado tem que ser um passo maior. E o cargo que pode fazer mais pelo povo é o poder executivo,  e o meu perfil é o de gestor. Então somada a essas três coisas, a experiência que eu tive na prefeitura e sair até frustrado e pedi exoneração insistentemente para que a gente não pudesse fazer mais parte da administração que estava fadada no sucesso. Enquanto estive lá, abri mão de motorista, abri mão de carro. Passei uns seis meses sem celular, só depois que começaram a reclamar que para ligar para mim não é de graça, ai está bom, me dê o celular. Minha conta nunca veio mais do que à assinatura mensal. E ai foi nessa experiência descobri que não adiantava fazer parte da administração em que as pessoas tinham os velhos costumes  eu tinha que vim pra programar um novo costume na administração. 

Alô News (A.N): Então a sua decepção com a participação na administração pública se devia a continuidade das práticas dos velhos costumes do século passado. Fale-me quais práticas principalmente lhe incomodaram. 

(M.A): Excesso de efetivo ineficiente, por exemplo, o número de cargos comissionados em excesso, falta de uma contenção nos gastos, falta de planejamento estratégico bem feito, falta de nomeações técnicas, mas muitas nomeações políticas e privilégios. Alarmou-se que Edvaldo deixou uma divida de 180 e tantos bilhões que é verdade, que ele deixou mesmo. Mas ninguém abriu mão de motorista, abriu mão de carro, abriu mão de nada, mas aí deu no que deu.

Alô News (A.N): Você fala que caso venha a vencer as eleições vai diminuir as secretarias de 22 pra 8 , só que pra diminuir também teria que teoricamente diminuir o número de nomeações políticas Como é que você acha que vai conseguir diminuir o número de nomeações políticas no seu governo?

 (M.A): Com apoio popular. Muita gente fala, se você não for fazer isso você não vai ter apoio da assembléia legislativa, os deputados não vão permitir que você tire indicações dele. Eu to indo de acordo com o interesse público e não com o acordo do interesse político com quem é que seja. Se for senador, se é deputado,  se é secretário, prefeito, meu compromisso é com o interesse  publico, não existe interesse público em mais de 6 mil cargos comissionados. A máquina funcionaria bem, melhor e gastando menos, com um pouco menos de 800 comissionados. Tem divergência nos estudos de 600/800 comissionados.

Alô News (A.N): E esses comissionados seriam indicados por outros políticos?

(M.A): De forma alguma, político está pra discutir política pública, execução de equipe técnica, o político vai discutir as demandas da sociedade. É necessário construir uma creche, construir uma ponte, asfaltar uma rodovia. Vamos conversar, vamos viabilizar. Agora nomeação de gastos técnicos não é pra político. Eu garanto e desafio na minha gestão apontar uma nomeação política inclusive a mim. Que na oportunidade que passou a administração pública eu não fiz uma indicação política, nenhuma. Então vou fazer isso na minha gestão publica também. 

Alô News (A.N): Você anunciou há poucos dias uma aliança com o PV, mas está estudando novas alianças e caso venha a ser eleito aceita trabalhar com novos partidos e com outros políticos de fora de sua coligação ou desprezaria essas alianças?

(M.A): Não se despreza aliança. Só pra finalizar a partes dos políticos, justamente pra comprovar e deixar fechado a porta. Secretaria hoje serve para prospectar apoio, para atrair apoio de partidos e grupos políticos. Nós não vamos trabalhar assim, nos vamos reduzir a secretaria  que quanto maior o apoio tem m ais gente comendo. Então na verdade o excesso de cargo comissionado e o excesso de secretarias só servem para um projeto político de reeleição e não para uma prestação de serviço eficiente. Por conta disso eu vou anunciar no mês de agosto nossa equipe de secretariado. Os 8 secretários serão anunciados no mês de agosto. .

Alô News (A.N): Todos técnicos?

(M.A): Todos. Não vai ter uma indicação política tanto que vamos anunciar em agosto. Se eu fosse anunciar depois de eleito era pra estar combinando com um e com outro. Vamos anunciar em agosto, nas eleições, com inicio do processo eleitoral nos vai anunciar. Voltando a sua pergunta das alianças, não se despreza uma aliança política, para se fazer uma aliança política para as eleições tem 3 requisitos: 1- Que o partido não traga com ele na chapa nas candidaturas, pessoas de uma história questionável ficha suja , se trouxer está fora. 2. Que o partido tenha compromisso, os mesmo compromissos com a gente que é renovação política, é o nosso tripé, nossa proposta é sustentada no tripé, combate e restrita corrupção e gestão eficiente da máquina pública. Se o partido tiver esses dois requisitos de trazer conosco pessoas ficha limpa e tiver somado conosco nesses três ideais o partido é muito bem vindo. Para governar nós não vamos ter interferência de ninguém, então quem quiser apoiar nosso governo é muito bem vindo, só não vai interferir, não vai ter uma contrapartida pelo apoio, não vai ter nada em troca, vai ser ouvido, vai participar com idéias e sugestões, mas não vai nomear parentes, indicação política pra estar dando apoio não, isso de forma alguma.

Alô News (A.N): Como seria costurada essa aliança dentro da assembléia com os políticos. Como você os atrairia?

 (M.A): Com propostas de melhoria dos serviços públicos da qualidade de vida, propostas que tenha o cidadão no centro do estado e não os políticos. Os políticos se apoderaram do nosso estado, deixaram os cidadãos de escanteio e isso não vai acontecer e quem quiser ser contra isso por estar extorquindo o cargo ele vai ter que responder pela sociedade, porque nós vamos dizer. E ele vá se explicar perante o eleitorado porque ele está sendo contra uma medida que é boa pro povo, ele vai enfrentar a opinião popular. Nós vamos construir a maioria com diálogo, com boas práticas, com exemplos que eu vou mostrar que eu não indico. Um exemplo, nos últimos gestores nenhum deu exemplo, ele vai cobrar exemplo do povo, se ele não der exemplo? Eu vou dá o exemplo, não vai ter indicador meu político não, vai ser pessoas técnicas, capacitadas, com critérios. Como exemplo, com propostas que tenham como centro a qualidade do serviço público, o cidadão contribuinte, se ele for contra tudo o que for bom ele vai ter que explicar para a população porque ele está sendo contra.

Alô News (A.N): Acredita que a população tem maturidade pra entender que, por exemplo, você poderia estar sendo chantageado politicamente por alguns políticos não quisessem te apoiar?

(M.A): Eu não tenho menor dúvida. O povo é inteligente, as redes sociais fazem com que as informações cheguem rápido, instantâneas. Não podemos subestimar a inteligência do sergipano não. O sergipano é muito conectado, é antenado e sabe como as coisas funcionam e também duvido se tiver esse tipo de chantagem. O que hoje existe não é chantagem, é uma política impregnada no governo que isso é regra. A partir do momento que alguém acabe com isso não vai ter mais não. Eu tenho a maior tranqüilidade do mundo em construir uma maioria na assembléia propositiva que apóie aquilo que for bom e que seja contra.

Alô News (A.N): A questão da segurança, a gente sabe que o estado de Sergipe é que mais tem apresenta índices altos de violência no país. Qual seria a sua política pra diminuir a criminalidade e o tráfico de drogas em Sergipe?

(M.A): Segurança Pública não se faz só com polícia. A polícia é um dos pilares que da sustentação a segurança pública. A educação é um pilar, emprego e renda são outro pilar. Urbanização viária é outro pilar, ocupações de espaço público é outro pilar. Sergipe faz fronteira com Alagoas, Bahia e com o oceano pelo leste. Sergipe não tem fábrica de armas, não tem de drogas, mas Sergipe está inundado de armas e drogas, mais de 80 % dos crimes envolvendo violência tem a ver com drogas ou foi cometido com o criminoso sob efeito de drogas, foi disputa pelo ponto de drogas ou foi de divida de drogas. O que nós temos que fazer? Monitorar as fronteiras. Sergipe está com as fronteiras completamente expostas, largadas, até os postos fiscais o atual governo desativou. Nós não temos nada na fronteira que impeça que entre drogas, que entre armas, que entre criminosos ou que fujam daqui. Nós faremos um trabalho coordenado ente as polícias federal e rodoviária federal, civil, rodoviária estadual, militar e guardas municipais , inclusive o exercito, utilizando tecnologias com os cisfrons (Sistema de Fronteiras) como o detecta que é um software muito simples já implementado em vários estados como São Paulo e que acha através de câmeras cadastradas, inclusive câmaras de prédios se for o caso de particulares, radares que saia procurando. Passou ele detecta. Utilizando a tecnologia somando forças nós vamos praticamente deixar as fronteiras de Sergipe intransponíveis para drogas e armas. A gente sabe quem 100 % eficiente não temos como ser. E a consequência disso vai ser o desabamento dos números da violência em Sergipe. 

Alô News (A.N): A gente sabe que muitos jovens principalmente do interior do estado estão sem oportunidades de trabalho, sem perspectivas. Qual a sua proposta de governo para fazer com que esses jovens cessem essa vida de ociosidade principalmente no interior do estado e que temham uma perspectiva de vida melhor?

 (M.A): O desemprego dos jovens chega a quase 30%, varia de 25 a 28 % em Sergipe. A média de desemprego no Brasil é 12.9, em Sergipe são quase 18 %. Sergipe está pior no Brasil quase em tudo com os jovens não é diferente. Primeiro nós temos uma educação de péssima qualidade, a pior educação do Brasil, ninguém tem uma educação pior do que Sergipe, ou seja, nós não estamos qualificando nossos jovens pro trabalho, eles não estão prontos pro trabalho. Nós vamos dá uma educação de qualidade, ensino integral e educação com uma mão de obra qualificada com escola técnica. Nós temos que investir em escola técnica no Brasil que é barato e é rápido e entrega ao mercado um trabalho qualificado. Nós vamos qualificar um individuo para que ele tenha mais oportunidades. Do ponto de vista para atrair investimentos, porque pra qualificar e não ter empregos não adianta. Nós vamos atrair investimentos baseado num tripé, que é com infraestrutura de qualidade, energia de qualidade, ampliação de portos para que possa receber navios de maior porte, maior carga e a gente não precisa estar fazendo nossa produção pra Bahia pra ser exportado. Infraestrutura, mão de obra qualificada do ponto de vista do indivíduo e segurança jurídica, segurança pública. Nós vamos desenvolver as potencialidades em cada região de forma vocacionada auxiliando nas pesquisas com Endagro, universidade federal e Embrapra. Para desenvolver cada parte da agricultura dos jovens do interior, para que ele tenha para onde ir com infaestrutura para que ele atraia indústrias.

Alô News (A.N): Na pauta de atrações de investimentos também está a atração de indústrias que sejam fora de estado e mesmo  fora do Brasil?

(M.A): Principalmente a atração de indústrias fora do estado. Fora do Brasil é uma coisa mais difícil porque nós dependemos de uma política fiscal, mas não é impossível não. Nós temos uma indústria aqui que abriu na França e com seis meses fechou em Estância. O governo se compromete em fazer uma rodovia não faz se comprometeu a dar um subsídio no querosene das aeronaves, pra reduzir de 18 pra 6 % não reduziu, foi cancelado o vôo Buenos Aires/ Aracaju. Nós precisamos dar segurança jurídica a quem investe aqui, o que é prometido é cumprido.

Alô News (A.N): Agora como desenvolver essa política de educação que corresponde às necessidades econômicas dos investimentos que virão pra cá?

(M.A): De forma vocacionada, qualificando a mão de obra. Por exemplo, vamos fazer um curso de tercelanos aqui. Os tercelanos vão ser treinados, qualificados, como manusear a máquina e não aprendendo de pai pra filho apenas, mas com pessoas técnicas, apontando as melhores tecnologias nos melhores métodos e técnicas de produção, mesma coisa com a citricultura e bacia leiteira. Se a monocultura nós podemos alternar laranja com algum outro tipo de plantio, com coco, com melancia, com alface, mas com o que mais pode ser conjugado na laranja.

Alô News (A.N): A gente sabe que não vai ter emprego pra todo mundo. Como você facilitaria a vida dos sergipanos que quisessem abrir alguma empresa, micro empresa para conseguir o seu sustento tanto na agricultura ou no comércio?

(M.A): Primeira coisa, as pessoas de baixa renda não conseguem abrir uma empresa. É tanta burocracia que elas preferem a informalidade com razão. Em Sergipe você vai ter a empresa funcionando dura quase seis meses, um absurdo. Então nós vamos criar uma licença única, em apenas um lugar você vai ter tudo o que você precisa: junta comercial, receita federal, licença ambiental, licença de bombeiro, licença de prefeitura. Nós vamos desburocratizar para que 15/ 30 dias no primeiro momento nós vamos reduzir pra 5 dias isso . Mas no primeiro momento uma empresa será aberta em Sergipe. Segundo, através de microcrédito assistido, um micro empreendedor vai ter acesso a um político de micro crédito. Nós temos uma ONG que se chama CEAP que tem 14 mil micro empreendedores que pegam crédito com ela de forma assistida. É inadimplente de 1% apenas, porque tem uma orientação de onde investir o crédito, aquele dinheiro volta e segundo o banco mundial a cada real investido no micro crédito vira sete reais do PIB da localidade. Então nós vamos gerar emprego de renda pro jovem de forma assistida para que ele tenha condições de ter o próprio negócio de forma autônoma com indignidade.

Alô News (A.N): O PMN aqui em Sergipe vai apoiar algum candidato à presidente da república e você em particular vai apoiar alguém?

(M.A): Temos simpatias por alguns candidatos, estamos esperando as definições finais para que eles apontem os caminhos que vão seguir com quem vão se coligar. O partido possa seguir o caminho que for que eu não tenho compromisso que eu vou seguir o meu caminho. Espero que os caminhos sejam os mesmo, mas eu não tenho essa obrigação. Foi uma condição de me filiar foi o termo de dependência e aí eu tenho simpatia por dois nomes em especial que é o Flávio Rocha da Riachuelo e o João Amuleto do partido Novo.

Alô News (A.N): Você acha que esses dois nomes seriam os mais interessantes para você programar as suas políticas de gastos mais eficientes dos recursos em Sergipe?

 (M.A): Sem dúvidas, são pessoas que não são demagogas, e nem populistas e que tem experiências com gestão.

 Alô News (A.N): Para o senado e o legislativo sergipano quais são os candidatos da coligação entre  PMN e PV ?

(M.A): O PMN e PV terão 48 candidatos estaduais e 16 federais. Então eu vou pedir licença para não citar nenhum para que não acha que eu estou dando preferência a algum especialmente. Pro senado nosso candidato senador é o Reinaldo Nunes do PV, um homem de bem, correto, que é referência de Sergipe em Brasília num assunto referente ao meio ambiente. Muito respeitado em Brasília quando se fala no estado de meio ambiente que é da terra de Reinaldo Nunes as portas se abrem. Nós temos disponível ainda outra vaga de senador e a vaga de vice que será contemplada pelos partidos que tem a mesma afinidade que nós.




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