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23/06/2018 as 18:00

“Seja você a mudança que você quer para a sociedade”, diz o pré-candidato ao Governo, Dr. Emerson

Uma de suas fundamentações é o choque de gestão e ser propositivo diante dos problemas que se tem

Foto: (Alô News)<?php echo $paginatitulo ?>

Pré- candidato ao governo de Sergipe pela Rede Sustentabilidade, o médico dermatologista, Dr. Emerson concedeu entrevista para o portal Alô News, e durante o encontro foram discutidos vários assuntos constituídos para defender propostas da nova política de Sergipe. Emerson foi  vereador de Aracaju por duas legislaturas, teve uma surpreendente votação no pleito de 2016 quando foi candidato a prefeito da capital e mantem viva a chama de renovar e mudar a politica no nosso estado. Mesmo com o estado em crise, Dr. Emerson demonstra uma vontade muito grande de mudança e espera que a sua futura adminstração se caracterize pelas boas praticas e políticas públicas que tirem o estado da crise.

Alô News (A.N): Quais suas ideias durante a sua candidatura se tornando eleito?

Dr. Emerson: A gente precisa fazer em Sergipe um choque de gestão, eu não acredito mais que essa disputa do poder para o poder que é a origem da crise tenha respostas para esses problemas que a sociedade enfrenta. E pra fazer isso precisa chegar ao poder com independência sem compromisso de financiamento ilegal de campanha, sem alianças pragmáticas que loteiam os espaços públicos e sem estabelecer uma relação de estabelecer uma relação de toma lá da cá com o legislativo. Então isso é fundamental o choque de gestão e ser propositivo diante dos problemas que nós temos. Então gestão pública precisa ser política pública, ter prioridade na administração, precisamos fazer o enxugamento da máquina, trabalharmos com plataformas colaborativas para incentivarmos a participação da sociedade e termos uma coisa que falta aqui em Sergipe, ter políticas de estado. Porque na disputa do poder pelo poder as políticas são de governos e só visam o tempo do mandato, então a gente precisa ter políticas que tenha uma visão pra médio e longo prazo e outra coisa que não acontece na política em Sergipe em função do loteamento dos espaços públicos é a falta de transversalidade no planejamento das políticas públicas e a falta de interceptoraliedade na execução dessas políticaspúblicas uma vez que não existe política média em longo prazo aqui no estado de Sergipe. Durante o processo eleitoral se destina uma secretaria para cada partido e quando chegamao momento do exercício do mandato essas secretarias funcionam como ilhas, e, por exemplo, não tem como resolver a questão da segurança que hoje é um dos maiores problemas aqui no estado de Sergipe sem que você tenha políticas que contemplem para o enfrentamento dos problemas da segurança uma ação entre secretaria da segurança, sim, isso também é uma questão de polícia, agora a gente precisa ter integrada a essa busca de solução, a essa política de segurança do estado, a saúde, a educação, assistência social, a cultura, o lazer, tudo isso precisa estar integrado para que a gente faça o combate a esse problema da falta de segurança pública. E também ter um governo que dialogue com a questão do emprego e renda.

Alô News (A.N): Existe algum tipo de possibilidade de fechar com outro grupamento político?

Dr. Emerson: Isso na política sempre existe porque política é diálogo, agora nós temos limitações. O estatuto nosso e resoluçõesdo partido rede sustentabilidade estabelece claramente, não faz alianças com partidos que esteja vinculada a lava jatos, ou com políticos que estejam indiciados, que estejam processados, que tenham sido condenados por improbidade, peculato, corrupção, enfim... O partido rede por princípio não se alia a essas pessoas. Como está difícil da gente encontrar pessoas com esse perfil, a gente restringe muito a possibilidade de alianças, mas elas sempre existem isso é da política, os partidos existem pra fazerem alianças que é outro aspecto importante, alianças programáticas sem aquele pragmatismo de fazer o leilão dos espaços públicos.

Alô News (A.N): Já existe algum programa de governo capaz de tirar Sergipe do ‘caos’?

Dr. Emerson: Isso é possível, e não é uma coisa pra longo prazo. A solução existe, nós temos exemplos aqui no Brasil de estados que no período de um governo conseguiram fazer enfrentamento de problema com gente da segurança, então é preciso que haja um governo que chegue ao poder com independência condição pra fazer isso, ou seja, governar para todos, fazer um diálogo para a sociedade. O problema todinho é que é a disputa do poder pelo poder. Quem chega, chega pensando em como continuar, é a visão patrimonialista. Existem males que precisam ser corrigidos que eles estão na origem dos problemas que a gente enfrenta. Então a visão patrimonialista, as pessoas chegam ao poder e querem administrar como se aquilo fosse parte do patrimônio deles e não é. Nós vamos acabar com essa história de autoridade e que a população entenda essas pessoas que são escolhidas para os cargos como servidores públicos, depois nós precisamos acabar com assistencialismo. Nós temos hoje, um problema sério na saúde e é inadmissível que leitos hospitalares, leitos em UTI, que vagas para cirurgias estejam sob o controle de vereadores, de deputados, de pessoas que fazem o controle político da secretaria da saúde, isso é inadmissível. A saúde tem que existir para garantir direito à sociedade e atender a demanda espontânea da sociedade. Então são essas coisas todas que temos que enfrentar sob pena de não resolvermos. O básico aí é ter política pública de estado e a gente acabar com a partidarização no exercício das políticas públicas e nós termos, romper, ter a coragem e a independência pra romper com assistencialismo, com essa coisa de serviços precários, mas a medida que eu faço por me dever favor eu vou garantir  o voto. É essa concepção, é essa lógica de estado que nos coloca diante de todo esse problemae aí a gente ver dificuldade, políticos que se predisponham a agir diferente, a fazer diferente nesse cenário para que a gente encontre soluções.

Alô News (A.N): Cite os cinco principais problemas que o senhor consegue enxergar do estado.

Dr. Emerson: Segurança, saúde, educação, emprego e renda e a questão do funcionalismo público do estado de Sergipe.

Alô News (A.N): O que acha da real situação do estado?

Dr. Emerson: Tudo isso consequência dessa lógica. São décadas do predomínio do poder, pelo poder e em consequência da produção dessa crise, e nós não sairemos se reproduzirmos esses valores. Se o povo que tem oportunidade agora nesse processo eleitoral eleger alguém que seja fruto dessa prática, que adote essa prática, que esteja, por exemplo, nas campanhas com um gasto muito alto, comprando votos e com campanhas caríssimas, esse não vai resolver o problema, outro aspecto a população tema a possibilidade de fazer um voto faxina tirando da política não só o imcompetente, mas tentando da política  o político que busca na eleição salvo o conduto, procura se esconder atrás do absurdo que existe aqui no Brasil que é o foro privilegiado. A população tem primeiro que atuar como cidadãos e cidadãs plenas de direito, fazendo com que analise em quem vai votar. Hoje existe até aplicativos que a gente possa sondar bastante a vida dos políticos, analisar as história desses políticos e verificar em que estar votando e acompanhar o exercício desse mandato. Depois é não votar em que chegar oferecendo dinheiro, vantagens de emprego e também pessoas que sejam fichas sujas. Essas pessoas têm que ser tiradas da política para que ela possa responder pelos crimes que praticaram, pelos crimes que eles estão sendo inclusive processadas, indiciadas e o eleitor tem condição de não só como eleitor, mas como juiz fazer o julgamento dessas pessoas que fazem da política um meio de vida de gente desonesta e isso não são política é preciso acabar.

Alô News (A.N): Acha que tem condições de ganhar a eleição?

Dr. Emerson: Sempre, sim. Se não nem estaria nesse processo. Agora qual o significado de ganhar? Ganhar como ao longo da vida a gente vai ter que tomar decisões, a gente tem oportunidades né? Eu já tive pessoas que já vieram me oferecer cargos, já tive pessoas que vieram me oferecer dinheiro e eu jamais aceitei tudo isso. Por quê? Porque eu não posso imaginar na possibilidade de ganhar uma eleição e perder meus princípios, porque quando eu faço isso, eu abro mão dos meus princípios, é óbvio que se eu ganhar eu não terei condição de mudar esse cenário, porque esse cenário é isso que a população precisa entender ele é fruto dessa forma absurda de fazerem política como eu tenho citado aqui pra você. É importante que a gente chegue com independência pra fazer diferente e ganhar pra mim tem que cumprir essa prerrogativa básica. Eu tenho que ter condição, tem que estar no grupo, tem que estar junto com pessoas onde a gente tenha a fazer política com independência. A gente pode até errar, mas vai fazer acreditando naquilo que a gente está querendo fazer tendo um programa de governo discutido e dialogado com a sociedade, um programa de governo colaborativo pra que a gente possa colocar em prática e eu diria até, que é difícil quando analisa o cenário político brasileiro está buscando pessoas que cheguem com essa condição de independência no exercício do mandato. Ficam muito me perguntando, como é que o senhor, se o senhor não fizer coligação, como é que vai administrar se não tiver maioria na assembléia? Qual é o governante que deixou de ter maioria? A gente pode encontrar um momento isolado de disputa política onde o governante até não teve, mas o geral é o governante que tem maioria folgada, absoluta e, no entanto a avaliação que a população faz desses governos é uma avaliação ruim. Então ter maioria não significa que tem condição pra fazer, isso vai garantir uma boa governabilidade e um bom governo, uma reentrega de serviço público de qualidade pra população. Não essa maioria a gente ta vendo ela serve pra que? Pra manter a estrutura de poder, quem precisa provar coisas erradas contra o interesse da população precisa de um parlamento submisso. Então a relação é enviesada, é isso que acontece na relação da política e é isso que a gente precisa mudar sob pena de continuar pagando impostos muito caros e não receber um serviço público de qualidade.

Alô News (A.N): Geração de emprego e renda, o que falar sobre isso?

Dr. Emerson: Fundamental. Se você analisa Aracaju, um dos maiores índices de desemprego do Brasil em relação às capitais. Quando você analisa grande Aracaju estamos entre os 3 maiores índices de desemprego das regiões metropolitanas aqui do Brasil, isso é muito ruim. Ai quando a gente analisa para nossa escola e a gente percebe que nunca tivemos metade dos nossos jovens de 17 anos matriculados nas escolas e veja que nós vivemos em um país que diz que tem como meta que todo jovem de 17 anos deve ter concluído o ensino médio. E quando a gente vai buscar esses jovens de 17 anos e percebe que nunca tivemos metade dele na escola, isso significa que nós estamos muito longe dessa meta. Então é a dificuldade do acesso a escola que isso é fundamental para que a gente faça o enfrentamento da questão do emprego e renda. Quando a gente analisa os que estão na escola aí a gente percebe, índice de evasão muito alto, a qualidade e é o indicador que a gente tem tudo bem eu a gente não vai avaliar a educação só por isso, mas o indicador que a gente tem é do INDEB, e de novo nós somos os piores e quando avaliamos somente a escola pública é o pior INDEB do Brasil. E quando a gente vai analisar nessa qualidade do que é produzido, se existe uma integração de emprego e renda, ou seja, nós precisamos ter uma educação integral. Eu estou falando de escola integral, que pode ser desenvolvido tanto em um turno quanto em dois turnos. A educação integral é aquela que visa à formação da pessoa, do cidadão e a preparação dessa pessoa e desse cidadão para o mercado do trabalho, para a questão do emprego e renda. Ou seja, nós precisamos ter no ensino médio a vinculação do aprendizado de uma profissão e aí precisaríamos ter uma integração com a nossa sociedade pra ver qual é a demanda que existe na sociedade para que a gente preparasse esse jovem na escola ele possa sair da escola e ter condição de emprego e renda com uma remuneração digna e que não haja uma defasagem tão grande como existe hoje no cenário entre aquela profissão de nível médio e a profissão de nível superior fazendo com que fique sem expectativa de fazer uma faculdade. E hoje o que e que nós temos? Uma saturação no mercado de pessoas com nível superior e que não conseguem e entrar no mercado de trabalho. É preciso que a gente tenha respostas pra tudo isso.

Alô News (A.N): O senhor acabou de falar com relação a emprego e renda. O que o senhor faria se tornando governador diante da segurança pública do nosso estado?

Dr. Emerson: Primeira política de segurança pública, como política de estado e a gente precisaria nesse caso fazer um planejamento. Primeiro vale uma observação, qualquer planejamento de segurança dos estados  depende de um plano de segurança nacional, porque se agente no estado tiver uma política efetiva com possibilidade de efetividade, de eficácia, de eficiência, nós vamos ter dificuldade, por quê? Porque a política nacional de segurança é uma política inefetiva. Nós precisamos cuidar bem de nossas fronteiras e isso é um plano de segurança nacional que vai cuidar da questão das armas e das drogas, é fundamental que a gente pare o enfrentamento da segurança tem isso. Agora, nos estados, nós precisamos ter uma política de segurança que cuide da repressão, isso também é importante, que cuide da prevenção, aí a gente já começa a ter deficiência na política da segurança do estado de Sergipe, a uma deficiência no que existe de política de segurança com relação à prevenção da violência e aí nós precisamos dialogar com a sociedade e estabelecer um plano de segurança para o estado de Sergipe de médio, longo prazo e que agente avalie as questões dos recursos humanos e das condições para desenvolver essa política. Agora que ela seja uma política integrada, uma política com interceptorialidade como eu já disse, onde envolva. Temos que se discutir a questão da educação, com uma educação integral que vise também uma preparação do cidadão, mas para o mercado também, para a questão do emprego e renda que o capacite. Nós precisamos ter uma ação social que interaja que faça parte dessa política de segurança, e mais a cultura, lazer, precisamos prestigiar nossos artistas, precisamos enfrentar tudo isso como uma forma de política pública para o enfrentamento da questão da violência que insisto, não pode ser tratado apenas como uma questão de polícia e muito menos pensando que vamos armar a população que a gente vai resolver essa parada. Isso é um equívoco, nós não resolveremos dessa forma.

Alô News (A.N): Qual a composição que o partido Rede tem hoje?

Dr. Emerson: A Rede é constituída de seus filiados, da sua militância. Nós temos hoje centenas de filiados aqui em Aracaju, a rede sustentabilidade existe em função do seu planejamento estratégico em mais de 40 municípios e nós temos como meta que até o final do ano e esse processo eleitoral vai ser importante pra isso, que a gente existe enquanto partido em todos os municípios sergipanos. Esse é o nosso desafio, é a tentativa. Mas criando uma identidade partidária pra que a gente não se confunda, ou não seja confundido na nossa prática com o que existe aí de políticas que estão dentro da caixinha num cenário de disputa do poder, pelo poder e com aquelas práticas que nós já mencionamos. Então a gente quer construir uma alternativa política para Sergipe, mas que tenha identidade própria, que a população identifique como algo que é diferente, que identifique com a possibilidade da mudança aqui para o estado de Sergipe.

 

 

 

 




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