EXCLUSIVA

30/06/2018 as 18:00

Exclusiva do Alô: Entrevista com o pré-candidato ao Senado Henri Clay (PPL)

Henri Clay deu início a sua trajetória política na cidade de Lagarto, sua terra natal.

Foto: (Henri Clay)<?php echo $paginatitulo ?>

Graduado em Direito e Pós-Graduado em Direito Processual pela Universidade Federal de Sergipe. Henri Clay, hoje com 49 anos, deu início a sua trajetória política na cidade de Lagarto, sua terra natal.

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),ele agora é pré-candidato ao Senado pelo (PPL). Foi integrante por mais de duas décadas da direção da OAB e durante três mandatos, na condição de presidente da Seccional de Sergipe.

Segundo ele, o ingresso na disputa político-partidária se dá em virtude do momento político do país. O portal Alô News fez uma entrevista exclusiva com ele, na qual ele fala sobre essa nova fase de sua vida e seus projetos agora na condição de político.

Alô News (A.N): Gostaria que o senhor falasse um pouco de sua trajetória na política.

(H.C): Minha trajetória de participação política tem início ainda em minha cidade natal, Lagarto, no Grêmio Escolar. Minha geração é marcada pela retomada da organização do movimento estudantil. Já na universidade, também estive à frente do Diretório Acadêmico. Profissional de direito. A ampliação do campo de atuação para além da representação de minha categoria é uma imposição da conjuntura, que exige, mais do que nunca, que todos façam sua parte em defesa da democracia e dos destinos do país.  

Alô News (A.N): Como foi que surgiu essa escolha pelo PPL?

(H.C): Em função de uma plena identidade com o programa do partido. O próprio slogan do Partido Pátria Livre (“coragem para mudar”) resume o nosso projeto. Assumir, com todo destemor, a defesa intransigente de uma nova forma de se fazer política, sempre na perspectiva dos interesses populares, da construção de um país soberano e democrático.

Alô News (A.N): Quais projetos serão aplicados em Sergipe quando se tornar eleito?

(H.C): Nosso norte fundamental é assumir uma nova prática política que estabeleça sintonia permanente com as demandas de nosso estado e uma proximidade com os sergipanos. Uma atuação que coloque nosso mandato de senador realmente a serviço de Sergipe e não de interesses meramente eleitorais. Não é aceitável que nossa população, muitas vezes, inclusive desconheça quem está ocupando, em determinado momento, a cadeira de senador. O voto não é um cheque em branco e não se pode admitir um distanciamento tão grande do parlamentar em relação às pessoas que representa. O compromisso com a soberania nacional é materializado hoje pela luta contra as privatizações, como a da PETROBRAS. Um exemplo concreto dessa política, em nosso estado, é defender a nossa FAFEN. Encampar a defesa do potencial e do desenvolvimento econômico de todas as regiões nos coloca na luta por recursos que favoreçam o turismo, os produtores rurais e os pequenos agricultores; o reavivamento da Bacia Leiteira do Sertão e a proteção ao povo e à economia do semiárido; a viabilização de recursos para o tão sonhado Canal de Xingó; a revogação das reformas que retiraram direitos históricos e que preconizaram as condições de trabalho dos sergipanos. Lutarei por projetos capazes de gerarempregos, recuperar a atividade econômica, combater a pobreza, a violência e a desesperança. A central é que nosso mandato no Senado seja baseado em uma firme conexão com o dia a dia de nosso povo, seus problemas e seus desejos. 

Alô News (A.N): Como foi que se deu essa vontade de licenciar-se da Presidência da Ordem em Sergipe (OAB) e encarar a política?

(H.C):Como já dito, a partir da consideração de que a profundidade dos problemas e da polarização do debate político que vivemos atingiu tal proporção que se tornou necessária estender a atuação política para além dos limites de defesa de minha categoria profissional. O justo desgaste da figura do “político profissional” tornou irreversível o apelo para que despontem novos quadros e lideranças comprometidas com a ética, o incremento do debate público, a transparência e a defesa radical dos direitos da cidadania.

Alô News (A.N): Quais expectativas para o PPL? E o que tem a falar da chapa do PSB?

(H.C):Acredito que as perspectivas para nosso partido são muito positivas, tendo em vista que já ficou clara para o conjunto da população a consequência da política de entrega do patrimônio nacional, da destruição de direitos sociais e de ataque à democracia levada a cabo desde o golpe de Temer. E a plataforma do PPL representa exatamente a negação desse projeto autoritário e antinacional. A chapa que estamos conformando ao lado do PSB, da mesma forma, representa a oposição a essa velha ordem política, caracterizada pelo favorecimento de poucos, ricos e poderosos, em detrimento da grande maioria da população. E isso também ocorre em nosso estado. Como tenho repetido, nossa composição se baseia em convicções muito bem assentadas. É preciso refundar a prática política com base na ética social, arejar a democracia, abrir efetivamente espaço para o novo e apoderar o povo, sempre no marco do Estado Social Democrático de Direito. Sinto-me absolutamente respaldado por nossa frente e pelos quadros que a compõe na defesa dessas concepções.   

Alô News (A.N): Sua experiência hoje é capaz de concorrer a uma vaga no senado?

(H.C):Sinto-me absolutamente preparado e, sobretudo, muito motivado, a encarar o desafio de representar o povo sergipano na condição de Senador da República. Mais que “ficha limpa”, construí uma biografia que revela meu compromisso com a democracia e com a defesa dos direitos dos cidadãos e dos trabalhadores. Nossa candidatura soma-se à esperança de novos rumos para o Brasil e para Sergipe, baseada no respeito às pessoas, qualquer que seja sua identidade ou condição social. Talvez um dos principais problemas que enfrentamos nesse pleito seja exatamente o fato de nos acostumamos a igualar “experiência política” a traquejo, à bagagem e habilidade para as negociatas e para o jogo de interesses que tem caracterizado a atividade política partidária. É precisamente contra esse tipo de “experiência” que nossa pré-candidatura se apresenta.

Alô News (A.N): O que o senhor espera das eleições políticas para as eleições de 2018?

(H.C):Que tenham a capacidade de resgatar o debate de ideias e a esperança na democracia e na capacidade coletiva de construir uma realidade melhor. Que essas eleições representem um verdadeiro marco para a reconstrução do país e a reunificação dos brasileiros.

Alô News (A.N): O que os sergipanos podem esperar dessa sua nova escolha do PPL?

(H.C):Como já afirmei: em consonância com nosso programa, uma verdadeira declaração de compromisso com a defesa de um país livre, soberano e democrático. Um compromisso com os destinos do povo sergipano alicerçado em uma opção pela maioria, pela defesa dos mais vulneráveis, da justiça e dos direitos sociais.

Alô News (A.N): Existe algum tipo de oposição ao governo do estado?

(H.C):Nossa composição se coloca, de forma muito clara, em oposição aos que agora ocupam o governo estadual, mas não menos importante, a essa forma de gestão. Não podemos aceitar que fatos graves não recebam qualquer resposta, que não provoquem uma reação daqueles que detêm o poder em Sergipe. Fatos como a redução do número de matrículas nas escolas da rede pública estadual; como a situação da Saúde, em crise aberta de forma permanente; como Sergipe ter se tornado o estado mais violento do Brasil, entre tantos outros problemas que apenas se aprofundam, não podem ser simplesmente desprezados. A gestão da coisa pública não pode estar submetida ao jogo de composições políticas, de cooptação eleitoral, à velha forma de se governar. Repudiamos e combatemos frontalmente a inação e a desresponsabilizarão que têm sido a marca dessa gestão estadual.   

Alô News (A.N): Para as eleições presidenciais o senhor manifestará apoio a algum candidato?

(H.C):O Partido Pátria Livre já apresentou a pré-candidatura de João Goulart Filho à presidência. O seu próprio nome já mobiliza, em nosso entendimento, toda uma simbologia que é muito oportuna nesse momento em que a defesa da democracia e do nacional-desenvolvimentismo volta a ocupar o centro do debate.




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