EXCLUSIVA

14/07/2018 as 18:00

Entrevista do Alô com Dr. Samuel Carvalho, pré-candidato a dep. estadual pelo PPS

Nome de Dr. Samuel Carvalho tem se tornado cada vez mais conhecido para o eleitorado sergipano

Foto: (Reprodução/Rede Social).<?php echo $paginatitulo ?>

Quem acompanha as discussões políticas em Nossa Senhora do Socorro, um dos maiores colégios eleitorais de Sergipe com mais de 100 mil eleitorais, reconhece que um dos principais nomes em ascensão na política local é o de Dr. Samuel Carvalho, advogado de 35 anos, que em 2014 obteve 5.791 votos em uma candidatura a deputado federal e nas últimas eleições para prefeito do município alcançou a segunda posição com mais de 12 mil votos.

Para as eleições de 2018, Dr. Samuel já decidiu que caminho trilhar: é pré-candidato a deputado estadual pelo PPS e tem buscado o apoio não só da sociedade socorrense, mas também de outras partes do estado. Com uma pauta programática pautada em valores como transparência e participação popular, ele se apresenta como uma alternativa aos nomes de políticos tradicionais e está confiante na sua vitória no pleito de Outubro.

Nessa entrevista exclusiva ao Portal Alô News, ele fala sobre seus projetos caso venha a ser eleito, comenta a respeito do cenário político sergipano, critica o desempenho de parlamentares na Assembleia legislativa e revela como está sendo construído o planejamento da sua candidatura.  Confira a seguir:

Portal Alô News (A.L): O senhor foi candidato a deputado federal em 2014 e a prefeito de Nossa Senhora do Socorro em 2016, quando ficou em segundo lugar, após a candidatura de Zé Franco ter sido indeferida. O que lhe motiva a lançar a candidatura, agora em 2018, para deputado estadual?

Dr. Samuel Carvalho (S.C): Nós estamos encabeçando um grupo em Socorro de renovação política. Na eleição passada, disputamos o pleito contra duas grandes máquinas, a municipal com Fábio Henrique e Zé Franco e a estadual do então Governador Jackson Barreto, que apoiou Padre Inaldo. E nós, através de profissionais liberais, formadores de opinião e a sociedade civil se reuniu e lançou nosso nome à candidatura para prefeito, quando tive o privilégio de ter quase treze mil votos em uma campanha marcada pela simplicidade, na qual fomos de casa em casa apresentando nossas propostas para administrar a cidade de Socorro. Inclusive, participamos de um debate na rádio Xodó que nos deu grande visibilidade e fez nosso nome crescer muito no município. Após as eleições, fizemos uma reunião com as nossas lideranças e amigos e consideramos importante participar de modo ativo também do pleito de 2018, lançando nosso nome como pré-candidato a deputado estadual.

(A.L): O senhor falou de lideranças e amigos que tem lhe apoiado, quais são os principais entusiastas desta pré-candidatura?

(S.C): Temos advogados, médicos, assistentes sociais, profissionais liberais, lideranças de bairros e de associações que nos ajudam. Em suma, membros da sociedade civil organizada.

(A.L): Em suas redes sociais é possível notar que o senhor possui certa proximidade de grupos religiosos, principalmente de viés protestante; qual a influência deles em torno da sua pré-candidatura?

(S.C): Isso, eu sou evangelista na igreja Assembleia de Deus, e também por isso, a gente tem um carinho muito grande pela comunidade evangélica. Recentemente, inclusive, recebemos o apoio muito importante da Igreja Assembleia de Deus Madureira, uma das maiores do estado, representada pelo pastor Cleverson que nos abraçou e aderiu à nossa pré-candidatura.

(A.L): Além dele, mais alguma liderança de outra igreja já lhe declarou apoio?

(S.C): Até o momento não, mas nós temos contato com outras igrejas como a Castelo Forte e a Nova Jerusalém que tem nos ajudado nesta empreitada.

(A.L): Em 2014, o senhor foi candidato a deputado federal pelo PSDB e em 2016 tentou se eleger prefeito já em outra sigla, o PPS, no qual segue como filiado. Por qual razão mudou de partido?

(S.C): A mudança de partido se deveu à minha pretensão de disputar a eleição para Prefeito. Quando Zé Franco veio para o PSDB, sabia que não teria condições de disputar a candidatura com ele internamente, já que no ninho tucano não tem como dois bicudos se beijarem. Então por questão opcional, a gente acabou conhecendo Roberto Freire e Cristovam Buarque, lideranças nacionais do PPS  e a convite do presidente estadual Clóvis Silveira, entrei no PPS, se tonando presidente do diretório em Socorro até 2021 e fazendo parte do diretório nacional em Brasília.

(A.L): E como foi a recepção à sua chegada no partido?

(S.C): Clóvis Silveira é um dos maiores articuladores da política sergipana, um homem tarimbado. Ele tem sido muito correto desde que nos convidou a ir para o PPS. Inclusive, algumas pessoas queriam tomar o comando do partido em Socorro durante minha campanha para prefeito e ele permitiu que a gente disputasse o pleito eleitoral. Ele é uma pessoa muito madura e tem conduzido o PPS de uma forma fantástica no estado; prova disso é que em 2016 nos tornamos o quarto maior partido de Sergipe. O PPS teve cerca de 61 mil votos para vereadores na soma dos municípios e aqui em Aracaju teve 26 mil elegendo dois vereadores.

(A.L): E como partido observa a sua pré-candidatura? Ele aposta em sua vitória?

(S.C): O PPS, além de mim, tem outros nomes como o Dilson de Agripino em Tobias Barreto, o Pastor Daniel Fortes, Thierison, ou seja, são vários nomes que temos para o posto de deputado estadual e que irão ajudar a renovar o cenário da política sergipana e brasileira.

(A.L): Naturalmente, a sua maior força no estado está centrada na região de Nossa Senhora do Socorro. Mas, como você tem feito para fortalecer seu nome em outras partes do estado?

(S.C): A gente tem um trabalho muito bom na área jurídica que auxilia associações e instituições formadas por pessoas de baixa renda e que me permite atender pessoas de todo Sergipe. Socorro é uma cidade, tipicamente, dormitório, então eu encontro lá pessoas de todos os cantos do estado. Nossa campanha é orientada justamente à concretização dos direitos das pessoas.

(A.L): E se eleito, quais as pautas que o deputado estadual Samuel Carvalho pretende levar à Alese?

(S.C): O deputado estadual tem dois papeis na assembleia: fiscalizar o executivo e fazer projetos de lei. Eu acho interessante que deputados prometem o que não podem fazer nas áreas de saúde e segurança, e na verdade estão faltando com a verdade. Eu tive o privilégio de ser, em Socorro, auditor fiscal concursado por quase dez anos, pedi exoneração para poder me dedicar à advocacia. Gosto muito de dessa questão de fiscalização, até porque conheço bastante sobre assuntos relacionados a finanças e contabilidade, e acredito que faria um excelente trabalho na fiscalização da aplicação de recursos por parte do governador e dos seus secretários. Já como advogado militante acredito que faria também um ótimo trabalho em prol da população sergipana, sendo um bom legislador atento às dificuldades e problemáticas do nosso estado. Estamos, inclusive, aí, infelizmente, em um estado com o maior índice de violência e precisamos estar cientes desses problemas e nos tornarmos uma voz na Alese, se Deus permitir, a partir de 2019.

(A.L): Além da questão da violência, qual outra questão que te chama atenção?

(S.C): Eu acho que o maior desafio do próximo governante, e não falo isso como quem vai encará-lo, já que sou candidato a parlamentar e não a chefe do executivo, é tentar ampliar a geração de emprego e renda para nossa juventude, levando ela a sair do sedentarismo. Nós temos uma mão-de-obra muito qualificada e precisamos investir nela.

(A.L): E como você acha que o legislativo pode sensibilizar o executivo em relação a essa problemática?

(S.C): Cobrando. Nós temos uma secretaria de indústria e comércio, responsável por trazer indústrias e revitalizar o comércio local, então é importante que os próximos deputados estaduais possam fiscalizar essa secretaria, para que ela possa trazer novos investimentos a Sergipe. Socorro, por exemplo, está à míngua, e precisa de uma revitalização dos distritos industrias que leve à geração de emprego e renda.              

(A.L): Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extinguiu a pena de deputados e ex-deputados estaduais envolvidos no caso do uso inapropriado das subvenções da Alese. Acha que foi uma decisão correta do judiciário?

(S.C): Não, eles utilizaram uma preliminar que foi acatada por quatro votos a três, dizendo que era necessário incluir no polo passivo os ordenadores de despesa que seriam o presidente da Alese, à época Dra. Angélica,e o secretário da mesa, só que ficou comprovado nos autos, e nós olhamos isso de forma direta, que esses dois não tinham como decidir se os recursos seriam liberados ou não; pois uma vez que os recursos eram destinados por um deputado para uma instituição, ambos eram obrigados a liberar os valores, ou seja eram apenas intermediários da liberação dos valores. Então, ali houve um erro, prova disso foi que três votos foram contrários e o ministro Fux fez uma exposição impressionante.  Sem falar, que ocorreu sim de modo claro um abuso na entrega de quase um milhão e quinhentos mil reais em ano eleitoral. Isso acaba gerando um desequilíbrio para o pleito, e a decisão da justiça deixou a sociedade sergipana muito triste. Eu espero que as pessoas não voltem a eleger nenhum político que participou de esquemas de lavagem de dinheiro alusivo às subvenções.

(A.L):  Mas, tendo como base as últimas pesquisas eleitorais feitas no estado e a mente do eleitorado local, o senhor acredita que haverá uma renovação muito grande na Assembleia?

(S.C): É muito complicado analisar o cenário atual.   O eleitorado está reivindicando da pior maneira possível, querendo se abster de votar, e isso é um grande erro, pois esta postura vai assegurar que os grupos políticos e econômicos que governam Sergipe há mais de cinquenta anos continuem no poder. Nós precisamos de renovação e isso só ocorre com a participação popular. Há pouco tempo atrás, tivemos uma eleição suplementar para governador do Tocantins, na qual o idealizador da lei da Ficha Limpa , Marlon Dias, ficou em apenas quinto lugar, e mais de sessenta por cento dos eleitores não foi às urnas. Então, isso quer dizer que a população este revoltada com os políticos, mas da pior maneira possível, não participando. É importante que ela participe para escolher quem irá nos representar bem.

(A.L): Para o senhor, além da questão da ficha limpa dos candidatos quais outros aspectos devem ser valorizados pelo eleitor na hora da escolha do seu candidato?

(S.C): Verificar a atuação dele quanto à fiscalização e seus projetos de lei. Tem deputado que mal não usa nem a tribuna, não atua de modo direto e mal participa de comissões. Acho que o povo tem que criar uma rotina de acompanhar o trabalho do parlamentar para ver se ele é ou não atuante. A posição do deputado estadual é muito importante, pois ele é o elo entre a população e o executivo, e isso ocorre a partir da existência de um mandato bastante transparente. Eu, inclusive, pretendo lançar no período eleitoral, provavelmente já na próxima semana, um projeto chamado ‘Decida meu voto’ que será viabilizado por meio da criação de um aplicativo no qual as pessoas poderão fazer avaliações de projetos de lei e mediante a observação da posição dos internautas a respeito do projeto eu decidirei meu voto sobre ele. Se o povo for favorável, voto sim, mas, se contrário, voto não. Será um espaço, onde também faremos discussões e lives com argumentações a respeito das proposituras.

(A.L): O PPS em Sergipe parece estar próximo de um acordo com o PSC e o PSDB para as eleições, em oposição ao Governo de Sergipe. Você concorda com essa aliança? Essa decisão será tomada pela militância do partido  ou pela alta cúpula do diretório?

(S.C): Clóvis Silveira faz reunião praticamente todas semanas com membros do partido. Ele é um dos presidentes de partido que mais se reúne com a militância. Quem não é situação é oposição ... a gente, inicialmente, havia lançado uma pré-candidatura ao governo do estado com Mendonça Prado, só que ele precisou retornar ao Democratas e nosso objetivo agora é estar em um agrupamento que possibilite a eleição de nossos candidatos aos cargos proporcionais. Então, estamos tentando viabilizar um grupo no qual possamos eleger nossos deputados estaduais e federais, e nós acreditamos que a aliança com o conjunto liderado por Eduardo Amorim é a melhor para o PPS.

(A.L): Então, essa questão já está praticamente definida?

(S.C): Não diria isso, Clóvis até falou em uma entrevista que tinha 98% de chances de fechar, mas os outros 2% podem se tornar 100%. A gente está tentando ir para uma composição que ajude nossos candidatos, caso isso não ocorra eu sou o primeiro a discordar de qualquer tipo de aliança, pois nosso foco hoje é o crescimento do partido.

 

 




Tópicos Recentes