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28/07/2018 as 17:17

Confira a entrevista da semana com Ton Ramos, pré-candidato a dep. federal pelo PSB

Educação e promoção à cultura são algumas das questões consideradas prioritárias para Ton Ramos

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Cantor, compositor, violonista, produtor musical, microempresário e empreendedor, fundador presidente do projeto sociocultural Casa Curiar, Ton Ramos é definitivamente uma daquelas pessoas que não se sente bem atuando em em uma só função; gosta de estar sempre enveredando por novas esferas, principalmente no campo cultural e de preferência promovendo eventos e projetos que incentivem práticas culturais e musicais. 

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) desde 1999, suplente de vereador e presidente do diretório municipal do PSB em Nossa Senhora do Socorro, ele decidiu que será em 2018, candidato a deputado federal e levará para o Congresso Nacional caso eleito, um conjunto de pautas com o objetivo de incentivar a difusão de atividades musicais e culturais, especialmente entre comunidades carentes.

Além disso, na entrevista que você poderá conferir a seguir no Alô News, ele ainda sobre as necessidades de distribuir recursos financeiros de modo mais igualitário no cenário musical e de ampliar o diálogo com a população, para se tornar mais próximo dela e consequentemente ouvir suas maiores demandas. 

Confira a seguir a entrevista do pré-candidato a deputado federal ao Portl Alô News:

Portal Alô News (A.N.): O senhor foi candidato a vereador de Nossa Senhora do Socorro em 2016 já pelo PSB, mas não conseguiu ser eleito, o que lhe motivou a lançar a pré-candidatura a um cargo teoricamente ainda mais difícil, como o de deputado federal? Quais foram os principais entusiastas desta ideia?        

Ton Ramos (T.R.): Isso mesmo, concorri ao cargo de vereador em 2016 na cidade de Nossa Senhora do Socorro, ficando como suplente na minha coligação. Realmente é uma pré-candidatura muito difícil, pois, existe um conservadorismo muito grande, já que é um cargo comumente disputado por pessoas de alto poder aquisitivo e famílias tradicionais na política, raramente se vê uma candidatura de pessoas que vem das periferias e comunidades carentes, então, este é o nosso sentimento, a gente acredita que é neste perfil de candidato que a sociedade está buscando votar.  Entendo que o cidadão não se vê representado por aqueles que ali estão, então ele está buscando algo novo. É nessa esperança de conquistar estes mais de 50% de eleitores que estão desmotivados, que esperamos consolidar nossa candidatura.

 

(A.N.): O senhor possui um trabalho conhecido na área musical em Sergipe, se apresentando, inclusive, em bares e casas de show. Quais principais propostas que o senhor defende no segmento musical e que pretende levar à discussão em Brasília caso seja eleito deputado federal?

(T.R.): Nos meus mais de 30 anos de carreira artística como cantor, compositor, violonista, realmente me apresentei em vários bares e casas de show em Sergipe e em diversas partes do país, participei do movimento de trios elétricos, criamos algumas bandas de forró em parceria com alguns companheiros músicos de Sergipe, e logo depois viajei para Europa onde consolidamos uma carreira internacional  e até hoje estou inserido no cenário musical e é com essa experiência que me sinto à vontade em discutir e defender o interesses do segmento musical; sendo eu membro da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), discutimos diariamente os problemas da área musical, percebemos alguns problemas voltados à má distribuição da verba destinada pela lei ROUANET, onde seu maior quantitativo atende a artistas já consagrados, e o artista que está  em formação acaba não sendo contemplado. Fazer com que seja respeitada a lei de execução de artistas locais no rádio. É preciso também  construir de fato,  manifestações culturais nos bairros, periferias e cidades históricas e que as verbas sejam destinadas a esta finalidade, pois, o que vemos hoje é um volume de verbas muito grande sendo destinado a promover mega shows. É nessa perspectiva que pretendo atuar.     

 

(A.N.): Como observa a atuação dos organismos públicos nacionais na promoção à cultura e à música? Acha que os incentivos existentes são suficientes e bem distribuídos?

(T.R.): Precisamos sim de mais incentivo e uma melhor fiscalização da aplicação dessas verbas. Percebo que existe falta de fiscalização na distribuição das verbas de incentivo musical e cultural em nosso país ou um desinteresse em atender os artistas ainda em formação; infelizmente no Brasil um grande quantitativo de verbas para financiar grandes artistas enquanto pequenos artistas vivem lutando para conseguir incentivo financeiro para divulgar seu trabalho.  

 

(A.N.): E quanto a Sergipe, à exceção de Devinho Novaes, não vemos muitos nomes do estado recebendo grande destaque na grade mídia local, nem nos eventos patrocinados pelo poder público. Na sua opinião, este cenário é imutável ou é possível elevar a notabilidade de artistas do estado, oferecendo oportunidades sólidas para que eles consigam trilhar trajetórias musicais de sucesso?

(T.R.): As programações de boa parte da mídia em geral são mantidas pelas grandes produtoras, isso faz com que a mídia divulgue apenas os seus artistas, com isso tira-se a oportunidade de executar de forma igualitária todos os artistas. Podemos contribuir para mudar este cenário, uma vez que rádios e televisões são concessões públicas e tem por obrigação dar acesso a todos os artistas, cabe a nós representante do povo fiscalizarmos e cobramos o cumprimento da lei.    

 

(A.N.): Além do segmento musical, quais outros devem receber uma atenção especial de um possível mandato de Ton Ramos no Congresso Nacional?

(T.R.): Pretendemos dialogar com vários segmentos da sociedade. Em especial,  a educação e cultura, pois acreditamos que através desta ferramenta podemos mudar o cenário brasileiro em que nos encontramos, levando informação e cultura às comunidades carentes. Acreditamos que é na periferia que estão os reais protagonistas de uma transformação social, convidando a sociedade para a luta contra a corrupção, a miséria e as demais mazelas do nosso cotidiano, isto  é possível através da educação e cultura. Acredito que o cidadão se transforma quando tem acesso a educação e a cultura é nesta perspectiva que tenho um projeto sociocultural Casa Curiar que atua no terceiro setor no qual sou idealizador e presidente que tem como objetivo dar acesso a  políticas públicas que possam contribuir diretamente na questão social, profissional e humana da população local, fazendo um trabalho preventivo, e de compromisso com o fortalecimento dessas pessoas, através de práticas artísticas culturais, educacionais e esportivas.

 

(A.N.): Estamos vivenciando um momento de grande descrédito da população com a política e esse sentimento deve se refletir nas eleições com um alto índice de abstenção dos eleitores. Como as diversas classes políticas podem mudar este panorama, e estimular o eleitorado a ter uma nova visão a respeito de temas políticos e a se interessar mais pelos processos de decisão do pais?

(T.R.): O Brasil está passando por um momento bastante complicado no cenário politico ocasionando o descrédito muito grande em toda classe politica. Nós que representamos a nova politica temos que abrir um dialógo muito amplo com a população e juntos mostrarmos que é possível transformar esta realidade, através de pessoas comprometidas com as carências do povo, com o passado limpo, histórico de vida que demonstra ética e compromisso.

 

(A.N.): O seu partido lançará o nome do deputado federal Valadares Filho como candidato ao governo do estado. Ele disputará a eleição contra dois grupos políticos que tem se confrontado nos pleitos eleitorais das duas últimas décadas; acredita que ele será capaz de quebrar esta dicotomia e até mesmo conquistar a vitória?

(T.R.): Sim, as pesquisas por si só já mostram este sentimento dos sergipanos com a mudança, sendo que os outros dois grupos apresentados um deles representa o governo Temer e o outro representa continuidade de JB (Jackson e Belivaldo) que foi batizado como pior governo de Sergipe de todos os tempos. Enquanto O pré-candidato a governo do estado de Sergipe Valadares Filho representa de fato a nova politica.  

 

(A.N.): Por fim, como pretende alavancar o seu nome e sua futura candidatura para conseguir destaque no pleito eleitoral, em meio a figuras tão tradicionais na capital e no interior?

(T.R.): Nos já estamos trabalhando com nossa pré-candidatura percorrendo todo o estado conversando com as pessoas e mostrando que somos uma alternativa viável. Mesmo porque temos uma grande ferramenta que são as redes sociais que possibilita ao eleitor conhecer melhor os candidatos. Sou filiado há quase 20 anos ao PSB, hoje temos em Nossa Senhora do Socorro mais de 100 mil eleitores,  boa parte deles já conhece o nosso trabalho junto a comunidade como músico, artista e agente sociocultural. 




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