EXCLUSIVA

01/09/2018 as 18:01

Belivaldo Chagas: "Não se governa com varinha de condão"

Confira a exclusiva do Alô, desta semana com o governador Belivaldo Chagas, candidato a reeleição pelo PSD

Foto: (Marcos Rodrigues).<?php echo $paginatitulo ?>

No último dia 22 de agosto, o governador do estado e candidato a reeleição Belivaldo Chagas (PSD) participou de um ato político com a presença do, à época, candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, no centro de Aracaju, que inclusive, marcou o início da campanha pela reeleição na capital sergipana e levou milhares de simpatizantes da sua candidatura às ruas.

Em meio à agitação promovida pelos apoiadores de Belivaldo e também da candidatura petista à presidência, a reportagem do Portal Alô News conseguiu realizar uma breve entrevista com o atual governador e ouviu dele as expectativas para a disputa eleitoral.

Em posição desvantajosa em algumas pesquisas eleitorais, ele declarou que a manifestação positiva da população à sua candidatura tem lhe dado bastante ânimo e otimismo para enfrentar seus adversários e se sagrar vitorioso. Belivaldo também afirmou que a sua experiência no comando da máquina pública lhe garante a capacidade para administrar de forma correta os rumos do Sergipe.

Confira a conversa que a reportagem do Alô teve com o candidato:

Portal Alô News - (A.N): Governador Belivaldo Chagas, feliz com o ato?

Belivaldo Chagas - (B.C): Claro, extremamente feliz, nós começamos a nossa campanha de forma efetiva, no domingo passado, quando fizemos uma grande carreada a partir do município de Nossa Senhora Aparecida. De lá seguimos para o município de Ribeirópolis, na sequência fomos à Feira Nova e em seguida à Carira, percorrendo todas as ruas em carreatas, e recebendo o aceno positivo da população, o que é o mais importante. E ao encerrar a nossa carreata na segunda-feira, nos deparamos com uma verdadeira multidão nos esperando no local onde deveríamos encerrar, e fizemos praticamente um comício.  A partir daí veio a programação para receber Haddad aqui em Sergipe, juntamente com a Manuela e dar essa largada a partir de Aracaju. É só observar a quantidade de pessoas que se fizeram presentes nesta caminhada, que ocorre no início de campanha. Eu diria que um ato como esse mais parece ato de final de campanha, quando a coisa está quente. Sem demagogia, sem querer forçar a barra, porque se analisarmos que todos acompanharam a nós a partir da área dos mercados, viemos até a Barão de Maruim e até a última fala de Haddad, temos a mesma quantidade de pessoas do início da caminhada. Então, isso é motivo de alegria e satisfação, e mais do que motivo para entender que estamos no caminho certo. E agora é dar continuidade à agenda, andando nos diversos bairros de Aracaju e nos municípios, mesmo entendendo que é uma campanha de tempo curto, pois temos serviços prestados, a gente vai utilizar a mídia, nós temos programa de televisão paras mostrar que somos os melhores, temos competência para ser gestor e estamos preparados para continuar governando o estado de Sergipe.

(A.N): O senhor é um político experiente, e percebe as respostas do povo. A resposta do povo nesses primeiros atos lhe satisfaz?

(B.C): É extremamente positiva. Nós estamos recebendo acenos de positividade, isso nos dá força e energia. Como não se sentir forte, quando você faz uma manifestação como essa e a gente tem a quantidade de pessoas que tivemos aqui hoje. Portanto, é um sinal claro de que a população está entendendo as mensagens de que a democracia deve ser fortalecida, de que quem bota presidente e tira presidente é o povo, e não golpista, e de que quem tira ou põe governador também é o povo, porque é dele o poder de eleger governador, portanto de colocar o político no poder e de tirá-lo quando não dá certo, e não através de golpe. Eu acho que o povo está se manifestando, dizendo não ao golpe e sim à livre escolha, pois quando você elege um presidente, um governador ou prefeito, você espera o máximo dele enquanto governante; e se não dá certo a sua gestão, no tempo certo, o povo vai às urnas e diz não, a ele, colocando outro em seu lugar, ao invés de fazer como em 2016, quando se utilizaram de subterfúgios, como ocorreu no Congresso Nacional, para tirar uma presidenta eleita e através de um golpe colocar um presidente para que A, B e C dessem apoio hoje e na hora que acharem que o barco está afundando, pulam fora e buscam outra bandeira, outro local.

(A.N): Na sua opinião, o senhor deve ser o coveiro das pesquisas, não é? Porque as pesquisas lhe colocam em terceiro lugar, nas intenções de voto; o senhor vai enterrar todas elas?

(B.C): Eu não estou preocupado com pesquisas, respeito todas elas, e devo dizer que não é verdade que  todos os levantamentos estão me colocando em terceiro lugar. Nós tivemos algumas publicadas recentemente, outras existem para consumo interno, mas efetivamente, nós colocamos a campanha nas ruas agora. Portanto, para mim, a pesquisa que mais importa é a do dia sete de outubro. Respeito todos os institutos e analiso as pesquisas. Temos pesquisas que foram divulgadas recentemente, e você vê dois cenários, o da pesquisa induzida e o da espontânea. Quem apareceu, em primeiro lugar, por exemplo, na induzida, aparece em terceiro na espontânea, e o quem está em terceiro na induzida se encontra em primeiro na espontânea. Então tudo isso, nós respeitamos, e inclusive, fazemos as nossas. Tenho até, neste momento, pesquisas de todo o estado de Sergipe, porque gosto de trabalhar com pesquisas direcionadas para municípios, pois assim sentimos o clima do local, identifica a liderança mais forte e você busca entende o que cada município pretende ou pensa de cada governante. Temos ainda, pesquisas feitas de modo regionalizado, ouvimos as pessoas em um determinado município e em seguida, fazemos a média. E com base nelas, me apresentaram um cenário extremamente favorável a nossa campanha e a nossa candidatura. Temos que respeitar a força das lideranças, isso não pode ser desprezado, contudo, é claro que devemos ter respeito pelo desejo do povo, pois é ele quem bota e tira político do poder. Hoje, temos o apoio de 37 prefeitos e de diversas lideranças do estado. Há um outro determinado candidato que tem o apoio de 34 prefeitos e um terceiro de quatro; é claro que isso é importante, afinal, o agrupamento faz a campanha acontecer. Então, estamos tranquilos, estou ciente de que estou preparado para esse governo. Sei que o próximo quadriênio, será oferecerá um governo de dificuldades, pois teremos um novo presidente da República , e normalmente, quando um presidente assume um governo há muitos problemas a se resolver , e principalmente considerando quem pode vir a ser eleito, em função da tragédia, na qual o país está, com um presidente sem força que desmoralizou o país e as instituições de governo, com apenas 3% de aprovação e com a maior rejeição da história de Sergipe, e que desmantelou todos os programas que concedias benefícios sociais à população. Por isso, o próximo presidente vai precisar arrumar a casa, e aí lhe pergunto, isso vai atingir quem? Os governos estaduais e municipais. Estando eu no governo, e já sabendo como a máquina funciona automaticamente isso não irá me dar nenhum tipo de prejuízo, pois estarei na sequencia do governo. Às vezes, me questiono sobre se devo fazer uma reforma administrativa. Eu não concordo com o tamanho da máquina pública que está aí, a gente precisa enxugar, fazer com que o governo funcione dentro daquilo que está ocorrendo no campo financeiro e econômico do estado hoje. Mas, não dá pra você ser irresponsável e trocar o pneu com o carro andando. Eu estou concluindo o governo, e sendo eleito, vou iniciar outro governo, e aí sim posso encaminhar um projeto de  refirma administrativa para a Assembleia Legislativa em conformidade com nossas pretensões  e do nosso conhecimento da máquina administrativa. Vou dar um exemplo. Conversam comigo: ‘Sergipe tem uma secretária de recursos hídricos e uma de agricultura, porque não uni-las? Eu concordo, Há condições de fazer essa fusão, sem gerar qualquer tipo de prejuízo para a agricultura e o meio-ambiente de Sergipe, isso é perfeitamente viável e já adianto que pretendo fazer a junção. Mas aí, me perguntam: ‘E porque não faz agora?’ Aí, eu explico, neste momento nós temos dois grandes programas sendo executados por essas secretarias. O Dom Távora pelo FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), portanto, um projeto desenvolvido com recursos internacionais e outro, o Aguarde Sergipe, também apoiado por um banco. Cada secretaria dessa utiliza um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), e se eu faço a fusão, é um CNPJ só. Para isso, eu preciso informar as instituições, mudar esta parte burocrática todinha, e o que é acontece com isso? Eu freio o programa, deixo de tocar projetos que já foram analisados, a aprovados e que precisam e ter os recursos liberados. Então, quem não tem competência e não sabe o que é governar fala de imediato que pode resolver tudo de um dia para noite, como se governar fosse fazer mágica, no entanto, ninguém governa com varinha de condão.

(A.N): O senhor está satisfeito então os primeiros 120 dias de seu governo? Acredita que ele seja bem avaliado pela população?

(B.C): Sim, e as pesquisas que tenho, tem apresentado uma avaliação extremamente positiva, sem nenhum problema. Tenho 100 dias de governo. Sei que não é favor e sim uma obrigação, mas, nós já estamos colocando a folha pra dentro do mês, só que eu não entrei nesta situação. Nós temos hoje, o dever de pagar a quarenta e quatro mil servidores, de um total de sessenta e dois. Estou falando de servidores ativos, inativos e pensionistas; portanto 70% da folha recebe dentro do mês. Estamos ajustando as diversas secretarias, fazendo um acompanhamento diário considerado de extrema importância que é a gestão de fluxo de caixa, e que nos permite ampliar a arrecadação sem elevar taxas ou impostos; é só cobrar de quem está sonegando. Esse ajuste ocorre para que haja avanços nas áreas da saúde, educação e da segurança. O primeiro dever de casa é ajustar as contas públicas.




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