EXCLUSIVA

08/09/2018 as 18:00

Dr. Emerson: "Serei eleito governador de Sergipe"

Confira a entrevista exclusiva do Portal Alô News com o candidato da Rede ao governo do Sergipe

Foto: (Reprodução/Facebook).<?php echo $paginatitulo ?>

Pela segunda vez nos últimos três anos, Emerson Ferreira da Costa, mais conhecido pela população sergipana como Dr. Emerson se candidata ao cargo executivo em uma eleição. Em 2016, com menos de um ano de Rede Sustentabilidade, ele - que até então só havia diputado eleições para o legislativo - obteve votação exprrsssiva e por pouco não ficou a frente do prefeito da ópoca João Alves Filho.

Ex-petista, Dr. Emerson busca agora se tornar o novo governador do estado, e com pautas de apelo moral e de renovação política, ele defende que o fim do loteamento dos espaços públicos, da falta de transparência, da incompetência na gestão pública e da corrupção no estado. Mesmo, com pouco tempo de televisão e uma coligação solo, ele não se mostra pessimista e acredita que estará no segundo turno, e sairá vitorioso.

Confira na entrevista entrevista exclusiva desta semana, com ele, algumas de suas propostas para o estado. Nela, o candidato ainda fala o porquê de ter saído do PT (Partido dos Trabalhadores) e entrado na Rede. 

Portal Alô News - (A.L.): O senhor é um nome já tradicional da política sergipana, foi eleito vereador por dois mandatos pelo PT, e inclusive já se candidatou a outros cargos como candidato a deputado estadual e federal. O senhor já disse que caso venha a ser eleito vai acabar com práticas já consolidadas na política sergipana como o apadrinhamento e a partidarização das políticas públicas. Porque, a população deveria acreditar que o senhor é capaz de alterar esta cultura da gestão pública no estado?

Dr. Emerson - (D.E.): Justo por conta da minha trajetória de independência e honestidade no exercício da vida pública. Não estou vinculado às velhas práticas de loteamento dos espaços públicos.

(A.L.): Em 2015, o senhor decidiu sair do Partido dos Trabalhadores, sigla onde era considerado um dos quadros mais importantes em Aracaju. Essa saída se deveu aos diversos casos de corrupção nos quais o PT se envolver nos últimos anos em âmbito nacional?

(D.E.): Não somente por isso, mas também por encontrar no Estatuto da Rede o estabelecimento de práticas que acredito, sempre defendi e exerci, como por exemplo, não ocupar o mesmo cargo eletivo por mais de duas vezes.

(A.L.): Partindo agora para a questão das suas propostas políticas; o tema da segurança pública é um dos que tem mais afligido a população sergipana. Um dos fatores que mais contribuem para os altos índices de criminalidade no estado é o tráfico de drogas que envolve desde jovens menores de idade até quadrilhas organizadas. Como essa questão do tráfico seria tratada em um hipotético governo seu?

(D.E.): Com a criação de um Batalhão Especializado em Divisas, com ampliação e regionalização da Divisão de Inteligência Policial e com o estabelecimento de uma política de segurança pública para o Estado de Sergipe, com gestão integrada, estratégias de repressão e, policiamento comunitário na prevenção. A Educação cuidaria da inclusão social, com uma educação de qualidade, a Saúde estabeleceria uma rede de tratamento à dependência química, a Assistência Social, a Cultura e o Esporte cuidariam da ressocialização.

(A.L.): Outro problema que já há alguns anos preocupa muito cidadão sergipano é o desemprego. Algumas empresas, no estado, inclusive têm fechado as portas e reduzido o seu número de funcionários. Como voltar a tornar Sergipe interessante para investimentos de outros estados e mesmo de outros países, para propiciar a geração de emprego a população local?

(D.E.): Com uma política de desenvolvimento econômico para o estado de Sergipe, que equilibre as vocações regionais, supere a desindustrialização, apoie os setores agropecuário e de serviços, combata a sonegação fiscal, estabeleça uma política de benefícios fiscais associada aos nossos projetos prioritários de desenvolvimento, além de reduzir o custo Sergipe. Coordenando tudo isso teríamos um estado mobilizador e articulador, gastando com austeridade e melhorando a receita sem elevar alíquotas.

(A.L.): Como profissional da saúde, de forma o senhor vê a condição da saúde pública em nosso estado? Faltam investimentos ou uma gestão mais profissionalizada?

(D.E.): Condição caótica em decorrência da partidarização da saúde e a consequente inexistência de um modelo assistencial com acesso pelas Unidades Básicas de Saúde (Atenção Primária) e evolução na rede de assistência, quando necessário, pela Regulação do Sistema e não pela busca de um político. Claro que nesse cenário caótico, falta muito mais gestão profissionalizada do que financiamento.

(A.L.): Em 2016, na eleição para prefeito de Aracaju, o senhor decidiu não apoiar nenhum dos candidatos que chegou ao segundo turno. E neste ano, caso também não chegue lá, vai seguir a mesma postura?

(D.E.): Em 2016 não apoiei nenhum dos candidatos que foi ao segundo turno, por dois motivos: primeiro, porque não sou dono dos votos, nem da consciência das pessoas que votaram no Dr. Emerson no primeiro turno; depois, por coerência com o discurso que adotei no primeiro turno, de que os agrupamentos em torno das candidaturas de Edvaldo, Valadares e João Alves representavam as velhas práticas na política sergipana. Já para as eleições de 2018, não cogitamos a possibilidade de apoio para o segundo turno, porque em nosso planejamento estratégico, eu estarei no segundo turno e serei eleito governador de Sergipe.

(A.L.): O seu partido, é conhecido nacionalmente por negar certas práticas tradicionais da política e o senhor mesmo tem buscado se distanciar de figuras antigas da política sergipana. Mas, em um cenário no qual for eleito, terá que conviver com elas. Nos explique, então, como estabelecerá sua relação com políticos no legislativo, para aprovar suas propostas?

(D.E.): Pelo distanciamento real que temos dessas velhas práticas: toma lá, dá cá, loteamento dos espaços públicos, falta de transparência, incompetência na gestão pública e corrupção. Por outro lado, temos algumas décadas de vários governos mal avaliados pela sociedade, e todos eles tinham maioria no parlamento. Portanto, essa não é uma condição básica para uma boa administração. Vamos valorizar o parlamento, priorizar o diálogo e entender que todos nós, executivo e legislativo, estamos a serviço dos contribuintes, os eleitores, nossos patrões.




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